Geek

Fantasia e seus subgêneros

09:49


Fala pessoal! Tudo beleza?

Assim como escrevi sobre a ficção científica e seus sub-gêneros, neste post partirei sobre o estudo que fiz a respeito de toda divisão da Literatura Fantástica.
A fantasia pode ser entendida como a presença do impossível ou do inexplicável, diferentemente da ficção científica que em algum nível de entendimento e conhecimento seu universo é passível de ser possível.
É óbvio que muitas obras literárias/artísticas, os gêneros(e até sub-gêneros) acabam-se por se entrelaçar, formando uma ficção nova,especulativa ou imaginária.  E por isso que é tão difícil classificar uma obra ficcional. O que podemos fazer é apontar traços característicos de um dado gênero na obra e correlacioná-lo com a teoria.
Um dos sub-gêneros que confronta a fantasia com a ficção científica é o sub-gênero Space Opera (atompunk) como escrevi no post sobre ficção científica. O motivo da controvérsia em relação a classificação deste tipo de literatura é que Space Opera viola as leis da física e da ciência introduzindo termos,personagens e situações fantasiosas como alienígenas falando inglês, “viagens-mais-rápidas-que-a-luz” e muitos outros exageros.O sub-gênero de ficção steam punk  também possui fortes características fantasiosas e acaba sendo tratado as vezes como fantasia e não ficção científica.
Sobre a fantasia:

A fantasia tem suas origens a milhares de anos atrás, com os mitos e lendas que fizeram parte da história ancestral. A própria Mitologia possui suas raízes na fantasia, trazendo a tona jovens guerreiros, profecias, sábios anciões e muitas criaturas mitológicas. Já no século XX, os sub-gêneros da fantasia se tornaram bem difundidos, popularizando seres fantásticos como elfos, orcstrolls, dragões e etc.
A fantasia nada mais é do que um dos gêneros da ficção. A presença de magia e formas sobrenaturais são constantes, cobrindo os mitos e lendas de todo um cenário imaginativo e fantasioso. A magia e formas sobrenaturais muitas vezes são explicados devido a participação de divindadesentidades e/ou da Natureza.
Diferentemente da ficção científica, as verdadeiras histórias fantásticas não se desenrolam da ciência e muito menos da tecnologia.
A seguir partirei para a dissertação dos sub-gêneros da fantasia. Encontramos na literatura diversas classificações como high fantasyepic fantasylow fantasy, dark fantasy e Sword and Sorcery, porém neste post só será abordado os sub-gêneros high fantasy e low fantasy.
Pessoal, vocês encontrarão muitas fontes/referências bibliográficas conflitantes a respeito da classificação das obras fantásticas devido ao fato de muitas apresentarem características de vários sub-gêneros. A classificação abaixo diz respeito as conclusões que eu tomei depois do estudo do tema.
High Fantasy é um sub-gênero da ficção fantástica e possui a alcunha de “fantasia séria“.É definida em cima de um mundo imaginário totalmente novo (Mundo Secundário) e distinto do nosso (chamado de Mundo Primário).
A alta fantasia possui forte desenvolvimento épico dos temas e personagens além de  não existir relação alguma entre o mundo primário e secundário. Em sua grande maioria não há a presença do mundo primário nas ficções high fantasy.
Além destas características, na high fantasy temos explícita a luta entre o “Bem” e o “Mal” com um forte plano de fundo político e/ou ético, com presença de poderes políticos, guerras, destruição de nações e a iminência do “fim do mundo”. O inimigo pode ser enxergado como o próprio mal encarnado e/ou personificado.
Como declarado anteriormente, a fronteira que define a classificação de uma obra fantasiosa é frágil e várias narrativas podem ser  enquadradas em outros sug-gêneros. The Lord of the Rings é um exemplo disso pois pode ser classificado como epic fantasy ou como high fantasy. A fantasia épica vem do caráter heróico dos personagens, a presença clara de um vilão fantasioso, um sistema de magia bem estabelecido além de lendas, mitos e um folclore bem vivo e atuante. Porém, não é difícil encontrar na literatura estudiosos considerando high fantasy e epic fantasy como sinônimos.
Exemplo de games com características high fantasy
Low Fantasy (ou fantasia baixa) é outro sub-gênero da ficção fantástica no qual é baseada, primariamente, na “colisão” entre o mundo fantástico e o nosso mundo. Este tipo afasta-se totalmente de pretensões éticas e políticas comum no universo extremamente fantasioso da high fantasy. O sistema e a presença de magias na “fantasia baixa” não é tão bem estabelecido e forte como na “fantasia alta”
Por mais difícil que possa imaginar, podemos entender a “fantasia baixa” como uma fantasia um pouco mais racional (menos fantasiosa) que a “fantasia alta”, com um certo grau de realismo mágico. Podemos entender também  como uma narrativa baseada em um plano de fundo realístico/mundano com pinceladas notórias de fantasia.
Um exemplo de obra de “fantasia baixa” no mundo das histórias em quadrinhos é “Fábulas” (Fables) escrita por Bill Willingham, no qual conta a história de personagens de contos de fadas humanizados vivendo em uma comunidade em Nova York. No mundo dos video-games podemos citar a série Persona 3 e 4 e na literatura a série “Harry Potter“.
Obras low fantasy
Links, referências e inspirações:

