Décades

Fotos da cidade de São Paulo dos anos 70

08:50


Av Augusta 1971, pessoas em seu constante vai e vem característico da cidade de São Paulo. Legal a quantidade de fuscas!


Foto: Acervo UH/Folhapress

A avenida São João, um dos símbolos da cidade de São Paulo dos anos 70, já foi uma viela, apelidada de “Beco do Acu” (água envenenada). Com o crescimento da cidade, o “Beco” transformou-se na Avenida São João. A via era considerada o centro da vida noturna, principalmente pela presença do teatro Politeama, frequentado pela boemia paulistana. 

Celebridades Locais da Época


Encontrado na antiga passagem de veículos sob o Vale do Anhangabaú, no centro da cidade de São Paulo dos anos 70, mais conhecida como Buraco do Ademar. A foto é do começo dos anos 70. Ademar de Barros, piracicabano, foi prefeito em 1957, quando criou o buraco e governador de São Paulo em 1962. Hoje não existe mais essa passagem, com a “desculpa” que o buraco enchia de água, o então prefeito Jânio Quadros (1985), rival do Ademar na política, executou o projeto da Emurb – Empresa Municipal de Urbanização, modificando por completo a área e acabando de vez com a lembrança do marco criado por Ademar de Barros. O buraco do Ademar ficou no passado, como Jânio queria. Ganhou a população. Quanto a preservar áreas antigas, sem problemas, o local não era mesmo nada agradável.

Vejam que diferença em dias de chuva, um caos para a já tumultuada rotina da cidade e das pessoas.

O Elevado Costa e Silva, ou “minhocão”, na cidade de São Paulo – SP, no começo dos anos 


Congestionamento caótico no Vale do Anhangabaú em 1969/1970, mostra que o problema do trânsito na capital paulista é crônico e antigo. Fotografia tirada de cima do Viaduto Santa Efigênia.

Vista parcial da Rua Voluntários da Pátria no ano de 1973.


Espero que tenham gostado. Para mim foi um prazer procurar e postar estas fotos, uma parte da São Paulo dos anos 70 .

Décades

8 cantores dos anos 40 que você precisa conhecer

16:25



É comum pessoas mais velhas dizerem que “os jovens de hoje em dia não ouvem mais música boa”, sendo que os pais delas diziam o mesmo. Para calar esse sujeito, aqui estão alguns cantores/grupos que tocavam nas rádios durante os anos 40.
É importante, antes de mais nada, dar um contexto pra essa história. A 2ª Guerra Mundial teve seu fim em 1945 com a rendição do Japão e a Guerra Fria iniciou-se em 1947 com a declaração da Doutrina Truman pelo rádio. Foi durante esse tempo, principalmente na 2ª Guerra Mundial, que a música se tornou verdadeiramente um produto de consumo em massa, tendo em mente a simplicidade de ligar o rádio e ouvir músicas de todos os lugares.
A música durante a 2ª Guerra acalmou os familiares de soldados e encorajou os militares no front. Hoje, grande parte desse repertório foi esquecido, mas devemos creditar diretores como Martin Scorsese e Damien Chazelle e jogos como BioShock e, acima de tudo, a franquia Fallout por trazer ao público de hoje gêneros esquecidos como big band, acid jazz e dixieland.
Basta de preâmbulo, vamos à lista!

1) The Andrews Sisters



O conjunto das irmãs LaVerne Sophie (Contralto), Maxene Angelyn (Soprano) e Patty Marie (Mezzo-Soprano) Andrews era conhecido por ser o grupo feminino mais famoso do século 20, principalmente por tocarem nas rádios oficiais das Forças Armadas. Influenciaram grandes cantoras dos dias atuais como Christina Aguilera e Bette Midler. É impossível não associar suas músicas à época em que viveram. Vejam May you always e Tonigth You Belong To Me Também

2) The Ink Spots


Outro conjunto na nossa lista – este bastante recorrente nas trilhas sonoras dos últimos Fallouts – era composto por Bill Kenny, Charlie Fuqua, Deek Watson e Hoppy Jones. Ganhou fama universal nas décadas de 30 e 40, sendo um dos principais precursores do rhythm n’ blues (o famigerado RnB) e do rock and roll. O estilo único do grupo pode ser facilmente reconhecido pelo clássico riff recorrente em praticamente todas as suas músicas e pelas partes faladas das letras no meio das faixas.


