1) Paraíso astral
Marilyn Monroe foi encontrada morta no quarto de sua mansão, em Brentwood, pelo psiquiatra Ralph Greenson e pela empregada Eunice Murray. A princípio, parecia suicídio. Mas pessoas próximas à atriz afirmaram que ela estava em uma boa fase, fechando contratos para novos filmes. Uma carta ao ex-marido Joe DiMaggio encontrada em uma agenda sugeria que eles estavam reatando
2) Cena de crime… ou cenário?
Embora Greenson e Eunice tenham descoberto o corpo em torno da meia-noite, a polícia só foi informada às 4h. Os primeiros policiais que entraram no quarto acharam tudo muito estranho. Parecia uma cena montada: a atriz até segurava um telefone. Havia um frasco vazio de remédios, mas nenhum copo. Como Marilyn teria engolido 40 comprimidos a seco?
3) Relatos confusos
Eunice e Greenson se contradisseram várias vezes nos depoimentos. Primeiro, disseram que acharam a atriz por volta da meia-noite, mas demoraram a chamar alguém porque queriam avisar o estúdio 20th Century Fox primeiro. Em outra versão, a empregada afirmou que viu a luz do quarto acesa às 3h e chamou o psiquiatra. Ele teria arrombado a porta às 3h50
4) Overdose relax
O corpo de Marilyn estava tão arrumadinho na cama que parecia que a atriz estava dormindo. O legista Theodore Curphey contestou: se tivesse sido mesmo overdose de barbitúricos, ela teria sentido dor e seu corpo estaria contorcido. Também não havia vômito no quarto. Na autópsia, não foram encontrados no estômago resquícios de tinta amarela – cor da cápsula dos calmantes
OS SUSPEITOS
5) John F. Kennedy
Marilyn manteve um caso com o então presidente dos EUA. Em seu diário, que sumiu pouco antes de sua morte, ela teria registrado confissões de JFK sobre a Guerra Fria – inclusive um hipotético plano da CIA para matar o líder cubano Fidel Castro. Ou seja: ela sabia demais e precisava ser eliminada. Outro problema para JFK: a loira estava cada vez menos disposta a esconder o caso entre eles
6) Robert Kennedy
Ela também se envolveu com o irmão de JFK. Anos depois, Norman Jeffries, um dos empregados dela e genro de Eunice, afirmou que viu Robert e dois homens com maletas pretas perambulando pela mansão no dia da morte da atriz. Às 21h30, o trio expulsou os funcionários e saiu uma hora depois
7) Frank Sinatra
Uma teoria diz que, durante um jantar com esse cantor, Pat Kennedy (irmã de Robert) e o mafioso Sam Giancana, Marilyn teria sido embriagada e estuprada por garotos de programa. Sinatra e Giancana teriam fotografado e prometido divulgar as imagens caso ela não se afastasse dos Kennedys. Joe DiMaggio planejou o funeral de Marilyn e, segundo boatos, proibiu a entrada de Frank Sinatra e dos Kennedys no velório
8) Sam Giancana
Outro rumor dizia que a máfia havia conseguido o primeiro papel de Marilyn e que ela tinha um caso com um assistente de Giancana. Mas, a pedido do gângster e dos Kennedys, cinco mafiosos teriam assassinado a atriz introduzindo calmante no ânus dela (não deixando, assim, marcas no corpo
EXPLICANDO A VERDADE
Teste do suicídio ainda é a mais provável
– Marilyn já havia tentado se matar outras quatro vezes
– Ela havia acabado de ser demitida do filme Something’s Got to Give
– Suas oscilações de humor eram famosas
– Ela realmente tomava certos remédios pela via anal, o que explica a ausência do copo ou de vestígios das pílulas no estômago
– Jeffries pode ter inventado a visita de Robert Kennedy para livrar sua tia Eunice, que, por nervosismo, se contradizia nos depoimentos
– A overdose pode ter sido acidental. Segundo Marilyn Monroe: A Biografia, pode ter havido uma falha de comunicação entre Greenson e outro médico que passara a tratar a atriz, Hyman Engelberg. O primeiro prescreveu hidrato de cloral e o segundo, pentobarbital. A mistura acabou matando-a.
FONTES Sites Mirror, Life, Crime Library,Marilyn Monroe.net, Diário de Notícias e G1