Cultura

Quais livros já foram proibidos pela Igreja Católica?

17:11

A lista foi criada como uma defesa da Igreja diante da invenção da prensa e da Reforma Protestante, que ameaçavam a autoridade católica.




Obras de autores da literatura e da filosofia como Thomas Hobbes, René Descartes e Victor Hugo fizeram parte do Index Librorum Prohibitorum – lista de livros proibidos criada pela Igreja Católica na Idade Média. O Index foi criado como uma defesa da Igreja diante da invenção da prensa (e consequente popularização dos livros) e da Reforma Protestante, que ameaçavam a autoridade católica. A primeira edição, oficializada em 1559 pelo papa Paulo 4º, tinha 550 obras censuradas. A 32ª e última edição, de 1948, tinha 4 mil títulos.
Os livros reprovados (imorais ou contrários à doutrina) eram queimados. Em 1966, o documento foi extinto por Paulo 6º. Ainda assim, até hoje autoridades do clero podem emitir um alerta sobre os riscos de algumas publicações, o admonitum (“advertência” em latim). “Na prática, é um aviso de cuidado para os leitores sobre determinada obra”, afirma Sergio Rodrigues, professor de teologia da PUC-PR. O Código da Vinci e Harry Potter são exemplos de livros não recomendados pela Igreja.
Os malditos autores e obras que já estiveram no Index
AUTOR – Thomas Hobbes
OBRA – Toda
O matemático e filósofo inglês foi listado no Index por acreditar que o medo leva os homens a serem submissos a uma forma soberana de poder (como a Igreja, por exemplo). Em O Leviatã, Thomas citou ainda que a adoração aos santos não era permitida pela Bíblia e que o povo seria induzido pelo papa a ouvir uma falsa interpretação do livro sagrado
AUTOR – Gustave Flaubert
OBRA – Madame BovaryPublicado em 1857, o livro é sobre uma jovem burguesa que trai o marido – tratar de adultério seria o pecado da obra. Flaubert também satiriza a burguesia ao narrar a vida entediante de Bovary e das pessoas a seu redor. O autor chegou a ser julgado na época, acusado de criar uma personagem ofensiva
AUTOR – René Descartes
OBRA – Toda
O autor da famosa frase “Penso, logo existo”, em O Discurso Sobre o Método (1637), sugeria que só existe aquilo que pode ser pensado racionalmente. Essa ideia tende a excluir as dimensões da vida que não cabem no racional, como a fé. A possibilidade de encarar Deus racionalmente incomodava a Igreja
AUTOR – Victor Hugo
OBRA – Os Miseráveis e O Corcunda de Notre-Dame
Os Miseráveis
 retrata o governo como opressor e a miséria da sociedade. Já O Corcunda de Notre-Dame mostra o deformado Quasímodo sendo julgado pela aparência. As obras eram perseguidas por serem consideradas sensuais e por denunciarem a desigualdade social
AUTOR – Alexandre Dumas
OBRA – Várias
Os livros do francês não eram bons exemplos para os fiéis. Em O Conde de Monte Cristo, personagens se envolvem em suicídio, adultério e consumo de haxixe. Além disso, a obra gira em torno do sentimento de vingança – o que seria incompatível com o cristianismo
Lista negraObras eram avaliadas minuciosamente
No período em que o Index existiu, livros inéditos só eram impressos se recebessem aprovação de um bispo e o selo de imprimatur (“que seja impreso”, em latim). Países católicos obedeciam, mas em outros, como a Alemanha, de maioria protestante, a Igreja não podia proibir publicações. Se a ofensa não fosse grave, alterações eram sugeridas ao autor. Em casos de obras denunciadas pelos fiéis, avaliadores preparavam um relatório, que era discutido pelo alto clero antes de ser encaminhado ao papa para a avaliação final.
Consultoria Lauri Wirth, doutor e professor de teologia da Universidade Metodista (SP) e Sergio Rodrigues, professor de teologia da PUC-PR

