Melhores novelas de epoca

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A Padroeira foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo, entre 18 de junho de 2001 e 23 de fevereiro de 2002, e apresentada em 215 capítulos.
Foi escrita por Walcyr Carrasco com colaboração de Duca Rachid e dirigida por Walter Avancini, e teve Deborah Secco, Luigi Baricelli, Elizabeth Savalla e Maurício Mattar nos papeis principais
No conturbado século XVIII, Valentim e Cecília são dois jovens que se apaixonam mas que pertencem a mundos muitos diferentes e vão ter de lutar pela felicidade.
Tudo começa em 1717, com a chegada ao Brasil do Conde de Assumar e da sua pequena comitiva, à qual pertencia a jovem Cecília de Sá. O grupo é atacado por um bando de salteadores, liderados por Molina, que sequestra a jovem encantado pela sua beleza. Mas Valentim surge para a salvar, fazendo nascer um amor que muda para sempre a vida dos dois. O futuro do romance fica comprometido logo que Cecília chega em casa e descobre que seu pai, Dom Lourenço, já tem um pretendente à sua mão, o rico e poderoso fidalgo Dom Fernão de Avelar.
O passado de Valentim também é um empecilho para a união dos dois: por ter-se recusado a entregar o mapa de umas minas de ouro à Coroa, o pai de Valentim foi considerado um traidor, preso e morto numa cela em Lisboa. Valentim foi criado pelo tio advogado, o poeta Manuel Cintra. Apesar da criação nobre e de sua fidalguia, é discriminado pelos poderosos da vila.
Motivado pelo amor que sente por Cecília, Valentim não vai medir esforços para provar a inocência de seu pai. Para isso, lutará para descobrir o mapa das minas de ouro. Cecília tampouco cede facilmente à vontade de seu pai: não se encanta com Fernão, que é rude, grosseiro e prepotente. Humilhado pela recusa, Fernão jura vingança e promete que Cecília será sua a qualquer preço.
As minas de ouro também são de interesse do Conde de Assumar que carregava consigo documentos que levariam a elas, mas que foram roubados pelo bando de Molina. Este articula um plano com Blanca de Sevilha, uma espanhola de origem cigana que veio ao Brasil fugida da inquisição. Para se infiltrar na sociedade de Guaratinguetá e descobrir com quem está o mapa, Molina mata um jesuíta, rouba seu hábito e parte para a vila, onde é recebido na igreja pelo Padre José Vilela e pela beata Imaculada, que não desconfiam do impostor. Enquanto isso, Blanca se envolve com Valentim, aproveitando-se de seu conturbado romance com Cecília.
Também os pescadores da cidade de Guaratinguetá têm uma luta constante: o reconhecimento do culto à Nossa Senhora Aparecida, que realizou milagres após sua imagem ter sido encontrada por eles no rio Paraíba do Sul. E alguns poderosos querem levar a ambição até às últimas consequências. Mas o bem conta com uma poderosa arma, porque quando a fé chega ao coração, os milagres acontecem o casamento de aparências, e sofreu calada com a infidelidade de um amigo forte e ambicioso Filipe Pedrosa, um homem frio, que assume o comando da ação direta, depois do misterioso desaparecimento de seu sócio, o empresário ordinário, rico e admirado Dom Agostinho de Miranda

Bambolê é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo. Escrita por Daniel Más, com colaboração de Ana Maria Moretzsohn, com direção-geral de Wolf Maya e dirigida por Maia, Atílio Riccó e Ignácio Coqueiro, baseado no romance de Carolina Nabuco, Chama e Cinzas[1], foi a 34ª "novela das seis" exibida pela emissora. Bambolê teve seu primeiro capítulo exibido originalmente em 7 de setembro de 1987[1], substituíndo Direito de Amar e tendo seu último capítulo exibido em 26 de março de 1988, totalizando 172 capítulos, sendo sucedida por Fera Radical.[2]Em 1958, o viúvo Álvaro Galhardo tem um relacionamento aberto e moderno com suas três filhas: Ana, Yolanda e Cristina[1]. Álvaro é sempre criticado por sua cunhada, Fausta, pela maneira como as educa.[1] Enquanto elas encontram o amor, ele se apaixona novamente por Marta, uma mulher desquitada[1]. Marta tem dois filhos: Murilo, filho do primeiro marido, e Tavinho, filho de Antenor, com quem vive há 12 anos[1]. Ao mudar-se do Méier, bairro carioca da Zona Norte, para Ipanema, Zona Sul, Marta vai morar exatamente em frente à casa de Álvaro, iniciando com ele um romance

A Moreninha foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 20 de outubro de 1975 a 5 de fevereiro de 1976. Foi escrita por Marcos Rey e dirigida por Herval Rossano. Foi um dos maiores sucessos da dupla Herval Rossano e Nívea Maria, casal na vida real e que dominou a teledramaturgia do horário das 18h da televisão brasileira à época. Foi a segunda novela das seis da Rede Globo produzida em cores (a primeira foi Senhora).

Essas Mulheres é uma telenovela produzida pela Rede Record e exibida de 2 de maio a 22 de outubro de 2005, e apresentada no horário da 19h30. De autoria de Marcílio Moraes e Rosane Lima, escrita com Bosco Brasil e Cristianne Fridman, dirigida por Fábio Junqueira, João Camargo e Flávio Colatrello Jr., direção geral de Flávio Colatrello Jr., com direção de núcleo de Hiran Silveira.

Gabriela é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo. Baseada na telenovela homônima escrita por Walter George Durst, adaptada do romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, é escrita por Walcyr Carrasco e Cláudia Souto, com colaboração de Daniel Berlinsky e André Ryoki, com direção-geral de Mauro Mendonça Filho, direção de Frederico Mayrinc e Noa Bressane e direção de núcleo de Roberto Talma, é a segunda "novela das onze" a ser exibida pela emissora.[1]

A novela retratava a vida de Gabriela, simples moça do sertão baiano que fora para Ilhéus para fugir da seca nordestina. Moça sofrida, porém muito alegre, seduzia os homens; a novela mostrava o amor de Gabriela com um estrangeiro que não aceitava seu comportamento, ora ingênuo, ora loucamente sensual. Gabriela era uma cabocla (filha de índia com branco) brigona e ousada, que andava descalça e com vestidos extremamente curtos, e muito trabalhadora
Ciranda de Pedra é uma telenovela brasileira exibida às 18 horas pela Rede Globo, que teve sua estreia no dia 5 de maio de 2008 com data de término no dia 3 de outubro de 2008.[2] Substituiu Desejo Proibido, de Walter Negrão. Com autoria de Alcides Nogueira, com colaboração de Rodrigo Amaral, Mário Teixeira, Lucio Manfredi.[3]Baseada na obra homônima de Lygia Fagundes Telles; direção de núcleo de Denise Saraceni; direção geral de Carlos Araújo e direção de Maria de Médicis, Natalia Grimberg, André Luiz Câmara e Allan Fiterman. Não se trata de um remake da versão exibida pela emissora em 1981, mas, sim, de uma nova adaptação do livro homônimo. Teve um total de 131 capítulos.

