Tamers é a Melhor Temporada de Digimon

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Mas Porque? Bem, vamos provar aqui sobre o que estamos afirmando em fatos  que visam mostrar os pontos fortes que a temporada nos trouxe.

Motivo 1: Sem Furos no Roteiro.

A Temporada se mostra madura e parece possuir um roteiro que caminha para o mesmo ponto do começo, essa temporada tem como objetivo estabelecer a paz entre os digimons e os humanos e destruir de vez a D-Reaper. Algumas poucas coisas acontecem aqui, mas de resto, temos um roteiro perfeito, com tudo muito bem explicado, nada fora do lugar, personagens bem desenvolvidos, ideias bem estruturadas e tudo dentro de seus acordes, sem desviar momento algum do foco real da intenção da série.


Motivo 2: Sem Protagonismo Exagerado.

O primeiro fato que comprova isso é que a temporada defende de uma igualdade sem limites para todos os personagens, claro que, sabemos que Takato é o líder, mas em momento algum se diz isso na série, ele não se auto-declara e ninguém o nomeia líder, as coisas vão apenas acontecendo. A mesma igualdade acontece nas digievoluções dos personagens, o digimon de Takato não digivolve uma fase a mais que os outros, sendo assim todos ali tem dividem de um mesmo número de evoluções, sem aquela de privilegiar o líder da turma.


Motivo 3:  O Desenvolvimento dos Personagens

A série pode ser divida em dois arcos, os que eles estão aqui no mundo real e lutando contra digimons selvagens que aparecem aqui e essa primeira parte dura até a metade da temporada e pode demorar muito e para os menos pacientes chegar a ficar tenso pela falta do clímax total da temporada, porém a partir daí eles decidem ir ao digimundo atrás de um digimon deva que captura o digi-intelecto Culumon para poderem resgata-la e a partir daí não temos mais tempo para respirar. O que se dá é que sabemos que digimon sempre colocou seus personagens como centro de tudo e os prioriza, ou seja, eles são as matérias primas de toda a série, e eles mostram isso, fazendo com que o personagem tenha um desenvolvimento pessoal dentro de um todo, podendo sofrer crises de personalidades e reformulações de caráter. Mas a formula usada anteriormente era que isso fosse acontecendo através do desenrolar e assim no ultimo capítulo teríamos personagens completamente mudados e mais maduros. Aqui em Tamers esse primeiro arco esta separado isto, para conhecermos e identificarmos com os personagens, e isto é bom, porque quando eles decidem ir para o digimundo eles já estão completamente maduros.


Takato era uma criança completamente diferente das anteriores que foram chamadas de líderes, Ele não acreditava em si mesmo, não tinha inciativa, era medroso e era muito comum, mas com o passar da história vemos ele se tornar em um menino decidido, corajoso e valente que não tem mais medo e confia em si mesmo e sem precisar que alguém exploda dizendo pra ele seus erros e no que ele precisa melhorar (formula muito usada nas temporadas anteriores) tudo acontece de forma muito natural. Ele nos passa a lição de acreditar em si mesmo, pois ele acreditou tanto que até criou seu próprio digimon.

Lee fazia simplesmente o papel da pessoa mais calma, mais leve e responsável do grupo. Não era um nerd mas tinha sua inteligência, não gostava de violência e muitas vezes se mostrou muito preocupado com a segurança das pessoas. E seu digimon era justamente o reverso dele, brincalhão, despreocupado e que não gostava de o obedecer, criando uma subjeção, que nos faz pensar ''até onde se deve ser super responsável ou até onde se deve ser super brincalhão''. Lee com base em sua teoria de segurança chega a desprezar as digievoluções de Terriermon, por causa do uso da violência; o mais irônico era que Gargomon possuía armas e ele  precisava justamente de suas armas pra poder batalhar contra os inimigos da turma, ou seja algo que expressa a violência. Mas no decorrer das coisas, vemos Lee deixar de lado um pouco toda essa paz interior que ele buscava não perturbar, ainda mais quando ele se sente responsável em proteger sua irmã que ''acidentalmente'' vai parar no digimundo. Então aí sim, o personagem entra num cúmulo de coragem e bravura que chega a ser prejudicial aos seus amigos, isso simbolizaria o estresse acumulado pelo garoto no rolar da história e com toda esta bravura ela estaria ''desabafando'' seus sentimentos, ''gritando'' para todos o que ele quer, e isso ajuda, já que o personagem ensina uma lição que tem haver com entendimento, o entendimento de que as vezes precisamos entender que medidas duras precisam ser tomadas.