literatura

4 fatos bizarros sobre a vida de Stephen King

23:50



Carrie foi parar no lixo

Carrie, a história de uma garota com poderes paranormais, foi responsável por levar o nome de King ao estrelato, mas nada disso seria possível se a sua esposa, Tabitha Spruce, não tivesse resgatado o manuscrito do lixo. Ao escrever as primeiras páginas, o autor acreditou que nenhuma editora gostaria de publicar tal história e quase jogou fora o livro que o deixou rico.

Ele não se lembra de ter escrito um dos seus livros 

Cujo é a história de um cão raivoso que aterroriza a vida de uma família do interior dos EUA, mas King não pode falar muito mais sobre o processo criativo do livro, pois ele não se lembra de absolutamente nada dessa época. Isso aconteceu porque o autor trabalhou na obra durante o auge do seu abuso de drogas. Hoje, ele está limpo.

Ele comprou a van que quase o matou

Em junho de 1999, King foi atropelado por uma van e teve vários ossos quebrados, além do quadril deslocado e um dos pulmões perfurados. Ele escapou dessa com vida e acabou comprando a van responsável pelo desastre. O objetivo era deixá-la longe de fãs malucos.

Ele escreve todos os dias (às sete da manhã)

Para manter o ritmo insano de dois livros ao ano, Stephen King trabalha sem descanso. O autor acorda todos os dias às 7h para escrever, exceto no seu aniversário, no dia da independência americana e na véspera de Natal. O período da tarde é reservado a responder e-mails, fazer reuniões ou... escrever mais.

Cultura

A origem sangrenta de A Pequena Sereia

11:03

Criada pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, em 1837, A Pequena Sereia é um relato pra lá de brutal...

1. NAVALHA NA CARNE
No original, a Bruxa do Mar corta a língua de Ariel, que perde a voz. Além disso, a sereia tem a cauda rasgada em duas para virar mulher e conquistar o coração do príncipe. Mas, a cada passo, as pernas sangram e doem
2. CABEÇA FEITA
Na insistência para que Ariel voltasse a ser sereia, suas irmãs chegam a arrancar os cabelos – literalmente! O objetivo era oferecer as madeixas para que a bruxa do mar rompesse o encanto
3. FIM DA LINHA
Em troca dos cabelos, a bruxa dá uma faca para Ariel matar o príncipe (que a havia trocado por outra) e voltar a ser sereia. Traída e desenganada, Ariel se mata pulando de um abismo no mar gelado

Cultura

A origem sangrenta de Cinderela

11:30

Ao contrário da donzela boazinha que conhecemos, nas versões mais antigas, a Cinderela é quem começa a pancadaria!



1. GOLPE DO BAÚ
Na versão de Giambattista Basile, chamada A Gata Borralheira, a heroína une forças com a governanta para matar a madrasta. Um dia, quando a megera vai tentar pegar roupas num baú, a moça fecha a tampa do móvel na cabeça dela, esmagando-a
2. NA PONTA DOS PÉS
Os irmãos Grimm botam mais sangue no miolo da história. Quando o príncipe visita as casas para identificar o pé de sua amada, as irmãs malvadas de Cinderela se mutilam para tentar calçar o sapatinho, cortando os próprios dedos e calcanhares
3. ORA, POMBOS
Na versão dos Grimm, a madrasta também não é morta por Cinderela. A malvada bate as botas com pombos comendo seus olhos e os das filhas

Bizarro

A origem sangrenta de A Bela Adormecida

17:21

A verdadeira história é temperada com feitiçaria, canibalismo e estupro. Confira três versões: italiana, francesa e brasileira...