3) Django Reinhardt



Apesar de não ser cantor, Jean “Django” Reinhardt foi um grande guitarrista de jazz à francesa do final dos anos 30 e começo dos 40 e é tido como o pai do jazz na Europa, além de ser um dos primeiros artistas brancos a fazer sucesso no gênero. Reinhardt teve uma infância cigana em Liberchies, no centro da Bélgica, e fazia parte de uma caravana que peregrinou até Paris. Lá, ele aprendeu a tocar banjo, mas um incêndio o fez perder a mobilidade de parte de sua mão esquerda, obrigando-o a desenvolver uma técnica própria para tocar o instrumento.

4) The Pied Pipers





O grupo composto por Jo Stafford (que antes fazia parte de outro grupo, o The Stafford Sisters), John


O grupo composto por Jo Stafford (que antes fazia parte de outro grupo, o The Stafford Sisters), John Huddleston, Hal Hopper, Chuck Lowry, Bud Hervey, George Tait, Woody Newbury e Dick Whittinghill surgiu no final dos anos 30 e fez um incrível sucesso em meados dos anos 40, principalmente por fazer associações com Frank Sinatra e Tommy Dorsey.


5) Bob Crosby



O famoso líder da big band Bob Cats fez um tremendo sucesso no início dos anos 40, principalmente por conhecer as Andrews Sisters, que estavam em seu auge na época. Bob Crosby & The Bob Cats foi uma das poucas bandas, se não a única, que conseguiu combinar dixieland com um estilo que estava ganhando imensurável força na época, o swing.

6) Billie Holiday




Foi uma das maiores cantoras de sua época. Sua carreira começou de maneira desesperada: sua mãe e ela estavam à beira de serem despejadas de seu apartamento por não conseguirem pagar o aluguel, então Billie saiu desesperada na rua em busca de qualquer emprego que qualquer pessoa pudesse oferecer.
Acabou encontrando um bar no Harlem onde se ofereceu para ser dançarina, mas mostrou ser um desastre. Compadecido, o pianista disse para ela cantar… e tirou a sorte grande! Billie cantou tão bem que conseguiu um emprego fixo no bar.
Sem ter um aprendizado formal, sua educação musical veio de grandes nomes da música, como Louis Armstrong. Após alguns anos cantando em alguns outros bares, um crítico chamado John Hammond ofereceu um contrato de disco a Billie com a big band de Benny Goodman. A partir daí, sua carreira só cresceu, cantando em big bands como a de Count Basie e de Artie Shaw, o grande clarinetista da época da guerra.
Com isso, Billie se tornou uma das mais tocantes cantoras de seu tempo, com uma voz marcante por ser rouca, flexível e distintiva.

7) Nat King Cole


Nathaniel Adams Coles, mais conhecido como Nat King Cole, imortalizou suas músicas por ter uma voz sensual que casava perfeitamente com o piano. Ele aprendeu a tocar o instrumento na Igreja em que seu pai era pastor.

8) Helen Forrest



Por último, mas não menos importante – não menos importante MESMO, afinal, essa é minha cantora favorita da lista toda – temos Helen Fogel, conhecida pelo seu nome artístico Helen Forrest, que foi uma das maiores e melhores cantoras da swing era. Muitos não a consideram como uma cantora de jazz (um ultraje!), mas uma excepcional intérprete (concordo!).
Por muito tempo, ela usou nomes como Bonnie Blue e The Blue Lady e cantou na big band de seu irmão até entrar na de Artie Shaw, uma das maiores da época, após a saída de Billie Holiday. Depois de sair da banda de Shaw, seguiu para a de Benny Goodman (já ouvimos esses nomes antes, não é mesmo?) e depois gravou com o Cole Trio, banda de Nat King Cole. Há um álbum no Spotify de quase duas horas com cinquenta músicas dela, então vá lá escutar!
A música está (e estará) sempre nas nossas vidas. Todos podem fazer música, mas ninguém deve ignorar o passado e as origens dos gêneros que conhecemos. Não existe “música de velho”, mas, sim, música boa que se ouvia no passado e que está morrendo no presente. O bom passado não deve morrer, muito menos ser esquecido.

Décades

Fotografias mostram a sensualidade masculina nos anos 70's

10:01



Nos anos 70 o padrão masculino era bem viril, o mais viril possível; peitos bem cabeludos, tórax largos a avantajados, barriga levemente estufadinha abdômen com alguns pelos, pernas grossas e peludas, o pênis quase sempre mascado no short de malha fina e claro o cheiro de testosterona que se exalava e podia ser sentido a quilômetros de distancias. 



Algumas fotos mostram, como era ser uma macho na década de 70, o auge da masculinidade mundial.