Em 1958, Laura e Natércio Silva Prado formam um dos mais bonitos e invejados casais da sociedade de São Paulo. Ele é um advogado conceituado e ávido para seguir uma vitoriosa carreira jurídica, e Laura é uma mulher elegante e culta.
O casal tem três filhas: a ardilosa Otávia, a religiosa Bruna, e a romântica Virgínia. A família mora em um imenso casarão do Jardim Europa e Virgínia, desde o nascimento, sempre foi muito apegada à mãe, e esta à filha caçula, o que despertou o ciúme das outras duas irmãs.
Virgínia é apaixonada por Conrado, filho do empresário Cícero Cassini, um homem rico, filho de imigrantes italianos e sócio de Natércio em uma Metalúrgica. Cícero é verdadeiramente apaixonado pela esposa Julieta e adora pegar no pé da filha Letícia, jogadora de tênis.
Laura sofre de distúrbios emocionais que a fazem ter crises constantes. Ora é tranquila, simpática; ora é intragável e nervosa. Doente, ela se trata com o atencioso médico Daniel Freitas - com quem já teve um caso no passado -, que é o oposto de Natércio, sempre ocupado demais para dar atenção à esposa. Para fugir da falta de compreensão, Laura sempre busca o apoio de seu médico que, apesar de não manifestar, ainda é apaixonado por ela e se esforça para sublimar seus sentimentos. Não suportando mais conviver com a arrogância do marido, Laura decide acabar seu casamento. Natércio manda internar a esposa como louca.
Daniel, contudo, resgata a amada do sanatório e leva para morar em sua casa, um sobradinho no bairro da Vila Mariana. Fazendo visitas à mãe, Vírginia faz amizade com uma doce e tímia professora, Margarida, que é apaixonada por Eduardo, um engenheiro jovem, bonito e honesto, que acaba de chegar na cidade e logo se torna um grande amigo de Daniel.
Ela faz parte de uma família muito animada: sua irmã mais velha, Elzinha, só pensa em casar com um homem rico. E ainda esconde um segredo: sua irmã, Lindalva, na verdade é a sua filha com Patrício, filho de Urânia, dona do Grêmio da cidade. O pai de Margarida e Elzinha, Memé, vive às turras com a sogra, Dona Ramira.
Natércio, entretanto, fará de tudo para ter sua mulher de volta, contando com o apoio de Frau Herta, sua fiel governanta, uma mulher austera e temida pelos demais empregados da mansão, que, na realidade, odeia Laura com todas as forças e é completamente apaixonada pelo patrão.
Lá também há Letícia, que quer a fama de qualquer maneira, dedicada a se tornar uma tenista de sucesso. Envolve-se amorosamente com o misterioso Arthur X, mas ao final da trama acaba ficando com sua treinadora Joyce, com quem viaja para o exterior. Esta foi uma forma de o autor da novela fazer uma referência à Letícia do livro, que era originalmente homossexual.
Sinhá Moça foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo. Baseada no livro homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes e nos textos originais de Benedito Ruy Barbosa, foi readaptada para a televisão por Edmara Barbosa e Edilene Barbosa. Estreou em 13 de março de 2006, substituindo Alma Gêmea de Walcyr Carrasco no horário das 18 horas, sendo exibida até o dia 13 de outubro de 2006. Teve 185 capítulos. Foi reapresentada na sessão Vale a Pena Ver de Novo entre 15 de março de 2010 e 10 de setembro de 2010, totalizando 130 capítulos.
Monarquistas e republicanos se defrontam em Araruna, pequena cidade do interior paulista, em 1887, um ano antes da promulgação da Lei Áurea. A novela retrata a história de amor da bela e rica Sinhá Moça - filha do escravocrata Coronel Ferreira, o Barão de Araruna, e da doce e submissa Cândida - , com o jovem advogado abolicionista Dr. Rodolfo Fontes - filho de Dr. Fontes, e da dona de casa Inez. Juntos, eles enfrentam as dificuldades na campanha para a abolição dos escravos.
A novela começa em 1878, com Sinhá Moça aos 10 anos de idade. Ela está junto de Rafael, um escravo mestiço de olhos verdes e seu grande amigo de infância. Eles testemunham a morte de um escravo idoso, chamado Pai José, bisavô de Rafael e avô de sua mãe Maria das Dores. Pai José é chicoteado no tronco pelo feitor Bruno, a mando do Barão de Araruna. Mesmo criança, Sinhá Moça já enfrenta o pai e, com a ajuda de Rafael, com 12 anos, desamarram Pai José, que morre nos braços das duas crianças. Antes, o velho negro revela a Rafael que ele é filho do Coronel Ferreira (o futuro Barão de Araruna). Essa revelação deixa o garoto abalado, pois ele já gosta de Sinhá Moça como homem. Por sorte, a menina não ouve essa conversa, sequer desconfia que ele é seu meio-irmão.
Rafael vai falar com a mãe, a escrava Maria das Dores, que pede que o filho guarde segredo; nem o Barão tem conhecimento de sua paternidade. O Barão de Araruna - à época ainda conhecido por Coronel Ferreira - acredita que Rafael é filho de seu primo-irmão Aristides, amante de Maria das Dores. A mucama se deitara com o Barão uma única vez e à força. Mesmo grávida, continuara a se deitar com Aristides, mas logo revelou a ele o que havia acontecido. Aristides, ciente de tudo, quis comprar Maria das Dores, mas seu primo-irmão, o Coronel Ferreira, não deixou que a negra fosse vendida. Durante alguns anos, Das Dores e Rafael continuam apanhando e sofrendo nas mãos dos feitores. Rafael, então, jura vingança contra o Barão. Anos depois, porém, Maria das Dores e seu filho são vendidos a um homem bom, que os leva para a capital paulista. Tempos depois, com a morte de Aristides, Maria das Dores irá herdar uma casa e um bom dinheiro, suficiente para comprar sua liberdade e a de seu filho Rafael.
Sinhá Moça chora muito com a despedida de Rafael e vai se consolar com Bá, uma escrava que a amamentou bebê, e que teve seu filho roubado pelo coronel assim que a criança nasceu, por pura maldade dele. Bá transferiu seu amor pelo filho roubado a ela, e a trata muito bem, e não guarda ódio do Coronel e o perdoou, e espera um dia reencontrar seu filho.
Nove anos se passam e chega o ano de 1887. Sinhá Moça é, agora, uma bela e culta donzela, que estuda no ensino secundário, a fim de se formar no curso normal, para dar aulas ao primário de Araruna. Ela mora num pensionato com as amigas há 4 anos, contra a vontade do pai, que achava que ela devia se casar cedo e ter muitos filhos homens para administrarem a fazenda. Sua mãe, porém, conseguiu se impor, acreditando na importância do estudo para a vida de uma mulher.
Assim que seus estudos terminam, Sinhá Moça volta a Araruna. Na viagem de trem, ela conhece Rodolfo, um rapaz interessante mas que também a aborrece, principalmente quando conversam sobre Abolicionismo. Rodolfo disfarça suas ideias avançadas, por acreditar que a moça, filha de Barão, certamente deve ser monarquista e escravocrata. Grande engano. Sinhá Moça também é abolicionista e critica as atitudes do pai, o Barão de Araruna.
Mesmo mentindo, Rodolfo consegue causar uma grande impressão em Sinhá Moça. Com o tempo, ela irá se apaixonar por ele e viverão um grande amor, sempre escondido do pai dela. Principalmente quando o Barão descobre que Rodolfo é abolicionista, e mentiu o tempo todo apenas para se aproximar de sua filha.
Sinhá Moça e Rodolfo, junto de outros defensores da liberdade, invadem senzalas à noite e libertam os negros, entregando-os às associações abolicionistas, que os orientam rumo à nova vida. Isso causa comentários na cidade de Araruna, perante os austeros fazendeiros, liderados pelo cruel Barão.
Do outro lado da história está Dimas (que na verdade é o menino Rafael, ex-escravo alforriado), que volta a Araruna, muito poderoso, querendo vingança, com sua obstinada luta para destruir o Barão.
Antes de ser vendido pelo Barão, Dimas/Rafael foi o grande companheiro de infância de Sinhá Moça. Depois de alforriado, assumiu o nome de Dimas, e se tornou o braço direito de Augusto, um jornalista íntegro e abolicionista convicto. Apaixonada por Dimas está Juliana, neta do jornalista. Juliana e ele viverão um grande amor, e ambos, juntos com Sinhá Moça e Rodolfo, moverão céus e terras para destruir o Barão e prender todos os donos de escravos. Fundam uma sociedade abolicionista, e ajudam escravos fugitivos