À moda italiana
Giambattista Basile apimentou a história no século 17
1. FARPA MALDITA
Ao mexer num tear, uma farpa entra sob a unha de Tália, provocando sono imediato – maldição prevista desde sua infância. Desconsolado, o pai abandona a casa, largando a filha adormecida sozinha
2. NOIVA CADÁVER
Numa caçada, o rei, que já era casado, se encanta por Tália e, antes departir, estupra a moça apagada! Ela ainda engravida de gêmeos. Um dia, ao tentar mamar, um deles chupa o dedo da mãe e retira a farpa, despertando-a
3. AMADA AMANTE
Um ano após o encontro, o rei volta à floresta, encontra Tália acordada e passa a esticar as caçadas para manter a vida dupla. A esposa desconfia e põe um espião na cola do rei...

À moda francesa
Nas mãos de Charles Perrault, o final é violento
1. QUE OGRA DE SOGRA
Agora a vilã é a mãe do rei. A sogra de Bela (que não tem nome nesta versão) é uma ogra, faminta por crianças! Não à toa, o rei não conta nada à megera sobre seus netinhos
2. BANQUETE DE GENTE
Furiosa com o filho por assumir Bela como rainha, a ogra ordena ao cozinheiro que faça para ela um rango com a carne do neto e da neta. O criado, porém, serve carne de carneiro e de cabrito para enganá-la
3. GUARDA NA DESPENSA
O cozinheiro esconde as crianças e abre o jogo com Bela – que a rainha também estava a fim de jantar. Ao ouvir o choro das crianças, a rainha descobre o engodo e resolve cozinhar todo mundo
4. CALDEIRÃO ANIMAL
O caldeirão que vai ferver geral é recheado com sapos, víboras, enguias e cobras. No último instante, porém, o rei aparece e a ogra, amedrontada, se joga de cabeça, sendo devorada pelas feras
À moda brasileira
A versão brasuca também sangra
O escritor brasileiro Sílvio Romero publicou, em 1885, em Contos Populares do Brasil, a história de um rei que, numa caçada pela floresta, se apaixona pela camponesa Madalena Sinhá. Em seguida, o rei constitui uma segunda família no campo, mas é delatado por um servo da rainha. No final, a amante e a rainha saem na mão até que Madalena mata a rival, com ajuda do rei. E o servo dedo-duro acaba degolado

curiosidades

20 CURIOSIDADES SOBRE J. R. R. TOLKIEN E O SENHOR DOS ANÉIS

00:08



John Ronald Reuel Tolkien, ou J. R. R. Tolkien, nasceu na África do Sul mas, devido a morte do pai, fixou residência no Reino Unido com a mãe e o irmão.
Seus pais nasceram na Grã-Bretanha, mas a família paterna era de origem saxônica (da Saxônia, Alemanha). O sobrenome Tolkien é um anglicismo de Tollkiehn (que, provavelmente significa temerário, imprudente).
Tolkien sempre foi fascinado pela linguística. Tanto que cursou a faculdade de Letras e se especializou em línguas. Trabalhou como professor de inglês e literatura na Universidade de Oxford.
Apesar de pertencer a uma família protestante, Tolkien era um católico fervoroso. Com a morte da mãe (ele tinha 13 anos na época), ele e o irmão passaram a ser criados e educados por um padre.

