Mundo Animal

Qual é a maior ave de rapina do mundo?

19:18

Duas espécies de condor atingem 1,3 metro de comprimento...



Dois belos pássaros dividem o título: o condor-dos-andes (Vultur gryphus), também chamado de abutre-do-novo-mundo, e o condor-da-califórnia (Gymnogyps californianus). Ambos chegam a ter 1,3 metro de comprimento e, com as asas abertas, atingem 3 metros de envergadura. Indivíduos adultos dessas duas espécies podem pesar acima de 11 quilos. Como o próprio nome diz, o condor-dos-andes vive na cordilheira dos Andes, na América do Sul, habitando encostas de montanhas. Infelizmente, ele tem sido implacavelmente perseguido pelo homem. 

O condor-da-califórnia – encontrado no estado norte-americano de mesmo nome – também corre sérios riscos de extinção. Em meados dos anos 90, existiam pouco mais de 100 desses animais nos Estados Unidos e, para evitar que a espécie sumisse completamente do mapa, foi criado um programa de reprodução em cativeiro. É bom lembrar que o termo ave de rapina é usado para se referir aos pássaros predadores dotados de garras afiadas e bicos especiais para capturar alimentos. Além dos condores, águias, falcões, gaviões e corujas fazem parte desse grupo. No Brasil, a maior ave de rapina é o gavião-real, também conhecido como harpia (Harpia harpyja). Ele pode ser visto na Amazônia, em algumas regiões da mata atlântica e também no sul do país.

Predadores aéreos
Duas espécies de condor atingem 1,3 metro de comprimento
ÁGUIA-DOURADA (AQUILA CHRYSAETOS)

Comprimento: de 80 centímetros a 1 metro
Envergadura: 2,3 metros
Também chamada de pássaro-de-guerra-americano, a águia-dourada habita a América do Norte, o norte da África, a Ásia e a Europa. O casal da espécie costuma caçar junto: um deles persegue a presa para deixá-la cansada e o outro dá o bote final
ÁGUIA-FILIPINA (PITHECOPHAGA JEFFERYI)

Comprimento: de 80 centímetros a 1 metro
Envergadura: 1,5 metro
Conhecida como águia-pega-macaco, obviamente por adorar saborear um pequeno primata, essa ave só é encontrada nas Filipinas, no Sudeste Asiático. É outra águia muito ameaçada: existem menos de 100 indivíduos vivendo na natureza
GAVIÃO-REAL OU HARPIA (HARPIA HARPyJA)

Comprimento: 1,15 metro
Envergadura: 2,5 metros
O gavião-real é um animal solitário. Ele voa alto, adora planar e faz bruscas manobras quando está caçando. Graças às fortes garras, captura animais de porte médio, como macacos e preguiças. Seu hábitat natural se estende do sul do México à Argentina
CONDOR-DOS-ANDES (VULTUR GRYPHUS)

Comprimento: 1,3 metro
Envergadura: 3 metros
Este pássaro pode ser visto em toda a cordilheira dos Andes, da Venezuela à Terra do Fogo, no extremo sul do continente americano. O condor prefere locais abertos e raramente ataca animais vivos, exceto recém-nascidos e enfermos. Prefere comer restos de bichos mortos
CONDOR-DA-CALIFÓRNIA (GYMNOGYPS CALIFORNIANUS)

omprimento: 1,3 metro
Envergadura: 3 metros
No passado, o condor-da-califórnia podia ser visto em toda costa oeste dos Estados Unidos, mas hoje corre risco de extinção. Ele é quase todo preto, com manchas brancas nas asas, pescoço vermelho e cabeça com tons amarelados. Tem visão e olfato aguçadíssimos.

Natureza

Como ocorrem os eclipses solares?

15:14

Sumiço do astro só é visível na Terra numa área de 200 quilômetros de diâmetro...


Quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, o astro que ilumina nosso planeta some por alguns minutos. O espetáculo só ocorre durante a lua nova e apenas nas ocasiões em que a sombra projetada pelo satélite atinge algum ponto da superfície do planeta. Aliás, é o tamanho dessa sombra que vai determinar se o desaparecimento do astro será totalparcial ou anular. Geralmente, ocorrem ao menos dois eclipses solares por ano. “Na Antiguidade, o fenômeno despertava todo tipo de superstição. Chineses e babilônios acreditavam que os eclipses aconteciam quando um dragão comia o Sol. Para espantar o monstro, esse povos lançavam flechas ao céu. O mistério sobre as verdadeiras causas dos eclipses só começou a ser resolvido em 585 a.C., quando o grego Tales de Mileto conseguiu prever com exatidão, pela primeira vez, um eclipse solar”, diz o astrônomo Roberto Boczko, da USP. Para os especialistas, um eclipse solar é uma excelente oportunidade para estudar melhor o Sol.
Com o desaparecimento momentâneo da parte interna do disco solar, os cientistas medem a composição dos gases e a intensidade dos raios emitidos pela cromosfera, a camada externa do astro. Para os observadores comuns, o espetáculo requer cuidados. Nem pense em tentar ver o fenômeno a olho nu. “Os raios X e ultravioleta (UV) que vêm do Sol podem machucar a retina e até cegar”, afirma Roberto. O melhor é se proteger da radiação cobrindo os olhos com a parte preta das chapas de raios X, ou com um sanduíche de filmes fotográficos preto e branco queimados e revelados (os coloridos não funcionam contra raios X e UV). “Mas só é seguro olhar por poucos segundos. Para evitar riscos, o ideal é usar um espelho para projetar o show em uma parede”, diz Roberto.

Show exclusivo
Sumiço do astro só é visível na Terra numa área de 200 quilômetros de diâmetro
PRIVILÉGIO SECULAR
Um eclipse total do Sol só é visível em uma pequena faixa do planeta porque a sombra que a Lua projeta sobre o globo tem pouco mais de 200 quilômetros de diâmetro. Por causa do movimento de translação da Lua e de rotação da Terra, a área escura avança por cerca de 16 mil quilômetros, desenhando um caminho estreito no globo terrestre. Um eclipse total do sol costuma demorar entre 300 e 400 anos para se repetir em um mesmo lugar da Terra.

ECLIPSE PARCIAL
Surge quando apenas uma parte do astro cai na região de sombra total da Lua, e o restante continua visível. Justamente por isso, é um dos mais perigosos de se observar a olho nu, porque o brilho do Sol permanece praticamente igual. Ocorre em 35% das vezes.

ECLIPSE ANULAR
Acontece quando a Lua está distante da Terra e a sombra total do satélite não consegue encobrir o Sol por completo. Parte da área principal do disco solar, a fotosfera, permanece visível, gerando um anel circular bem delineado ao redor da parte escura. Esse tipo de evento ocorre em 33% dos eclipses solares.

ECLIPSE TOTAL
Ocorre quando a Lua bloqueia totalmente o Sol. Mesmo assim, o astro não desaparece por completo, pois a parte externa da atmosfera do Sol permanece visível, formando uma coroa de brilho fraco. Acontece em 27% dos casos – os 5% restantes são eclipses híbridos, que podem ser anulares ou totais, dependendo de onde são vistos.

PERTO DA LUA…
Os tipos de eclipses do Sol variam porque tanto a órbita da Lua quando a da Terra não são círculos perfeitos, mas trajetórias ovais com distâncias variáveis. Quando o satélite está mais próximo do nosso planeta, a 363 mil quilômetros, e o globo terrestre está bem distante do Sol, a 152 milhões de quilômetros, a Lua parece maior do que o Sol visto no céu terrestre. Nesse caso, ela projeta uma sombra grande na Terra, gerando uma área de eclipse total...
… E PERTO DO SOL Quando a Lua está em sua maior distância em relação à Terra, a 406 mil quilômetros, e esta encontra-se mais próxima do Sol, a 147 milhões de quilômetros, o satélite parece menor do que o astro no ponto de vista de um observador que acompanha o sumiço a partir de algum ponto do planeta. Nessas ocasiões, a área de escuridão é bem menor do que nos eclipses totais, e um anel brilhante continua rodeando o Sol mesmo durante a fase máxima da obstrução

Ciência

Células fazem barulho?

11:45



Talvez façam, mas ninguém ouviu ainda. Se nós tivéssemos microfones minúsculos, especula-se que conseguiríamos captar o som de uma cápsula celular se abrindo, por exemplo, mas isso ainda é tecnologicamente impossível – portanto, só podemos imaginar como seriam esses sons. Por outro lado, as atividades químicas dentro das células produzem sinais elétricos que podem ser transformados em ondas sonoras. Cada processo celular emite um sinal diferente, que varia também dependendo do tipo de célula. Esse “som” das células mais se parece com um zumbido constante, mas, se reduzirmos sua velocidade, é possível perceber variações. Algo parecido rola com a voz humana, que possui diferentes timbres e ritmos, dependendo da pessoa e do idioma que ela fala.

Bizarro

A anatomia macabra de um zumbi

16:21

Eles enxergariam mal, mas seriam capazes de farejar carne humana de longe. Saiba quais adaptações tornariam um cadáver capaz de sobreviver à própria morte...