Cabocla foi uma telenovela brasileira épica produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo de 10 de maio a 20 de novembro de 2004, adaptada por Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, com supervisão do pai, Benedito Ruy Barbosa, livremente inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto, dirigida por Fred Mayrink, André Felipe Binder e Pedro Vasconcelos, direção geral de José Luiz Villamarim e Rogério Gomes, produzida pelo Núcleo Ricardo Waddington. Novela de Benedito Ruy Barbosa, baseada no livro homônimo de Ribeiro Couto. Teve 105 capítulos na versão do Vale a Pena Ver de Novo, Teve 167 capítulos na versão exibida em 2004. Nas duas versões foi exibida com classificação "Livre".
Luís Jerônimo é um jovem rico. Mulherengo, passa a noite toda na rua bebendo e se divertindo com prostitutas, o rapaz descobre que está com pneumonia. Aconselhado por Edmundo Esteves, seu médico, decide passar uma temporada na fazenda de um primo na cidadezinha capixaba de Vila da Mata, em busca de ar puro, para evitar que a doença evolua para uma tuberculose, fato muito comum entre os boêmios na época em que se passa a história — final da década de 10, aproximadamente em 1918.
Quando Luís Jerônimo chega à cidade, hospeda-se no hotel do casal Sinhá Bina, uma índia e Zé da Estação, neto de portugueses, para esperar o primo, o coronel Boanerges, que vai levá-lo para sua fazenda. Basta uma noite no hotel para Luís se encantar com a filha de Zé e Bina, a cabocla tímida e arredia Zuca.
Para viver esse grande amor, eles enfrentarão muita resistência por conta das diferenças sociais e do fato de Zuca ser noiva do teimoso e encrenqueiro peão Tobias. E também pela chegada da espanhola Pepa, apaixonada por Luís, ex-amante do moço rico. Ela se estabelece na fazenda vizinha, de propriedade do coronel viúvo Justino, inimigo político do coronel Boanerges.
Ao lado da trama principal se desenrola a briga política entre os coronéis da região: Boanerges e Justino, rivais na política e na disputa pelo poder. Paralelamente a esse embate, acontece o amor entre Belinha e Neco. Ela é filha de Boanerges e Emerenciana; ele, de Justino, o que transformará esse romance numa espécie de Romeu e Julieta caipira que terá grande destaque na história.
Neco irá se transformar num novo líder na cidade. Bem-intencionado, ele trabalhará em prol do povo daquela região, enfrentando até mesmo o poderio dos coronéis.
E, em meio a tudo isso, eis que os sentimentos de Mariquinha, filha do coronel Justino e irmã de Neco, por Tobias aflorarão, fazendo-os viverem um quarteto amoroso ao lado de Zuca e Luís Jerônimo.
A Escrava Isaura é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Record e exibida de 18 de outubro de 2004 a 29 de abril de 2005, no horário das 19h30 tendo 167 capítulos. Foi adaptada do livro A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães por Tiago Santiago e Anamaria Nunes, com a colaboração de Altenir Silva, foi dirigida por Herval Rossano, Fábio Junqueira, Emílio Di Biasi e Flávio Colatrello Jr., teve direção geral de Herval Rossano, e direção de núcleo de Herval Rossano.
Teve Bianca Rinaldi no papel-título, com Leopoldo Pacheco, Patrícia França, Renata Dominguez e Théo Becker nos papeis principais.
Isaura nasceu em 1835, na fazenda do Comendador Almeida, em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Ela é filha da bela e virgem negra Juliana, escrava do comendador, e do feitor da fazenda, Miguel. Juliana morre pouco depois do parto, pois sempre se negou a ir para cama com o comendador, pois amava Miguel, e por vingança do Comendador, acaba morrendo açoitada no tronco. Isaura, sua filha, é criada e educada por Gertrudes, mulher do Comendador, que sempre quis ter uma filha. Apesar da excelente educação e de ter a pele muito clara, Isaura é escrava do comendador, por ter nascido filha de sua escrava.
Em 1854, Isaura tem 19 anos e é uma bela e casta donzela, que toca piano, canta, pinta, borda e fala alguns idiomas. Tudo o que ela faz é divinamente belo, o que deperta a inveja doentia de Rosa, uma escrava má e falsa, que já se deitou com todos os homens da fazenda.
Tudo se complica em sua vida quando volta para a fazenda o perverso senhor Leôncio, filho do comendador, que desenvolve uma paixão doentia pela linda e pura escrava. Ele terá Rosa como sua amante e aliada, e ela que sofre muito nas mãos de Leôncio e mesmo assim, obedece Leôncio e pratica crueldades com Isaura. Mais ela é esperta e sempre prometeu se vingar de Leôncio pelas maldades que ele faz com ela.
Leôncio é obrigado a se casar por interesse com Malvina, filha do rico coronel Sebastião Cunha, mas mesmo assim tenta seduzir Isaura, querendo que ela seja sua amante. Todas suas tentativas e propostas são sempre rechaçadas pela virtuosa Isaura. Malvina passa a sofrer com agressões de Leôncio e sua brutalidade na cama e no começo desconfia que Isaura é uma qualquer que aceita Leôncio, mais com o tempo percebe o quanto boa e correta é a doce Isaura.
Gertrudes tem muita vontade de dar a liberdade à sua querida Isaura, mas morre antes de conseguir realizar este objetivo. Pouco depois de sua morte, o Comendador Almeida também morre. Isaura, antes do padrinho morrer, o perdoou pelas maldades que ele fazia com ela na infância e pelas maldades que fez com sua mãe, e dele, Isaura cuidou muito, e Leôncio, o próprio filho, tinha nojo do pai, que estava com enfisema.
Leôncio queima o testamento do pai que concedia a alforria a Isaura e torna-se assim o dono da escrava, para desespero total dela, que até é proibida por ele de visitar seu pai. A vida de Isaura se transforma em um inferno, ela passa a se vestir feito escrava e fazer todos os trabalhos escravos, além de sempre sofrer assédio sexual de Leôncio tentando lhe tirar a virgindade além de apanhar muito dele. Ela passa a dormir na senzala e sofrer ainda mais com as crueldades da perversa Rosa. Mais lá ela tem amigos também e é bem quista pelos negros.
Leôncio se torna cada vez mais insistente, e sua paixão doentia e secreta pela escrava é descoberta, primeiro por Henrique, cunhado de Leôncio, que também é apaixonado por Isaura, e logo depois por Malvina, que não demora muito a perceber a obsessão de seu marido pela bela escrava. Malvina também descobre que é meia-irmã da escrava Rosa, e elas se odeiam demais por ciúmes e inveja, e ela ficará chocada e com muito mais raiva dela por isso. Ela sente ciúmes de Leôncio com ela.
Tomásia também sofreu muito nas mãos de Leôncio, quando pobre, ela foi sua amante, iludida com promessas de casamento, ele a engravidou e a abandonou, e a fez perder a criança e ela ficou estéril, ela enriqueceu, ao casar por amor com o Conde de Campos, mais Leôncio o matou e isso despertou sua sede de vingança e junto com Miguel, Henrique e outros que sofreram nas mãos de Leôncio, fará justiça. Ela e Miguel começam a se interessar um pelo outro.
Em meio a tanto sofrimento, Isaura descobre o amor. Foge com o pai e se refugia numa chácara nos arredores de São Paulo, onde adota o nome de Elvira, vivendo longe de tudo e de todos. Ela conhece o jovem abolicionista Álvaro, mas tenta de toda forma evitá-lo, porque sabe que é arriscado se expor muito. Mesmo assim, eles vivem uma linda e romântica história de amor, escondendo dele a verdade, o que a machuca muito. Isaura também é muito assediada por todos os homens que a conhece, e isso a constrange.
Apesar disso, Isaura é descoberta e mandada de volta à fazenda de Leôncio, que não vai deixar de praticar suas maldades contra a pobre escrava e ela passará a sofrer o dobro nas mãos dele e de Rosa, mais Malvina a protejerá. E ainda aparecerá Branca, uma moça muito rica que foi prometida a Álvaro desde criança e agora não casará mais com ele pois ele quer se casar com Isaura. Ela se juntará a Leôncio e praticará as mais doentias maldades contra a inocente Isaura. Seus dotes artísticos e sua grande beleza depertam a inveja doentia de Branca.
No fim, Leôncio é assassinado com uma facada no coração, e Isaura, sequestrada por ele e no mesmo lugar de sua morte, é acusada do crime e mandada para a forca (quem cometesse crime morreria enforcado), só que depois de muito penar na cadeia e pensar que morreria e perderia seu grande amor, descobrem o assassino: é a escrava Rosa, a fogosa amante de Leôncio, que ultimamente estava sendo muito mais maltratada por ele, e jurou vingança e a cumpriu. Eles a prendem, só que ela se mata, de tanto desgosto e inveja que sente de Isaura e por nunca homem nenhum tê-la amado.
Isaura e Álvaro se casam e vivem por 60 anos juntos e felizes. Malvina se casa com o melhor amigo de Álvaro e Miguel com Tomásia, ex-amante de Leôncio. Branca, após se entregar loucamente a Leôncio por várias noites e engravidar, ela se entrega a Álvaro que está bêbado, e ela já sabe que está grávida de Leôncio e fez isso para separar os dois. Seu plano de falar que o filho é de Álvaro não dá certo e ela tem o filho e enlouquece, indo parar no hospício, obssessiva por Álvaro, e sua mãe fica responsável de criar o filho de Branca com Leôncio