Os anos 70 começaram com uma forte herança da revolução sexual iniciada nos anos 60 pelos hippies, as primeiras discotecas começaram a surgir transpirando prazer e sensualidade, foi nessas casas noturnas que homossexuais e negros encontraram um espaço para escapar da segregação e preconceito.
A década começou a dar mais atenção para o corpo masculino, quebrando o tabu de que somente as mulheres poderiam ser objetos do desejo. Surgiu então o nicho das roupas sensuais para homens como as "safadas" cuecas furadinhas, sungas, camisas transparentes, afinal de contas, no final dos embalos de sábado à noite todo mundo queria seduzir e levar alguém para cama.


































Décades

Fotos raras mostram refúgio hippie no Havaí formado por pessoas que pediam a paz nos anos 60

12:39

*ATENÇÃO ALGUMAS DAS FOTOS ABAIXO CONTÉM NUDEZ*




A água era cristalina, o asfalto mais próximo ficava a quilômetros de distância, o uso de roupas era opcional, não havia regras e as decisões não eram baseadas na razão, mas em vibes. Na primavera de 1969, treze jovens saíram das universidades dos Estados Unidos rumo a um refúgio onde buscavam paz, o encontro com a natureza e o desenvolvimento espiritual. Foi na região de Kauai, no Havaí, que encontraram a terra que, por oito anos, seria uma das maiores e mais expressivas comunidades hippies do mundo, o Taylor Camp.
Na beira do oceano e sem contas para pagar, os jovens construíram barracas precárias que deram início ao sonho da comunidade livre. “Nós estávamos envolvidos no movimento anti-guerra e [a Universidade de] Berkeley estava prestes a explodir. Era pegar suas armas ou sair“, conta Sandra Schaub que, junto a seu esposo Victor, foram alguns dos primeiros integrantes do grupo.
Pouco tempo após se instalarem na região, foram todos presos, adultos e crianças, acusados de vadiagem. E é justamente aí que a história fica interessante: quem se dispôs a pagar a fiança para libertar o grupo de hippies foi ninguém menos que Howard Taylor, irmão da atriz Elizabeth Taylor, que era dono de um grande terreno próximo a Kauai. O grupo foi convidado por Taylor a habitar parte de sua área sem que fosse preciso pagar qualquer tipo de aluguel.



O terreno estava em uma das partes mais belas no Havaí, rodeado por mata e água limpa e o sonho de viver livre finalmente tomava forma. Sem eletricidade ou luxos, casas foram construídas usando bambu, restos de madeira e sucata. Batizada de Taylor Camp, a comunidade sobrevivia com sua própria horta e caça e poucas vezes recorria à ajuda do governo. As crianças iam à escola normalmente e ganhavam carona do ônibus escolar da região.
As roupas eram itens opcionais e andar pelado pela vila era mais que normal. “Nós estávamos pelados. Todo mundo pensa pelado com uma conotação lasciva. […] Mas quando você vive pelado e vê garotas peladas todos os dias, elas se tornam suas irmãs. Não há segundos interesses. […] Eu nunca soube de nenhuma orgia, e se eu soubesse, estaria lá. Sabe o que eu quero dizer? Não que eu fosse tímido em relação a essas coisas. Certo? Não rolava nada. Eram basicamente casais. Relacionamentos“, afirma Rosey Rosenthal, atual radialista da ESPN e ex-moradora do Camp Taylor.



Em pouco tempo, Taylor Camp atraiu cerca de 120 moradores, entre hippies, curiosos e veteranos de guerra, ocupando um espaço de 7 acres. O uso de drogas alucinógenas era frequente, mas segundo participantes, tinha uma finalidade puramente espiritual. “Para mim, ácido era uma ferramenta, era um acordar espiritual usado com foco e propósito. Não era somente ‘Vamos festejar, traga o ácido!‘”, conta Teri Green, que morou em Taylor Camp junto a sua irmã, Debby.
O sonho de Taylor Camp durou por oito anos como uma comunidade funcional, pacífica e livre. No final dos anos 70, contudo, o Havaí se tornava um dos principais interesses da indústria do turismo e não demorou muito até que o terreno de Howard Taylor fosse comprado pela União e transformado em parque.

 As histórias de Taylor Camp foram reunidas pelos cineastas Robert C. Stone e Thomas Vendetti e deram origem a um documentário, cujo trailer você assiste abaixo. Um livro contendo 108 fotografias, histórias e um mapa da comunidade também foi lançado pelo fotógrafo John Wehrheim e algumas das imagens você confere abaixo. Se a experiência de Taylor Camp foi positiva? “Eu não consigo imaginar nada mais puro e belo do que a vida que tive lá. Foi a experiência mais valiosa de toda a minha vida“, afirmou David Pearson, hoje professor aposentado de uma escola pública.
















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