Já parou para pensar como seria a anatomia de um zumbi se ele fosse real? A verdade é que eles enxergariam mal, mas seriam capazes de farejar carne humana de longe. Saiba quais adaptações tornariam um cadáver capaz de sobreviver à própria morte.
NO RASTRO DA CAÇA
Zumbis sofrem de miopia grave – e veem o mundo em preto e branco. Também não escutam bem, mas, em compensação, têm olfato apuradíssimo. Com isso, farejam suas vítimas a quilômetros de distância
BABA CONTAGIOSA
Os filmes de terror são unânimes: a contaminação se dá pelo contato com fluidos dos mortos-vivos, como a saliva, que conteria o vírus responsável pela transformação. Por isso, alguém que foi mordido pelo monstro e escapou irá, cedo ou tarde, virar um
VEIAS PODRES
Eles não respiram – portanto, não precisam de hemoglobina, o pigmento que transporta oxigênio no sangue (e que lhe dá sua cor vermelha). Por isso, seu sangue é escuro e grosso. O coração não pulsa: a circulação é feita por contrações musculares do corpo
TERROR AOS PEDAÇOS
Suas células nervosas conseguem se regenerar. Isso explica por que mortos-vivos podem sobreviver mesmo perdendo boa parte da massa encefálica. Esse poder regenerativo também faz com que eles se recuperem após sofrer danos na coluna vertebral
ENCOURAÇADO
A pele começa a se deteriorar logo após a transformação. Vai ficando mais grossa, com aparência de couro, e começa a apodrecer. Já as fibras musculares tornam-se mais concentradas e adquirem a consistência de uma corda de náilon. Sacou por que eles são tão fortes?
OSSO DURO PRA ROER
Modificações importantes acontecem na região da boca. Células ósseas se depositam na mandíbula e o osso fica maior, permitindo um aumento das fibras musculares ligadas à mastigação. A mordida fica mais forte, capaz até de quebrar o crânio das vítimas. Os dentes, no entanto, não sofrem o mesmo processo, o que faz com que muitos zumbis fiquem banguelas em pouco tempo e sejam forçados a usar ossos da boca para mastigar
SISTEMA DIGESTIVO
Para onde vai a carne humana que os zumbis consomem com tanta voracidade? Para o estômago e intestino, onde apodrece até ser expulsa num número 2 daqueles. Como o bicho está morto, ele não precisaria necessariamente se alimentar e seu sistema digestivo não funciona. Ele caça e come humanos por mero prazer doentio…
O COMEÇO…
Livros, filmes e games preferem a versão de que os mortos-vivos seriam resultado não de forças sobrenaturais, mas de uma epidemia. Uma teoria atribui a doença a um vírus da ordem Mononegavirales, transmitido por carrapatos da família Ixodidae e por roedores urbanos. Veja os sintomas após a contaminação:
  • Em 2 horas – Dor de cabeça, febre, calafrios
  • Em 24 horas – Coma profundo, parecido com morte; pulsação e respiração diminuem gradativamente
  • Em 30 horas – Transformação completa. O zumbi não responde a estímulos e só pensa em uma coisa: comer carne humana!


… E O FIM
Apesar de tudo, zumbis não deixam de ser cadáveres ambulantes – e, como tais, estão sempre sendo decompostos por bactérias. O monstro vive, no máximo, um ano. O nível de putrefação pode chegar a um ponto em que ele não consegue nem mais se manter de pé. Confira as etapas do processo:
  • No início de sua vida-morte, a pele adquire manchas e feridas abertas, verdadeiros banquetes para bactérias
  • Partes cartilaginosas, como orelhas e nariz, apodrecem e caem. Depois é a vez dos dedos dos pés e das mãos
  • Alguns ossos ficam expostos. Muitos perdem parte dos braços, alguns dentes e até os olhos!

Cultura

A origem sangrenta de A Pequena Sereia

11:03

Criada pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, em 1837, A Pequena Sereia é um relato pra lá de brutal...

1. NAVALHA NA CARNE
No original, a Bruxa do Mar corta a língua de Ariel, que perde a voz. Além disso, a sereia tem a cauda rasgada em duas para virar mulher e conquistar o coração do príncipe. Mas, a cada passo, as pernas sangram e doem
2. CABEÇA FEITA
Na insistência para que Ariel voltasse a ser sereia, suas irmãs chegam a arrancar os cabelos – literalmente! O objetivo era oferecer as madeixas para que a bruxa do mar rompesse o encanto
3. FIM DA LINHA
Em troca dos cabelos, a bruxa dá uma faca para Ariel matar o príncipe (que a havia trocado por outra) e voltar a ser sereia. Traída e desenganada, Ariel se mata pulando de um abismo no mar gelado

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