Alma Gêmea é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo entre 20 de junho de 2005 e 10 de março de 2006, em 227 capítulos, substituindo Como uma Onda e sendo sucedida por Sinhá Moça. Foi escrita por Walcyr Carrasco com colaboração de Thelma Guedes e dirigida por Jorge Fernando.[2] Teve 150 capítulos na versão internacional e começou a ser exibida em Portugal pela SIC no mesmo ano que na globo, vindo mais tarde em 2007 para a TVX, também em Portugal, e em 2011 foi reposta desde 3 de janeiro de 2011 a 4 de novembro do mesmo ano. Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 24 de agosto de 2009 a 12 de março de 2010, em 145 capítulos, substituindo Senhora do Destino e sendo sucedida por Sinhá Moça (2006).
A trama é dividida em duas fases: a primeira é ambientada em 1928 e a segunda em 1948. Na bela e encantadora cidade de Roseiral, no interior de São Paulo, há gente romântica, misteriosa, divertida e também ambiciosa, mas todos têm muita história para contar. Como a simpática Olívia, uma dondoca falida que acha que tem uma família perfeita e nem desconfia que seu marido, o canalha Raul, tem um romance secreto com a bela Dalila. Em Roseiral, também mora uma turma caipira muito divertida, como a ingênua Mirna, ávida para casar, mesmo contra a vontade do irmão, o rabugento Crispim, ambos vivendo sob a tutela de seu tio Bernardo ("Tio Nardo"). Há ainda o pessoal da pensão do casal de imigrantes italianos Osvaldo e Divina, que está sempre em pé-de-guerra. Na maioria das vezes, quem arruma encrenca é Ofélia, a implicante mãe de Divina, que não perde a oportunidade de atazanar Osvaldo. Apesar das confusões, o casal comanda uma família com mais quatro filhos - Vitório, Dalila, Hélio e Nina -, que, apesar das dificuldades, sempre têm muito amor.
Essa linda cidade também abriga as personagens que vivem o tema central da novela: o grande amor do botânico Rafael pela bailarina Luna, filha da milionária Agnes. Esse romance tem poderosas inimigas: a ambiciosa e malevolente Cristina e sua mãe, a diabólica e calculista Débora. Só que, um belo dia, esse casal apaixonado foi surpreendido pelo destino… Cristina deseja obssessivamente Rafael e as joias valiosíssimas que sua prima Luna ganhou da avó, Adelaide. A partir daí, ela manda que Guto, seu amante, forje um assalto e roube as joias da prima. Porém, Guto acaba assassinando Luna com um tiro no coração. Rafael desespera-se completamente com a perda de sua alma gêmea.
Entretanto, no mesmo momento em que Luna morre assassinada, nasce em uma aldeia indígena do Mato Grosso do Sul, na cidade de Bonito, uma menina cabocla. Rafael nem imagina que num lugar muito distante, vive Serena, uma bela e jovem mestiça que cresceu acreditando que sua felicidade estava bem longe de sua aldeia, sem nem desconfiar que é a reencarnação da doce Luna. Serena segue seu destino, sem saber que é em Roseiral que mora Rafael, o seu grande amor que ainda não conhece e que passou 20 anos enclausurado numa escuridão profunda causada pela tristeza da morte da esposa. Tal situação, contudo, será alterada com a chegada de Serena. A partir daí, Cristina fará da vida de Rafael e Serena um inferno. Contudo, Serena defenderá sua alma gêmea, Rafael, e Felipe, seu filho na reencarnação passada, quando era Luna, das maldades inconsequentes da horripilante Cristina

Que Rei Sou Eu? é uma telenovela brasileira do gênero capa e espada produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 19 horas, entre 13 de fevereiro e 16 de setembro de 1989.
Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco e dirigida por Jorge Fernando, Lucas Bueno e Mário Márcio Bandarra, tendo sido apresentada em 185 capítulos.
Está sendo reapresentada pelo Canal Viva, desde 7 de maio, substituindo Roque Santeiro.
O ano é 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri), o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine (Tereza Rachel), uma histérica que não estava preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela haver deixado um filho bastardo, que teve com a camponesa Maria Fromet (Aracy Balabanian), e seria o herdeiro do trono.
A rainha Valentine é dominada pelos conselheiros reais: Crespy Aubriet (Carlos Augusto Strazzer), Gaston Marny (Oswaldo Loureiro), Bidet Lambert (John Herbert) , Gerárd Laugier (Laerte Morrone) e Vanolli Berval (Jorge Dória), que com seu jogo de cintura comandam completamente a rainha. O único conselheiro honesto de Avilan é Bergeron Bouchet (Daniel Filho), que sofre com o assédio de Valentine. Ele é casado com a bela Madeleine (Marieta Severo), a única mulher do reino que sabe escrever, e tem ideais feministas. Madeleine é objeto do desejo de Ravengar (Antonio Abujamra), o bruxo da corte.
Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo Pichot (Tato Gabus Mendes) como rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II. A armação é obra do misterioso Ravengar, o feiticeiro. Porém, há uma conspiração entre a classe pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade menos opressiva, já que o reino é corroído pela corrupção de seus governantes e injustiças sociais. Dentre eles está Loulou Lion (Itala Nandi), a dona de uma taberna que sabe a verdade sobre o filho do rei; e Corcoran (Stênio Garcia), o bobo da corte, que é um rebelde infiltrado no palácio.
Mas o líder da revolução é Jean Piérre (Edson Celulari), que, ao descobrir que é o filho bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence. Todavia, não só de heroísmo sobrevive Jean Piérre. Sua luta é entremeada por duas mulheres apaixonadas: a jovem Aline (Giulia Gam), e Suzanne (Natália do Vale), a bela esposa do conselheiro Vanolli Berval, que disputam o seu amor
Chocolate com Pimenta é uma telenovela brasileira que foi exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo entre 8 de setembro de 2003 e 7 de maio de 2004, em 209 capítulos, substituindo Agora é que são elas e sendo substituída pelo Remake de Cabocla. Escrita por Walcyr Carrasco, com colaboração de Thelma Guedes e dirigida por Jorge Fernando, a novela foi reapresentada na sessão Vale a Pena Ver de Novo, de 24 de julho de 2006 a 26 de janeiro de 2007 em 135 capítulos. Está sendo reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo pela segunda vez a desde 12 de março de 2012, substituindo Mulheres de Areia.[1] O tema musical de abertura foi interpretado pela cantora Deborah Blando, a convite da Rede Globo.
Apresentou Mariana Ximenes, Murilo Benício, Priscila Fantin, Tarcísio Filho, Drica Moraes, Marcello Novaes, Samara Felippo, Nívea Stelmann, Rodrigo Faro, Cláudio Corrêa e Castro, Fúlvio Stefanini e Elizabeth Savalla nos personagens principais
Primeira fase
A telenovela atravessa duas fases da década de 1920, com uma passagem de tempo de sete anos. A trama começa em 1922.
Ana Francisca é uma moça virgem, até bonita, mas mal cuidada, usa óculos fundo de garrafa, roupas velhas e desbotadas e cabelos presos a moda antiga. É orfã de mãe e vive muito mal, mas feliz, num sítio com seu pai. Para sua desgraça perde o pai, assassinado por grileiros no interior do sul do Brasil. Ela sabe que tem parentes em Ventura, uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, e descobre o endereço num papel em uma velha gaveta. Ela pega umas economias bem poucas e foge, com medo de ser assassinada também, pois o terreno em que mora é cobiçado por grileiros, que são uma quadrilha assassina que rouba terras de pessoas da região. Ela pega um trem e vai morar em Ventura com um ramo da família que ela não conhece tão bem: a avó Carmem, e seu filho, o tio Margarido, e com os primos Márcia, filha de Margarido, e Timóteo, sobrinho, que diariamente travam hilárias batalhas para esconder a atração que sentem um pelo outro; e a criada Dália no pobre, porém acolhedor sítio da família.
Em Ventura, Ana fica amiga de Celina, uma menina doce e meiga, cujo pai sofre com a precoce morte recente da mulher, mãe de Celina e de sua irmã Graça. Graça é apaixonada pelo mesmo homem que Celina namora escondida, o romântico Guilherme, melhor amigo de Danilo, por quem Ana se apaixona.
Ana para ajudar nas despesas de casa trabalha a tarde depois da escola como faxineira na fábrica de chocolates Bombom, e se torna melhor amiga de Ludovico, dono da fábrica, mas que finge ser um operário para ver quem é realmente humilde e para investigar sua irmã Jezebel, uma golpista que rouba a fábrica. Ludovico passa a ser o pai que Ana perdeu, e ele a aconselha muito. Eles se tornam melhores e grandes amigos e Ludovico se surpreende por ver que ainda existem pessoas sem maldade no mundo, que gostam das pessoas pelo o que elas são e não pelo o que elas tem, como é o caso de Ana.
Danilo é mulherengo e sedutor. Já saiu com todas as garotas da cidade e despertou a paixão doentia da perversa Olga, que o seduz, o provocando demais. Olga passa a perseguir e humilhar Ana Francisca junto com Graça, além de sempre separá-la de Danilo. Olga e Ana estudam na mesma escola, que forma professoras do curso normal, uma escola secundária. Ana, por ter o sonho de estudar e se formar, consegue ser bolsista numa das melhores escolas de freiras da cidade e por isso sofre humilhações, também por ser considerada um bicho do mato, pois é super tímida, quase não fala, é quieta e só anda com Celina, e as outras meninas namoram, riem, saem para se divertir após as aulas, menos ela. É sempre ofendida por ser chamada de Maria Mijona. Olga e Graça lideram o grupinho de meninas que infernizam Ana.
Danilo se envolve com Ana, e se surpreende, pois sente por ela algo que nunca sentiu por nenhuma mulher: amor. Porém, ele começa a seduzi-la com intensão de humilhá-la, mesmo não querendo isso, a pedido de Olga, pois se fizesse a escola inteira rir dela ganharia um beijo ardente de Olga. Assim, ele convence Ana que a ama e ela dá seu primeiro beijo com ele a noite numa cachoeira, e todos os alunos da escola aparecem e riem muito dela, apontando para ela, buzinando vários carros com o farol alto e a xingando. Ela sai desesperada e triste pelo vexame que foi eu primeiro beijo.
Ana, está enfurecida com Danilo, que se arrepende e confessa tudo que fez. Ela leva um bom tempo para acreditar nele e Danilo confessa a Guilherme que pensa em revelar a todos que a namora. Num momento de amor e excitação total, Ana se entrega a Danilo no banco do carro dele, por onde passaram muitas mulheres, num dia de tempestade que ela não conseguiu voltar para casa. Assim ela perde sua virgindade sem temer as consequências desse ato impulsivo. Ela se sente feliz e realizada, pensando que vai casar com Danilo, mas ele, mesmo a amando, não quer casar agora. É jovem e tem muito a curtir ainda.
Nesse dia ela revela tudo a Timóteo e ele tem que dar uma desculpa para ajudar Ana, pois ela passou a noite fora de casa, mas não engana Márcia, que já é vivida. Após um tempo Ana descobre estar grávida e se desespera, e pede ajuda a sua prima Márcia. Só para a aprima ela revela isso e Márcia a leva no hospital a ajuda em tudo, lhe dá broncas e conselhos.
Ana, muito nervosa, vai procurar Danilo, mas encontra Bárbara, tia de Danilo, que se finge de amiga, mais é falsa e quer que Olga se case com Danilo. Ana a princípio não quer contar nada a ela, mas Bárbara finge que Danilo não está em casa, mas ele está dormindo, e a induz a revelar tudo, e Ana acaba por confessar a gravidez. Bárbara fica chocada e acha se tratar de uma golpista, mas se finge de alegre e a abraça, dizendo que vai dizer a Danilo sobre a gravidez, mais inventa que ele viajou para a casa dos pais e demorará a voltar, mas que enviará uma carta a ele.
Ingênua, Ana agradece e sai feliz, e nem desconfia de Bárbara. Ela se finge de amiga e pergunta se Ana vai a formatura e ela diz que não por não ter vestido nenhum de festa. Bárbara então a presenteia com um belo vestido e diz que ela terá uma grande surpresa no baile, que Danilo ficará lá feliz a esperá-la. Ela fica toda boba achando que sua formatura será seu dia de glória.
Assim Bárbara inventa uma história a Danilo que realmente viaja a casa dos pais. Com isso ela ganha tempo para armar uma cilada para destruir de vez a aproximação de Ana e Danilo. O ponto fraco de Ana é ser humilhada então Bárbara tem uma ótima e maquiavélica ideia e põe em prática: fazem com que Ana seja humilhada na frente de toda a cidade com um banho de tinta verde diante de todos no baile de formatura do ensino secundário. O soldado Peixoto jogou a tinta do teto falso do salão. Ana vê que todos riem dela e vê Danilo sério e a olhando fixamente, e deduz que ele, sabendo da gravidez, não quis assumir a criança e armou tudo isso para ela ser mais uma vez humilhada. Ela lembra do seu primeiro beijo e vê que ele nunca a amou e que sempre quis rir dela, e que só a usou em sua primeira vez. Ela sai correndo pelas escadarias, Celina e Danilo vão atrás mas já é tarde.
Ela, para sua surpresa, encontra na porta do salão num carro luxuoso o senhor Ludovico, apelidado por ela de meninão. Ela ficar super magoada com ele, achando que ele sabia do banho de tinta também, pois estava na porta do baile e também por descobre que ele era o dono da fábrica, mas disse ser o faxineiro. Ana está desiludida, e jura vingança, que nunca mais vão enganá-la ou humilhá-la. Ela toma ódio das pessoas e não confia mais em ninguém.
Ana perdoa Ludovico, mas se desespera por que vai ser mãe solteira, e nunca mais seu tio poderá andar com a cabeça erguida na cidade. Uma mãe solteira era vista como errada para sempre. Como prova de sua amizade e para Ana não ser uma mulher desonrada e seu filho ter um nome de pai no registro, ele pede sua mão a família dela, explicando porque pediu e diz que vai tratá-la como filha e que jamais irá tocá-la. Ela, ainda assustada, aceita e a família até então jamais concordava, mas se é pela criança, concordam.
Danilo se separa de Ana, pensando que ela é uma golpista interesseira e volta para Olga, com quem passa a namorar sério. Ana acaba se casando com o bondoso Ludovico Canto e Mello. No dia do casamento, todos a xingam de golpista, inclusive Danilo, influenciado pela monstruosa Olga, que só pensa em Danilo, no dinheiro dele e no poder que terá ao se associar a família dele.

