75 anos betty boop

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Betty Boop é um dos personagens de animação mais interessantes, insinuantes e sensuais da história do desenho animado. Betty Boop nasceu nos anos 30, na série Talkartoon, produzida por Max e Dave Fleischer e distribuída pelo estúdio da Paramount Pictures. Na verdade, Betty seria apenas um personagem secundário, ao lado do protagonista, o cachorro Bimbo. Por sua sensualidade e seu fascínio imanente, ela transcendeu a fama do cãozinho e se transformou na heroína da história, acompanhada muitas vezes deste bichinho, que se tornou seu amigo.
Seus criadores a idealizaram como uma mulher independente e tentadora, com suas pernas desnudas, sempre revelando uma cinta-liga, seus decotes atraentes, os lábios formando um biquinho convidativo, os olhos transpirando ao mesmo tempo malícia e inocência.
Betty Boop tornou-se assim a primeira pin-up, modelos que têm sua imagem sensual divulgada amplamente, provocando assim uma forte atração na esfera da cultura pop, da trajetória do desenho animado a ser reconhecida internacionalmente.
Esta criação dos anos 30, uma imigrante de origem hebraica, iniciou sua jornada profissional no episódio Dizzy Dishes, parte da série Talkartoon, imitando as estrelas desta época, ao embalo de uma trilha sonora recheada de preciosidades do jazz. Seu estrelato chegou definitivamente, porém, com Boop-Oop-a-Doop-Girl, de Helen Kane. Seguiram-se, entre centenas de desenhos, “Betty Boop for President” (1932), “Bambo Isle” (1932) e “Riding the Rails” (1938), que conquistou um Oscar.
Em 1934, porém, a sorte de Betty declinou, pois o recente Código de Produção passou a censurar a personagem, em nome de códigos morais duvidosos. Seus membros acreditavam que o povo americano não estava pronto para conviver com um ícone deste porte. Os criadores da personagem tiveram que modificar seu visual, pois ela não podia mais expor seus decotes nem seu figurino provocante. Este período, dominado pelos produtos da Disney, não comportava uma imagem desta magnitude. Ela foi então coberta até o pescoço, mas as roupas justas destacavam mais que nunca seus seios, tornando-a ainda mais sensual.
Assim, em 1939, Betty Boop foi censurada de vez, não podia mais aparecer nas telas dos cinemas. Sua fama passou então a diminuir, pois seu atrativo maior era agora cada vez mais restrito. Ela também construiu seu estrelato no teatro, por sua simpatia e intensa volúpia.
A última passagem de Betty Boop pelo cinema foi uma pequena, mas inesquecível participação em Uma Cilada para Roger Rabbit, em 1984, atuando com o mesmo visual que a celebrizou. Embora durante duas décadas ela tenha permanecido à sombra do sucesso, hoje ela tornou-se novamente muito popular, associada ao universo da moda. Sua imagem é vendida atualmente em produtos como bolsas, carteiras, bonecas, camisetas, cartazes, relógios, entre muitos outros acessórios.

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