Tolkien lutou na Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, contraiu a chamada “febre das trincheiras”, uma infecção comum em locais sem as mínimas condições de higiene. O autor de O Senhor dos Anéis se recuperou da enfermidade na Inglaterra, para onde foi levado.
Também foi na guerra que ele começou a criar o esboço do que se tornaria o mundo dos hobbits, elfos, orcs e dragões – mundo que, mais tarde, daria origem aos livros O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion.
Tolkien foi grande amigo de C.S. Lewis, criador do clássico As Crônicas de Nárnia.
Uma pesquisa feita em 1 996 em 200 lojas da Grã-Bretanha elegeu O Senhor dos Anéis como o melhor livro do século XX e O Hobbit como um dos 20 melhores. Desde a primeira edição, O Senhor dos Anéis vendeu 100 milhões de exemplares em mais de 35 idiomas.
Da música ao cinema, J.R.R. Tolkien foi um dos escritores que mais influenciaram a cultura de massas do século XX. Já existia um longa-metragem de animação sobre O Senhor dos Anéis bem antes da trilogia de Peter Jackson chegar aos cinemas. Com duas horas de duração, o filme foi produzido pelo britânico Ralph Bakshi em 1 978.

Na época em que O Hobbit foi lançado, oficiais nazistas enviaram uma carta a Tolkien exigindo que ele traduzisse a obra para o alemão e assumisse ser judeu. Tolkien não fez nem uma coisa nem outra. Em sua resposta, disse aos oficiais alemães que desejava que seus antepassados fossem judeus.
Diversos grupos, principalmente de hard rock e rock progressivo, fizeram músicas com referências aos livros, mundos e personagens do escritor. São eles; Jethro Tull, Cirith Ungol, Running Wild, Led Zeppelin, Blind Guardian, Rush e Marillion. A propósito, o nome da banda de rock progressivo Marillion foi inspirado no livro O Silmarillion.
Dirigida pelo neozelandês Peter Jackson, a saga O Senhor dos Anéis levou 18 meses (consecutivos, é bom frisar) para ser gravada. A produção foi dividida em três filmes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei.
Entre a pré-produção e a estreia nos cinemas, a trilogia ocupou sete anos da vida do diretor Peter Jackson. O script continha 400 páginas. Ao todo, O Senhor dos Anéis contou com o trabalho de 2 400 pessoas nas equipes técnicas e de criação.


Os atores que interpretaram os hobbits usaram cerca de 1 600 pares de pés. A produção também usou 300 perucas, 200 máscaras de orcs, 900 armaduras e quase 50 mil acessórios como machados, espadas e escudos.
Juntos, os filmes da trilogia O Senhor dos Anéis ganharam 17 Oscar: o primeiro levou quatro, o segundo ficou com dois e o terceiro ganhou 11. O Retorno do Rei ganhou o Oscar de melhor filme e igualou-se a Ben-Hur e Titanic em número de estatuetas.
O maior intérprete do vampiro Drácula nos cinemas foi o ator Christopher Lee, o Saruman de O Senhor dos Anéis e O ˙Hobbit. Intérprete do mago Gandalf, o ator Ian McKellen é também famoso por fazer o papel do vilão Magneto nos filmes dos X-Men.
O Senhor dos Anéis é uma sequência de O Hobbit. Toda a trama se passa depois que Bilbo encontra o anel de Sauron em O Hobbit.
A trilogia de filmes O Hobbit foi filmada entre 2 012 e 2014, também com direção de Peter Jackson. Ela é formada pelos seguintes filmes: Uma Jornada Inesperada, A Desolação de Smaug e A Batalha dos Cinco Exércitos.
Ao contrário da trilogia O Senhor dos Anéis, os filmes da série O Hobbit não alcançaram o mesmo sucesso de crítica e jamais conseguiram levar um Oscar da Academia de Hollywood.

Cultura

A verdade sobre Robin Hood, Rei Artur e Mais 16 Figuras Polêmicas da Nossa Infância E Da Cultura POP...

11:03

Passamos nossa infância ouvindo histórias fantásticas, que, de tão populares, se confundem com a realidade. Saiba o que é fato e o que é ficção...




POCAHONTAS

O mito – A indígena Pocahontas era filha do chefe Powhatan, que comandava tribos no leste dos EUA. Quando os ingleses chegaram, em maio de 1607, ela se apaixonou por um deles.
A realidade – Embora tenha existido, sua história não é nada romântica: Pocahontas foi levada à força pelos ingleses aos 16 anos, catequizada nos moldes britânicos e convencida de que havia sido abandonada pelo pai. Rebatizada de Rebecca, casou-se com um inglês em 1614.O final não é feliz: Pocahontas provavelmente morreu aos 22 anos de tuberculose.