Ruki (ou Rika) começa a temporada diferente de todos os demais, nos primeiros capítulos a vemos como uma garota forte, decidida e que não teme nada, que trata digimons como objetos e não sente a menor pena de mata-los, diferente de qualquer personagem feminina que a série já nos havia apresentado, e isso reflete em sua digimon, Renamon que também manisfesta um lado mais sério e maduro, perante os outros. Mas no decorrer percebemos que essa fortaleza toda de Ruki não passava de uma fraqueza que ela tinha dentro de si mesma, ou seja, ela criou toda essa personalidade pra poder esconder todos os seus sentimentos mais vulneráveis. Ela tem uma história mais complexa, afinal ela desenvolveu essa personalidade toda pelo fato de que seu pai a renegou como filha, pelo simples fato de ser uma garota, e com isso ela acaba morado com uma mãe solteira e uma vó bem moderna. E isso tudo culminou em uma garota meio ''masculinizada''e fria, talvez pra poder chamar a atenção de seu pai, mas tudo isso acabava atrapalhando na sua relação com sua mãe, criando uma barreira entre as duas, barreira que ao passar dos episódios vai se acabando e elas vão se tornando cada vez mais íntimas e próximas, Vemos Ruki se tornar mais amorosa e parar de pensar em si mesma, a partir de que ela entende que os digimons também são seres e entende que Renamon é sua amiga, até o momento em que ela e Renamon decidem cometer um quase ''suicídio'' para salvar seus amigos se jogando dentro do corpo do inimigo, nascendo assim sua Biomerge. A lição que ela nos passa é sobre nada mais nada menos que o amor, pela família, pelos próximos e pelos amigos.



Motivo 4:  A Metáfora da Depressão.

Com certeza o maior desenvolvimento dentro da série parte a partir da personagem Juri Katou, que nos é apresentada a início como a garota que usava um fantoche para se comunicar com seus amigos e possível afeição amorosa de Takato, mas eles eram muito infantis ainda e não compreendiam isso. No decorrer  dos episódios nós vemos que a história da garota vai bem mais além do que imaginávamos, a sua história é mostrada de forma bem cautelosa, para não assustar o público infantil para qual a série é voltada, mas um adulto perceberia facilmente o que se passa na vida da garota. Pois bem, Katou perdeu a sua mãe bem cedo, e pelo o que entendemos todos ao seu redor a fazem aceitar isso da pior forma possível, sem palavras de carinho, sem amor, sem afeto, um pai que claramente se mostra agressivo, vivendo em um ambiente conturbado, tendo que servir de garçonete no bar de seu pai e atender homens bêbados. Como se não bastasse isso, ela ainda perde seu parceiro digimon Leomon, que foi morto e absorvido por Beelzebumon na sua frente. A partir daí Katou se torna estranha, fria, e incapaz de responder as questões, pensar ou  comer, a tristeza afaga sua alma, até que D-Reaper, a usa para estudar os humanos, aproveitando de sua tristeza interior e seu estado de espírito fraco e debilitado, chegando a aprisiona-la. Lembrando que D-reaper só quis destruir a raça humana por perceber como os humanos eram maus, pela forma que Katou era tratada por todos ao seu redor.  Aqui temos um período bem tenso, a ponto de ouvirmos a personagem desejar a morte, e que se sente inútil para continuar a viver, forte para uma criança ouvir.
A personagem consegue se livrar disso tudo, graças ao amor e carinho que conseguiu receber de seus amigos, do apoio e do arrependimento de seu pai.
Katou é uma clara metáfora para explicar a depressão e de fato como ela acontece dentro de uma pessoa. A começar pela culpa, o peso da responsabilidade que a garota de 10 anos tinha de carregar. O fantoche, que era usado para expressar a falta de atenção que a menina carecia. Simplesmente perfeito, um personagem para explicar o que é a depressão, o que ela faz com você e como sair dela.