Segunda Fase

Os dois vão morar em Buenos Aires, numa mansão chique. Ana e Ludovico dormem em quartos separados, e ela passa a ter aulas de língua estrangeira, de moda, de etiqueta, passa a dançar muito bem,tornando-se uma madame fina e elegante. Os óculos ela tira e passa a usar modelos modernos e estrangeiros, somente para leitura. Ela viaja por todo o mundo, conhecendo a maioria dos países, conhece diversos locais frequentados pela alta sociedade e também fica amiga de pessoas influentes e famosas.
De volta a Buenos Aires, Ana entra em trabalho de parto e sofrendo muito, dá a luz um menino, que ela dá o nome de Antônio, mas seu apelido é Tonico. Nesse meio tempo Ludovico tem um infarto e ela se desespera, pois ele passa a ficar acamado e ela tem que cuidar do filho e de seu melhor amigo, mas conta com a ajuda de dona Mocinha, a babá de Tonico.
Se passam 7 anos. Ludovico sofre seu segundo infarto e não resiste. Ana se desepera completamente. Tonico sofre muito pensando que seu pai morreu. Ana o amava como pai e recebe dele no leito de morte uma caixa que ele diz que só deve abrir quando um dia ela perder tudo, pois Jezebel é esperta e pode lhe tirar tudo um dia. Se caso não aconteça isso é para Ana dar a caixa a Tonico.
Ela recebe toda a herança de Ludovico, todos os seus imóveis, a casa em Ventura, a mansão na Argentina e outras ao redor do planeta. Ela decide que chegou a hora de retornar a Ventura. Ela vai com o seu filho Tonico e com a babá do menino, Dona Mocinha, para se vingar de todos aqueles que lhe fizeram mal um dia. Ela volta toda de preto, em sinal de luto. Ela agra é chique, decidida, está muito bem arrumada e penteada, encantando os homens. Seu corpo agora chama atenção em vestidos colantes e bem curtos. Ela volta e anuncia a toda cidade que se reunam no salão de festas de Ventura. Todos ficam surpresos ao vê-la de novo.
Ela deixa a todos chocados, pois volta dançando tango com uma rosa entre os seios, enlouquecendo os homens, inclusive Danilo, mais ela o humilha e ele é o único com que ela não dança. Olga, noiva de Danilo, fica com ódio de Ana Francisca, antes, a Maria Mijona, ou a Patinho Feio de Ventura. Mas ela arma uma humilhação para ela: arrebenta as pérolas de Ana, que caem todas no chão. Ana não se importa, mostra que é tão superior e que a ignora durante toda a noite.
Para começar seu plano de vingança contra toda a cidade, ela resolve deixar todos na miséria, tirando a única fonte de renda da região: a fábrica de chocolates Bombom, dizendo que só retornou a Ventura para levar a fábrica para a capital paulista, e de lá sair do Brasil e nunca mais retornar.
Esse fato preocupa os quatro grandes poderosos de Ventura: a primeira é Jezebel, a perversa irmã de Ludovico, que humilhava Ana quando ela era faxineira, e que dirigiu a fábrica nesse tempo, geralmente desviando dinheiro da fábrica e dilapidando a fortuna do falecido irmão com interesses pessoais muitas vezes fúteis; o segundo é Vivaldo, tio de Danilo e prefeito da cidade, que tem um grande conluio ilícito com Jezebel e é apaixonado por Márcia; o terceiro é o Conde Klaus Von Burgo, o principal banqueiro, um homem extremamente inescrupuloso e egoísta, principalmente no tocante a dinheiro; e o último é o corrupto delegado Terêncio, pai de Olga, que vale-se de seu cargo para decretar leis e regras absurdas na cidade. Os quatro vilões unem-se para armar maneiras de impedir que Ana retire a Fábrica "Bombom" da cidade.
Ao voltar, Ana passa a ser inimiga de Danilo, mesmo o amando demais. Eles passam a se enfrentar, e Danilo até faz uma prosposta indecente: a convida para uma noite no quarto dele. Ela bate na cara dele e se decepciona mais uma vez, pois ele acha agora que ela é uma vulgar, por usar roupas indecentes e agora Ana dar confiança a tudo que é homem só para deixar Danilo com ciúmes.
Márcia sempre sonhou em ser rica e passa a ter um caso ardente e engraçado com Vivaldo. Eles passam a se encontrar diariamente no gabinete dele até que tudo é descoberto e isso vira um escândalo, uma vergonha para a família. Ana tenta conciliar tudo e ajuda a prima. Dá a ela um salão de beleza, pois ela é manicure e sempre sonhou em ter seu negócio próprio, além de fazer parte da alta sociedade. Ana faz com que o pai Margarido a perdoe por ela ter causado vergonha aos parentes. Quem sofre é Timóteo, que se sente inferior pois Márcia sempre tem casos com homens muito ricos e casados.
O tempo passa e Ana enfrenta muita maldade, vindas de Jezebel e Olga, que a inferniza cada vez mais. Ana e Danilo brigam, por motivos que cada um desconhece, mas eles pensam que os motivos são conhecidos: enquanto ela briga com ele por achar que ele o abandonou grávida, ele briga achando que ela o abandonou para dar o golpe do baú e ficar bem de vida.
Ana passa a humilhar Danilo de todas as formas: joga na cara dele que agora é rica. Ele vê que é ainda apaixonado por ela e passa por cima de seu orgulho e a pede em casamento, também para esquecer Olga, e por que ama Ana mais que tudo. Ana não confia em mais ninguém e acha que ele quer o seu dinheiro para impedi-la de tirar a fábrica da cidade, e como vingança, aceita o pedido, mas o abandona no altar, fazendo com que a cidade toda ria dele. Pronto, a parte pessoal de vingança contra Danilo estava feita.
Assim, Danilo pretende se casar com Olga, e marca o casamento, para a felicidade dela, que acha que Danilo a ama. Ana Francisca fica com muitos ciúmes e revoltada, planejando vingança contra Olga. Ela faz muitas armações e o casamento de Olga é desmarcado várias vezes.
Na véspera do casório, Ana seduz Danilo e passa uma noite com ele. Assim ele reconhece que sempre amou Ana e perde a hora do casamento, não se casando com Olga, e a abandona no altar, mas Ana Francisca o humilha, diz que o usou por uma noite como ele fez com ela. Além do mais Ana ri de Olga e faz a cidade toda rir dela, e joga na cara que Danilo não a ama e só ia casar para esquecer Ana. Olga se enfurece e as duas brigam, e Ana dá uma boa surra nela e sai vitoriosa. Pronto, a vingança contra Olga está feita, que passa a ser ridicularizada por todos por ter sido abandonada no altar.
Eis que um homem surge e Ana passa a ter um romance, para enfurecer Danilo. Ela passa a namorar esse homem, um baloeiro e ele é o primeiro homem que Ana tem depois de Danilo. Ela passa a viver com ele em sua mansão, mesmo não sendo casada, o que choca a sociedade, e o que ela mais quer é causar polêmica. Ela vê que não consegue esquecer Danilo e se separa.
Após Ana e Danilo trocarem tapas e beijos durante muito tempo, e o filho de Ana ficar muito amigo de Danilo, ela descobre uma bombástica revelação. Bárbara vê que o pai de Olga está ficando pobre e que Ana cada vez mais rica, então ela decide contar tudo que fez contra os dois para ver se os une e Danilo casa com ela para pôr as mãos na fortuna, assim tirando ela e o marido, tio de Danilo, da decadência financeira em que vivem, mas Danilo não sabe de mais esse perverso plano da tia.
Ela conta que mentiu, e que Danilo nunca soube do filho. Que ela fez isso pois Olga era rica e Ana, uma sem classe e pobre. Ana se desespera e volta para Danilo, contando tudo a ele. Danilo também descobre que o coração de Ana só foi seu e de mais de homem nenhum, e também que ela casou pelo filho, e não pelo dinheiro. Também descobre que Ludovico e ela eram apenas amigos, mais nada.
Eles tem uma linda e selvagem noite de amor, para compensar todos os anos perdidos. Eles enfrentaram muitas coisas para ficar juntos, mas Olga ainda os os separará várias vezes. Ana também tenta ajudar sua amiga Celina, que se vê obrigada a casar-se com o asqueroso Conde Klaus, por uma dívida de jogo contraída por seu pai, Reginaldo, que é viciado em jogos de azar. Ele também proíbe o romance de Guilherme e Celina por Guilherme ter pouco dinheiro, mas o motivo maior é por desconfiar que são meio-irmãos, pois ele teve um caso com a mãe de Guilherme, Margot, que era prostituta e abandonou Guilherme ainda bebê.