TIO SAM

O mito – O ícone dos EUA ficou famoso na 1ª Guerra Mundial, quando foi impresso em pôsteres convocando jovens para o Exército.
A realidade – É uma junção de duas pessoas diferentes. O nome veio de Samuel Wilson, que comercializava os barris de carne que alimentavam os soldados na 2ª Guerra da Independência dos EUA, em 1812. Já o cartum surgiu em 1870, inspirado em Abraham Lincoln.

MULAN

O mito – Surgiu em um poema escrito nos séculos 5 ou 6 na China. Mulan serve o Exército no lugar do pai, que não tem um filho homem mais velho para assumir o papel.
A realidade – Não há indícios de que a história tenha base em fatos. Mas o conflito realmente existiu: na época do poema, a China era dividida em norte e sul, e os dois lados guerreavam por causa de diferenças culturais.

O mito – A grã-duquesa Anastásia Nikolaevna, filha do czar Nicolau II, da Rússia, conseguiu escapar da execução de sua família por soldados na Revolução de Outubro, em 1917, e viveu escondida.
A realidade – A princesa até existiu, mas não sobreviveu ao massacre. Em 1991, após várias mulheres dizerem ser Anastásia, a ossada da família foi exumada a comprovou-se a presença da moça – quem faltava eram seus irmãos, Alexei e Maria, identificados em 2007.


ZATOICHI

O mito – Parecia apenas um andarilho cego que pedia esmolas pelas estradas do Japão por volta de 1830. Mas, na verdade, era um habilidoso samurai que protegia os indefesos.
A realidade – É fictício, mas celebrado como um herói nacional no Japão, onde já estrelou mais de 20 filmes.

BEOWULF

O mito – É o personagem do principal poema da literatura inglesa medieval. Um herói nórdico, Beowulf luta contra monstros e dragões e morre no final.
A realidade – Pura ficção. Na época em que a história foi criada, desafiava o domínio da Igreja Católica com uma mensagem claramente pagã: é melhor lutar pela vitória do que esperar passivamente a providência divina.

ROBIN HOOD

O mito – Ladrão que roubava dos burgueses para dar aos pobres. É mencionado no poema Piers Plowman, de William Langland, publicado por volta de 1377. Contos posteriores expandiram o mito.
A realidade – Existe uma lápide de um Robin de Locksley, em Dewsbury, no condado britânico de Yorkshire, atribuída a Hood. Mas é impossível dizer com certeza se é dele. Como a lenda surgiu em contos orais e somente depois foi colocada no papel, não há registros históricos da existência do personagem.

MERLIN

O mito – Surgiu com o rei Artur, no século 12
A realidade – Se existiu, foi durante a Antiguidade Clássica, entre os séculos 2 a.C. e 2 d.C., mas não há documentos comprovando. Sua figura de mago, profeta e conselheiro, no entanto, pode ser considerada uma generalização dos druidas. Ele teria pertencido a essa classe, que realmente existiu, segundo autores romanos.

CORCUNDA DE NOTRE DAME

O mito – Era um homem manco e deformado que se apaixonava pela cigana Esmeralda, segundo a obra Notre Dame de Paris, de Victor Hugo.
A realidade – Em 2010, registros pessoais do escultor Henry Sibson foram analisados e descobriu-se referências a um corcunda que trabalhou em Notre Dame no século 19, na mesma época em que Hugo escreveu o romance. Fora isso, não há evidências de que existiu.

REI ARTUR

O mito – É vinculado à cultura celta. O personagem, surgido no século 12 com os contos sobre o reino fictício de Camelot, representaria o modelo cristianizado de rei perfeito, a influência da ideologia cristã na literatura.
A realidade – Não há documentos que comprovem, mas pode ter sido inspirado em um homem real, chamado Artof, que teria vivido entre os séculos 5 e 6 na Bretanha. Sua grande feito foi a vitória contra os saxões na batalha de Monte Badon.