Motivo 5: Pecado e Redenção

Aqui temos Beelzebumon, se olharmos pela demonologia, ele seria o demônio da Gula, Belzebu. Tá mas e daí? E daí que o personagem também é uma metáfora dentro da série para explicar até onde a GANÂNCIA pode levar alguém e como ela paga por isso. Víamos que por causa de seus domadores brigões e ainda prematuros demais para entender o que era ter um digimon, Impmon se torna alguém revoltado com os humanos, e se vê invejado ao perceber que Renamon, Terrirmon e Guilmon possuem de uma boa relação com seus domadores, e conseguiam evoluir. Passamos o primeiro arco todo escutando o personagem gritar aos ventos que ele QUER SER FORTE (já metaforizando a ganância) e vivendo a dualidade entre ser ou não ser amigo daqueles que ele tanto invejava, hora ou outra ele queria, mas logo sua gula pelo poder o afastava novamente deles. Ao chegar no digimundo ele vende sua alma para um dos grandes seres sagrados pelo poder, mas na condição de que  ele deveria matar todos os domadores que ali estavam, no caso Takato e seus amigos.

Sem pensar duas vezes já transformado e Beelzebumon, ele parte para mostrar seu poder para qualquer ser que encontrar, matando sem pena ou dó, a cada passo mais frio e sedento por mais poder, seu ápice chega ao limite quando ele mata leomon e o absorve na frente de Katou e então ele perde a luta pela revolta e ódio de Takato. A partir daí vemos Impmon novamente fraco e quase morto. Antes de voltarem para o mundo real, Renamon e Ruki insistem em querer salva-lo, e quase ficam pra trás na tentativa de encontra-lo.
Vendo a misericórdia de suas amigas ele percebe como foi idiota e até onde ele havia sido levado pela ganância do poder, porém vemos que as coisas não são apenas isso, pecar e se arrepender, depois disso uma série de consequências acontece, para que ele possar ser ''perdoado'' e uma delas é o que acontece a Katou. Sim Beelzebumon sofre ao perceber que não consegue salva-la e que ela não o vê como herói, mas sim como o Digimon que matou o digimon dela, e então ele se mostra um ser comum na busca pela redenção ao tentar inúmeras vezes salvar Katou, como se fosse um pedido de perdão.  Esse personagem metaforiza perfeitamente o que é pecado e redenção.


Motivo 6:  Explicando de onde vieram os digimons

Aqui acontece pela primeira vez uma tentativa de explicar de onde surgiram os digimons e o porquê disto, vemos uma tentativa de mostrar como esse mundo foi criado, com datas e explicações completamente coerentes sobre isso.

Motivo 7: Ficção Científica 

Apesar da série falar sobre um mundo paralelo através da rede, nunca houve uma real história de ficção cientifica até aqui.
Tamers tem sua glória ao colocar dentro da série física, química, tecnologia, gravidade e muitas explicações cientificas para tudo.  Temos uma empresa que limita os dois mundos e impede com que os digimons venham para o mundo dos humanos causar desordem total.
Vemos aqui um digimundo que nos dá a real impressão de que aquilo é feito de matéria da rede e dados, simula perfeitamente algo virtual, algo que não é similar a terra ou igual ao nosso mundo, mas sim um mundo aonde você não se molha na água a menos que queira afinal a água é feita de dados, vemos lixos de dados percorrendo todo lugar, e um mundo que não tem controle de dia e noite ou  de céu e terra.
O vilão D-Reaper é  a mais inteligente ideia colocada dentro da série. O vilão é algo que não tem fundamento, sentimentos ou propósito, ele não é só o cara mau que quer dominar o mundo dos humanos ou ser rei do digimundo, é apenas uma programa que não se sabe de onde veio que funciona como uma ferramenta de formatação, que vai apagando tudo o que vê e que toca, um ser que possui inteligência e que não pode ser simplesmente destruído com um ataque de poder brilhante. No fim eles usam o Shagay, com a força da rotação de Gargomon para absorve-lo para outra dimensão, para que ele não destrua mais nada, nem o digimundo, nem mesmo o mundo dos humanos. Pura física, para os mais inteligentes, uma obra de arte.



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