Guilherme e Celina passaram 7 anos de suas vidas namorando escondidos de todos e agora querem que isso se torne público e querem casar.
Porém, Celina vê seu amor Guilherme casar com Graça, que deu um golpe e engravidou dele, depois de muitos planos dela para separar esse casal e poder ficar com Guilherme de vez, sempre com uma ajuda de Olga, já que a mesma é confidente de Graça. Graça sempre teve uma inveja doentia da irmã e fez de tudo para prejudicá-la. O pai de Graça entra em desespero com a possibilidade de Graça e Guilherme serem irmãos, mas nada poderá ser feito, já que Graça está grávida.
Muita emoção acontece enquanto Jezebel, Vivaldo, Conde Klaus e Terêncio armam planos mirabolantes e não menos cômicos e diabólicos para atingir seus pérfidos objetivos de destruir Ana Francisca, não apenas em sua relação amorosa com Danilo como também na posse da mesma sobre a cobiçada fábrica de chocolates.
Ana e Danilo cada dia mais estãos e acertando e passam a namorar escondidos, mas depois tornam tudo público, e Olga não descansará até separá-los e se vingar do que Ana fez.
Na reta final, Ana volta a ser pobre e perde a fábrica para Jezebel. Ela passa dificuldades e se lembra da caixa que Ludovico deu a ela, e a abre, e dentro dela encontra todas as receitas de chocolate da fábrica. Com a ajuda da família e de Danilo, além da caixa preciosa que a salvará da derrota, ela passa a vender bombons de chocolate com recheio de pimenta nas ruas de Ventura, além de bolos, bombons e doces, sem nenhuma vergonha de levar sua cesta de doces caseiros e sair batendo de porta em porta vendendo chocolates.
Com isso, a fábrica vai perdendo a produção para Ana, mas a receita é a mesma, o que diferencia é que Ana faz tudo com amor e a fábrica faz tudo com máquinas e não é a mesma coisa que fazer passo-a-passo, a mão e com dedicação, como Ana faz. Ela passa a ajudar os parentes, que foram demitidos da fábrica por Jezebel, como vingança e inveja de Aninha.
Com a venda de chocolates, ela vai acumulando dinheiro, e com o tempo consegue abrir sua loja de bombons. Com isso, arrecada dinheiro e contrata um advogado, que consegue provar os roubos, desvios e falsificações de Jezebel, que é presa e condenada, para seu desespero. Ana ri da cara dela e lembra de quanto ela a humilhou na fábrica. Ana recupera a fábrica e fica mais rica, pois agora tem sua loja para complementar com a renda da fábrica.
Danilo se casa com Ana Francisca, mesmo Olga tendo levado Danilo para a cama, inventando uma falsa gravidez e separando os dois, inventando e apresentando falsas provas de que Ana tem amantes. Mas Danilo é esperto e não cai nesse golpe, mas eles se separam por um período.
No fim, Olga fica muito pobre, seu pai perde o posto de delegado e ela e sua mãe viram manicures, para ódio de Olga, que também é obrigada a se casar para sair da pobreza com o soldado Peixoto, um homem que vive atrás dela a anos, a implorando para namorar, que a ajudou a jogar tinta em Ana. Ela passa a ser mulher dele, e fazer tudo o que ele manda, sofrendo muito. Ele nem é rico, mais seu salário ajuda a mantê-la. Ela passa a lavar, passar, cozinhar, costurar e fazer unhas, virou o que nunca quis: dona de casa pobre, se corroendo de inveja de Ana Francisa, a rica e poderosa de Ventura, que troca tudo na cidade, a prefeitura, a delegacia, o banqueiro. Muda toda a corrupção que tinha na cidade.
Graça está casada com Guilherme, que é infeliz e só casou pelo bebê, não consegue esquecer Celina e vive brigando com a esposa. Graça sofre muito, pagando pelas maldades que fez, dá a luz e morre no parto, para desepero de Guilherme, que fica feliz ao ver que seu filho está bem. Ele se casa com Celina. Ele conhece a mãe e fica abalado pela possibilidade de ter se casado com a irmã. Ela leva muito tempo para perdoar a mãe, que revela que ele não é filho do pai de Graça e Celina, e que pode ficar despreocupado. Com o tempo ele perdoa a mãe e cria uma relação de profunda amizade com o pai de Celina. Ele também se torna mais amigo de Danilo, seu irmão-amigo.
Danilo passa a ganhar muito dinheiro, pois ele se torna sócio de um banco. Ana fala para Tonico que Danilo é seu pai de verdade. No começo, ele fica triste, pois a mãe mentiu para ele, mas ele fica feliz, pois sempre gostou de Danilo, de jogar bola com ele, de passear com ele, mesmo antes de saber a verdade. Danilo e ele tem uma conversa de pai e filho que emociona Ana. Ana e Danilo viajam o mundo em lua-de-mel e Tonico fica morando com a bisavó Carmem.
Márcia, após sofrer tanto por nunca encontrar um homem que a ame de verdade, não quer aceitar que ama o primo desde criança, e que o que a afasta dele é o orgulho, por ele ser muito caipira e turrão. Ela esconde um segredo que foi com Timóteo que perdeu sua virgindade quando era muito jovem, antes de Ana chegar a Ventura, mas esse segredo só a prima sabe. Aconselhada por Ana, ela vê que tudo pode ser diferente em sua vida e ela e Timóteo se casam. Timóteo fica super feliz e achava que isso era impossível. Ele para de sair com várias mulheres e se prende a uma só, seu grande amor. A princípio a família não aceita o casamento por eles serem primos, mas Márcia está grávida de Timóteo e não há mais nada o que se fazer. Dona Mocinha se casa com Margarido, o tio de Ana, para felicidade de todos.
Ana, depois de meses, volta da lua-de-mel e descobre estar grávida, o que é uma alegria para o casal. O tempo passa, e no sítio nasce uma menina, que Ana coloca o nome de Carmem, como o da avó. Danilo se sente feliz realizado.
Na cena final, Ana tem uma visão mediúnica: o espírito de Ludovico aparece abençoando a nova família que Ana formou. No fim, com o casal de filhos, numa linda paisagem de matas, rios e montanhas Ana Francisca e Danilo se beijam e juram amor eterno
Fascinação é uma telenovela brasileira produzida e exibida originalmente pelo SBT de 25 de maio de 1998 a 6 de novembro de 1998, em 142 capítulos, sendo substituida por Pérola Negra. Foi escrita por Walcyr Carrasco[1], com colaboração de Ecila Pedroso e direção de Antonino Seabra, Jacques Lagôa e Henrique Martins.
Foi reprisada por duas vezes: A primeira reprise foi exibida em 5 de janeiro a 23 de abril de 2004, em 80 capítulos e reprisada pela segunda vez de 21 de novembro de 2011 a 06 de março de 2012, em 75 capítulos as 15h10, substituindo Cristal.[2]
A novela originalmente foi feita para ser exibida no México, porém Silvio Santos decidiu exibir a novela no Brasil. Obteve boa audiência tendo a média de 16 pontos no Ibope, alcançados nas últimas semanas[3], e também fez sucesso no exterior sendo vendido para mais de 20 países, entre eles Portugal, Ucrânia e Romênia.[4] Teve 142 capítulos e foi gravada num tempo recorde de quatro meses para estrear no mesmo dia que Torre de Babel[5]; o número de cenas chegava a 30 por dia e para ajudar nas gravações, os atores tiveram de lançar mão do ponto eletrônico. O aparelho servia para que o ator pudesse repetir as falas ditas por outra pessoa. Foi a primeira novela a utilizar ponto eletrônico para os atores interpretarem seus papéis[6][7][8] e não teve cidade cenográfica, e assim como as telenovelas mexicanas, mostrando apenas as fachadas das casas, então, cortava-se para o estúdio, onde ficavam os cenários. O custo de cada capítulo foi de 19 mil reais.[5]
Esta foi a estréia na televisão de Marcos Damigo, Regiane Alves e Mariana Ximenes, cuja atuação rendeu às duas últimas a estréia na Rede Globo, em Andando nas Nuvens.
Teve o título provisório de Alma Gêmea, que seis anos mais tarde foi o nome de outra novela de Walcyr Carrasco na Rede Globo em 2005. [9]