NICOLAU FLAMEL

O mito – Também chamado de “Nicolas”, era um alquimista francês que tentou descobrir o elixir da vida e a pedra filosofal. Citado em Notre Dame de Paris e em Harry Potter e a Pedra Filosofal.
A realidade – É real e viveu entre 1330 (ou 1340) e 1418. Além de ter estudado a vida eterna, ele escreveu O Livro das Figuras Hieroglíficas, de 1399, e teria conseguido converter outros elementos químicos em ouro.

GUILHERME TELL

O mito – Ganhou fama como um hábil arqueiro em 1307, época de uma revolta camponesa dos suíços contra o governo, regido pelos austríacos. Desafiado pelo governador a acertar uma maçã colocada na cabeça do filho, Tell acertou, salvando a vida de ambos.
A realidade – Houve uma revolta camponesa em 1308, mas nada de registros do arqueiro. Mesmo assim, é um herói na Suíça, homenageado em 18 de novembro.

BARBA NEGRA

O mito – Pirata sanguinário, Barba Negra destruía navios sem dó e enfiava fósforos acesos no cabelo para cheirar a enxofre
A realidade – Existiu, era britânico e seu nome real era Edward Teach. Viveu na época de ouro da pirataria: nasceu em 1680 e morreu em 1718, quando um grupo de soldados e marinheiros enviados para liquidá-lo o balearam, esfaquearam e decapitaram.

HOMERO

O mito – Os textos da Ilíada e da Odisseia, obras escritas por volta do século 8 a.C., são atribuídos a ele.
A realidade – Tanto sua existência como sua autoria dos poemas são questionadas. Alguém de fato colocou essas histórias, que eram orais, no papel, mas é improvável que esse trabalho tenha sido feito por uma pessoa só e que seu nome verdadeiro tenha sido Homero.

HÉRCULES

O mito – Chamado de Héracles na mitologia grega, era filho de Zeus com a mortal Alcmena. Foi encarregado de completar 12 trabalhos para se redimir depois de ter matado a família em um ataque de fúria.
A realidade – Não existiu. Assim como as outras histórias da mitologia grega, os personagens e os seus feitos foram criados para explicar os acontecimentos da vida. Héracles representa o herói como vencedor do caos pela restauração da ordem.

HELENA DE TROIA

O mito – Filha de Zeus e Leda na mitologia grega, Helena, então de Esparta, foi seduzida por Páris, filho do rei de Troia, o que causou uma guerra
A realidade – A história está na Ilíada, mas as informações foram passadas para o papel séculos depois de supostamente terem acontecido. Não há nenhuma evidência de que existiu, mas, em 1870, arqueólogos descobriram ruínas que podem ter sido a Troia do poema.

RÔMULO E REMO

O mito – Eram irmãos gêmeos que, abandonados, foram amamentados por uma loba e depois se tornaram fundadores de Roma em 753 a.C.
A realidade – Oficialmente fictícia, a história consta em registros de poetas e historiadores desde o século 5 a.C. Em 2007, foi descoberta uma caverna decorada com conchas, mosaicos e pedras-pomes, a qual arqueólogos acreditam poder ser o lugar onde a lenda se originou.

ÉRAMOS TRÊS (SÓ QUE NÃO)
A polêmica sobre o total de Reis Magos
A maioria dos personagens bíblicos é polêmica – quando não se duvida de sua existência, questionam-se seus feitos. Mas o problema dos Três Reis Magos é diferente: a quantidade. Não há nenhuma evidência histórica, nem mesmo na Bíblia, de que foram três homens que visitaram Jesus (ou mesmo de que eram reis). O que a Bíblia diz é que “alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém”, e a noção de que foram três surgiu por causa dos presentes: ouro, incenso e mirra. Ainda assim, a existência de “magos” (homens perambulantes) no Oriente foi registrada em documentos antigos...

Mais Lidas

Postagem em destaque

porque você precisa ver Liv Ullman em tela pra ontem

Liv começou sua carreira no teatro com alguns bons personagens em ótimas peças e não demorou pra que Ingmar Bergman, um dos diretores de cin...

Posts mais vistos