“Fascinação” é uma história romântica, bem melodramática. Mas conta a história de uma prostituta na década de 40. A protagonista, interpretada por Regiane Alves, é uma jovem que, seduzida pelo homem que ama, sem alternativa financeira, vai trabalhar num bordel como garçonete. E acaba caindo nas mãos de um malandro que a obriga a se prostituir, fazendo chantagem com o próprio filho da moça
A história se passa na década de 1930. Ana Clara, uma humilde jovem filha de um leiteiro, só estuda graças a uma bolsa cedida pela própria escola, medianta uma prova que ela fez, por ser bem inteligente e ter passado.[1] No baile de formatura do ensino secundário, conhece Carlos Eduardo.[1] É fascinação a primeira vista. Os dois dançam e saem para conversar. Subitamente, uma cigana aparece dizendo que eles são nascidos um para o outro, mas que antes enfrentarão muitos obstáculos para serem felizes.[1] Essa profecia assusta os dois e com o passar do tempo, a amizade cresce muito e acabam se apaixonando.[1] Mas a mãe do rapaz, Melânia, ao descobrir que a jovem pertence a uma família pobre é contra o namoro, já que quer ao filho uma mulher de "berço", que o represente na sociedade e que o ajude a sair da decadência financeira que a família vive.[1]
Dias depois Carlos Eduardo fica sabendo do local de trabalho de Clara, na colheita, e a espera numa estrada próxima. Eles conversam mais uma vez e começam a namorar. Do outro lado da história, Melânia comenta com sua governanta, a ardilosa Germana, a péssima situação pela qual a família está passando e a preocupação por seu filho ainda não ter arrumado uma herdeira para casar. A governanta, por sua vez, diz ter percebido que a jovem milionária Berenice o ama. Isso faz Melânia se aproximar da moça e descobrir que Berenice realmente é apaixonada por Carlos Eduardo, mas por se achar feia e ser uma moça quieta e triste, não demonstra o seu amor por ele. A partir daí, Melânia passa a fazer de tudo para que os dois se casem, e Berenice, sem saber do namoro de sua colega de, Clara e de seu amado Carlos Eduardo, aceita se casar com ele, mas fica com medo de dar errado, mas Melânia vê como ela é boba e influenciável e usa isso para fazer a cabeça dela.
O amor de Carlos Eduardo por Clara é tanto que ele a pede em casamento. Encantada pelo rapaz, a moça aceita o pedido e como prova de seu amor puro e sincero, virgem, se entrega a ele, posteriormente ficando grávida, para seu desespero.[1] Ao descobrir a gravidez de Clara, seu pai a expulsa de casa e ela acaba ficando a mercê da influência do maquiavélico Alexandre, um homem maldoso que a conhece e promete ajudá-la e ela, acreditando na bondade das pessoas, aceita essa ajuda.[1] Como se não bastasse estar grávida e sem o apoio de sua família, Clara também é separada de Carlos Eduardo por conta de um engano forjado por Melânia que contrata Alexandre para que ele se passe pelo pai do bebê que Clara espera.[1]
Decepcionado com Clara, cede ao desejo de sua mãe e casa-se com Berenice, achando que sempre foi traído por Clara e que ela só queria o seu dinheiro. Mesmo assim ele a ama, mas tenta esquecê-la, sem ter como apagar o verdadeiro amor da lembrança.[1]
Desamparada, Clara é levada por Alexandre a um prostíbulo e obrigada a trabalhar ali sob a ameaça de nunca mais ver seu filho, recém-nascido.[6] Para seu desgosto, Clara se torna uma prostituta, sendo ameaçada de morte por Alexandre, a quem ela também se deita a força.[6][1][11]
Enquanto isso o casamento de Carlos Eduardo e Berenice é um inferno e cada vez mais deprimida, achando que seu marido a despreza, Berenice torna-se alcoólatra. Na bebida ela encontrou um alívio para suas crises depressivas e ciúmes. Carlos Eduardo e Berenice, a cada dia que passa, vivem brigando e discutem demais. Ele não esquece Clara e Berenice quer que ele lhe dê mais atenção. Vendo um ótimo jeito de livrar-se da nora e ficar com sua fortuna, a monstruosa Melânia ajuda a aumentar o vício de Berenice, colocando na cabeça dela que Carlos Eduardo tem amantes pois ele a acha uma mulher sem graça e nada bonita. Ela entra em pânico e desespero, bebendo a cada dia mais, e acaba morrendo de depressão e cirrose.
Enquanto isso, Clara, após sofrer demais sendo humilhada por Alexandre e pela cafetina, e servindo a homens desconhecidos, tem um parto difícil e sofrido, para uma moça tão jovem, e para castigá-la, Alexandre rouba a criança, para o desespero da jovem mãe Ana Clara.
Após diversos meses sofrendo e tentando achar seu filho recém-nascido, é tirada do bordel pelo bondoso Manoel Gouvêia, o padrinho e administrador da pouca fortuna de Berenice, que frequenta o bordel e vê que Clara é uma mulher diferente das outras. Os dois acabam se casando, para ela ser uma mulher honrada e esquecer seu trágico passado. Ela se casou com ele por dinheiro, para achar seu filho, pois o único homem que ama é Carlos Eduardo, mais o culpa por tudo de mau na sua vida. Com Manoel, ela vive momentos felizes de prazer e paixão, tentando ser feliz.
Melânia se desespera ao saber que Berenice já não tinha mais nada, pois todo seu dinheiro ela gastou em bebidas, sem que Carlos Eduardo soubesse. Agora, depois de ter assassinado Berenice, ela vai em busca de Manoel, o único que ficou com o dinheiro dela, já que ele por ser o administrador, ficou com o dever de distribuir os bens e o dinheiro da herança de Berenice a quem ela queria deixar em testamento.
De olho na fortuna que ainda resta sob o controle de Manoel, Melânia planeja um golpe e acaba assassinando o bondoso homem, para sua alegria e ambição no dinheiro e para desespero de Clara. Porém, o que ela não contava é que Manoel teria deixado tudo para Clara, não havia restado nada, assim ela fica sendo sua única herdeira, ela passa a ser dona de tudo que foi de Manoel.
Rica, Clara, por sua vez, não hesitará em fazer com que Melânia e Carlos Eduardo paguem por tudo que fizeram com ela, escondendo por trás da figura de uma mulher cruel e impiedosa o grande amor que ainda sente por Carlos Eduardo. Ela descobre que Melânia mandou Alexandre separá-la de Carlos Eduardo, além de levá-la para o bordel e sequestrar seu filho, e isso aumenta o ódio e a raiva por Melânia. Ela e Melânia se enfrentarão, e a doce Clara dá lugar a uma mulher destinada a se vingar deles dois. E ela faz isso, tirando todo o dinheiro deles através de renomados defensores da justiça, e ficando mais milionária ainda, os deixando na miséria completa. Ela fica muito poderosa, e por trás da mulher que pisa em todos, ela esconde a sensível Clara.
Melânia é uma psicopata perigosa, e não hesitará em acabar com Clara e o filho dela para ter o dinheiro em suas mãos, até seu próprio filho Melânia mataria, para ter tudo o que ela mais quer: Dinheiro e poder. Mas o amor de Carlos Eduardo é imenso, que nada mais importa se não for Clara em sua vida. Ele é manipulado pela mãe sem perceber.
Carlos Eduardo se decepciona ao saber que Clara se prostituiu e casou por dinheiro, e eles travarão uma guerra sem fim, mais ela ainda esconde o segredo que pode mudar tudo: de que Carlos é o pai de seu filho.[12] Mas ela será atormentada ainda mais quando Alexandre e Melânia se tornarem amantes e se unirem para acabar de vez com ela e roubarem todo seu dinheiro. Carlos Eduardo não sabe realmente a perigosa e cruel mulher que a mãe é.

Xica da Silva é uma telenovela brasileira produzida pela extinta Rede Manchete e exibida entre 17 de setembro de 1996 a 11 de agosto de 1997 às 21h30. Escrita por Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo Adamo Angel) e dirigida por Walter Avancini. Uma reprise da telenovela foi exibida no canal SBT, do dia 28 de março de 2005 a 9 de dezembro de 2005. Teve como protagonista e antagonista principais, respectivamente, Taís Araújo e Drica Moraes.
A novela causou muita polêmica na época por exibir Taís Araujo seminua com apenas 17 anos. A vara da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro notificou publicamente a Rede Manchete além de protestos de setores da sociedade pedindo para retirada da novela do ar. Thaís Araújo, foi a primeira protagonista negra em uma novela da história da televisão brasileira
A história de Xica da Silva, a escrava que virou rainha em pleno século XVIII. Atrevida e muito inteligente, Xica conquistou marido rico, deixou de ser escrava e escandalizou a sociedade hipócrita de sua época, movida pela cobiça do diamante.
No Brasil daquela época, o homem mais importante era o Contratador Felisberto Caldeira Brant, encarregado pelo rei do manejo das minas de diamantes do Arraial do Tijuco. Quando o contratador decide vender Xica, sua escrava e sua filha, um segredo escondido a anos, ao Capitão do Mato Jacobino para trabalhar como prostituta, a jovem mucama se vinga roubando-lhe toda a sua fortuna em diamantes guardada num baú, ainda mais porque descobre que o contratador na verdade é seu pai e nunca reconheceu isso. O plano, executado por Xica com a cumplicidade do seu melhor amigo, escravo Quiloa, apaixonado pela escrava, arruina seus senhores que são enviados à prisão em Portugal. Com a fortuna em mãos e, para não levantar suspeitas, Xica e Quiloa decidem esconder o baú recheado de diamantes embaixo de uma terra, para que, mais tarde, tivessem dinheiro bastante para comprar as suas cartas de alforria. Com isso, Xica se vinga de seu pai, o deixando na miséria e por todo mal que ele fez a ela, a sua mãe e a seus amigos.
Com a desgraça da família do Contratador, Quiloa foge para um quilombo, enquanto Xica e sua mãe são vendidas para o Sargento-mor Tomaz Cabral, que viola Xica (ele a estupra, lhe tirando a virgindade)o que a deixa com ódio mortal dele. Sua nova ama(senhora) é a perversa Violante, filha de Cabral. Na casa do Sargento-mor, Xica sofre muitos abusos e apanha demais, e lá conhece o amor de sua vida: o novo contratador da região, João Fernandes de Oliveira. Prometido a casar-se com Violante, o moço se encanta ao ver a escrava e resolve comprá-la. Não querendo desagradar o Contratador, futuro marido de sua filha, Tomaz Cabral vende a negra para alívio dela, que vivia a apanhar e ser abusada.
A escrava é enviada ao contratador, mas ela, por medo e trauma, e para ser mais valorizada, se nega a dormir com ele, como ele mandou e isso aguça ainda mais a paixão do rapaz, que é bom e não força nenhuma escrava. João, comovido pela beleza de Xica, decide esperar que ela mesma o procure. Depois de meses sendo seduzido pela tentadora escrava, ele tem sua primeira noite de amor com Xica, que deixou o medo para trás e fez loucuras com ele. Fascinado pela negra, e depois de tanto brigar com Violante, pelo seu jeito ciumento, mimado e arrogante, o contratador rompe o compromisso com sua noiva e decide admitir sua paixão pela escrava em público. Esperta e decidida, Xica, alforriada, se mune dos maiores luxos possíveis, com muitas roupas e joias importadas, carruagens e com direito a um mar de verdade em sua fazenda, com um gigantesco navio, além de possuir sete mucamas.
Xica transforma-se numa verdadeira rainha, sempre esnobando a nobreza que antes a chicoteava. Apaixonada pelo marido, ela está disposta a defender sua relação com unhas e dentes, batendo de frente com a sociedade preconceituosa e com Violante, que a inferniza constantemente, demonstrando seu amor doentio pelo contratador. Depois de meses de casada e sendo a mais rica e invejada mulher da cidade, ela é acusada de bruxaria, por armação de Violante, Xica é presa e condenada à fogueira pela Igreja e ainda vê sua mãe morrer na sua frente, sendo ela amarrada em vários cavalos e partida ao meio. Como sofria Xica! Para libertar Xica, o contratador, casa-se com Violante, que, influente, retira as acusações forjadas por ela mesma, libertando a ex-escrava. João Fernandes e Violante viajam para Portugal, separando assim o Contratador de sua amada. Os dois se casam, mas logo após a cerimônia, João Fernandes tira a pureza de Violante e a abandona em seu castelo, ficando ela louca de desejo, o querendo ter de volta. Ela é internada e enlouquece de vez. João vem rever Xica no Brasil. No fim, Xica tem muitos filhos com João Fernandes, mais de dez, todos criados diferentes de como Xica foi criada. Todos criados com luxo, dinheiro, educação e família.

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