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As 10 Maiores Vilãs Das Novelas Brasileiras

14:54



Se tem uma coisa que a gente sempre espera quando uma novela vai estrear na TV, é qual o nível de maldade da vilã ou se ela vai chegar a entrar na lista das consideradas "as maiores", pensando nisso, eu resolvi fazer uma lista com as 10 maiores vilãs de novelas brasileiras de todos os tempos, segura aí tanta maldade.




Branca Letícia de Barros Motta

Transpirando muita falsidade e cinismo, Branca; que tinha sempre que esfregar na cara do mundão seu nome completo; se destaca por ser uma vilã mais light, porém mesmo assim capaz de tudo pra continuar rica, fina e bem comentada pela mídia. A sócia light mais amada já criada por Manoel Carlos, foi quem inspirou Nazaré a ficar usando a tesoura pra  todo mundo, já que Branca ameaçou todo o elenco da novela com aquela tesoura de  costura. 

Qual final levou?

Depois de ter feito de tudo pra separar Helena da filha e do Atílio, a vilã se colocou no seu lugar, já que fechou o último episódio pobre, sozinha e frustrada. 




Yvone, a Psicopata

A sonsa chegou com cara de morta se passando por amiga como com quem não queria nada e logo foi conquistando todo mundo com seu grande senso de bondade e fragilidade. Depois disso não parou mais, deu em cima do marido "da amiga", do irmão do marido da amiga e até do pai do marido da amiga. Roubou a fortuna da família, ocasionou o divórcio e foi partir para dar o golpe em outra família, se juntando com um Indiano ganancioso, vulgo Bahuan.

Quem fim levou?

Acabou levando uma surra quando foi aplicar o golpe na segunda família, na tentativa de fuga levou outra surra e foi presa. 




Maria de Fatima, a Ambiciosa

Depois a vender a casa da mãe foi pra cidade grande, se meteu com gente rica, conheceu Odete, casou e ficou ainda mais prepotente. Aí vai sua mãe, Raquel atrás dela preocupada e ela desfaz de todas as formas, finge que não conhece e até agride a mãe. Depois de vestidos rasgados e muito bafáfá, Raquel é quem fica rica e Maria passa  correr atrás da mãe por interesse. 

Que Fim Levou?

Pobre, acabou tendo que vender o próprio filho que acabou sendo resgatado por Raquel, ganhou a inimizade de Odete, perdeu toda sua glória no meio da alta sociedade.




Cristina, Mais Conhecida Como A Mulher Que Fez Um Pacto Com O Diabo...

Cristina viu que não iria conseguir ficar com seu amado e acabou encomendando a morte da prima, Luna que por caso era noiva do amado dela; o problema é que ela deixou pra fazer isso no dia em que a prima e o amado estavam se casando. Achando que ia finalmente poder ser feliz com o amado, a alma da prima resolve voltar e encarnar no corpo da Índia Branca Serena. 

Daí pra frente a obsessão de Cris pelas joias da família e pelo amado só aumentam, ainda mais que são alimentados pela ganância de Sua mãe, que quer se vingar da família por não ter recebido nada na herança, com isso acaba convencendo a filha a fazer um pacto com o diabo.

Que Fim Levou? 

Depois tentar envenenar Serena acabou matando a própria mãe, maluca ela bota fogo na própria casa, e é levada por um bando de demônios pro Inferno... É Cris, nem o o demônio conseguiu te ajudar, maldita seja Luna e sua alma indestrutível. 





Bia Falcão, A zumbi

Bia Falcão educou os netos para serem modelos de sucesso. Exemplo fino de elegância, porém nunca soube controlar sua intolerância. Racista, Homofóbica e Xenofóbica, não controlava seu ódio pelos pobres também. 
Como uma jogada de marketing a rainha forja sua própria morte e depois simplesmente volta como se nada tivesse acontecido.

Que Fim Levou?

Fugiu pra Paris pra não ter que pagar pelos seus crimes de desvio de dinheiro ao lado de uma rapaz bem mais novo, pra engatar um romance.






Rosana Delaor, A Mulher Que Matou Um Nono do Elenco da Novela

Rosana foi abusada pelo pai quando era criança, que batia muito na sua mãe e acabou matando ela posteriormente. Começou a apanhar muito do pai e se prostituir para banca-lo, até que o matou por não aguentar mais, pra não ir pra cadeia, se fez de louca e acabou indo pra um hospício. (uff, isso é só a intro) . Daí ela sai do hospício após matar o porteiro, e se infiltra numa família qualquer da alta sociedade, Os Delaor, pra tentar hitar na vida.do pai o filho mais novo como ele nem liga ela acaba matando a noiva dele. Depois disso pra tentar se casar com algum dos homens da família ela comete uma série de assassinatos, até que não tenha mais à quem matar. Finalmente se com o pai de Beto.

Que fim Levou?

Após um exorcismo mal sucedido ela acaba indo parar no hospício, no mesmo em que nunca deveria ter saído, sofrendo torturas e a solidão.




Quem Matou, Odete Roitman? 

Rainha da boêmia que fez a globo atingir 100 % de audiência total, está eternizada na cultura pop brasileira por suas frases icônica, geralmente racistas e xenofóbicas. 

Odete além de destetar o próprio Brasil, se mostrou uma mulher que apenas com palavras pode ser mais má do que qualquer assassinazinha por aí. 

Que Fim Levou?

A morte. Mas, não pense que foi ruim, rainha soberana até na morte... Depois de morta conseguiu fazer a globo atingir sua nota mais alta em audiência. É pouco?





Carminha, a Mulher que Quebrou a Net

A mulher que abalou a web fez mil e uma falcatruas e malandragens no passado, chegando a abandonar uma criança num lixão. Depois de muito tempo essa mesma criança volta pra atormentar a vida de Carminha. Com uma vida cheia de segredos segurada por uma trama muito bem narrada e escrita, a rainha, mostrava todo seu talento pra maldade e sua fracassa pros negócios.


Que Fim Levou?

Por fim depois de muito dramalhão, foi pra cadeia por matar o parceiro e acabou se arrependendo de todas as suas maldades, mas acabou recebendo muito gelo e desprezo de todo mundo, mesmo se arrependendo muito.




Naza, A Rainha Da zueira 

Rainha que domina a internet, e proprietária de uma área no vale, a vilã mais cômica de todos os tempos merecia mesmo o segundo lugar desta lista. Além de sair por aí roubando bebês alheios, matando pessoas electrocutadas com um secador e uma piscina e zoar disto, tesourando e empurrando pessoas da escada; ela ainda é gostosa, linda, perfeita, maravilhosa. E o tempo? Só a valoriza.  

Quando não é Naza, ela também é a própria prima dela mesma ou as vezes se passa pela amiga que matou Djenane Pereira. Fingida que sabe fingir um desmaio quando é preciso. 

Que Fim Levou?

Pra não acabar indo parar na cadeia de novo, ela preferiu se suicidar, mas tem gente que garante que a Rainha está vivíssima e que só fingiu a própria morte. 




Flora, a Assassina Do Horário Nobre

Depois da saga FloraxDonatela  finalmente descobrimos que Flora é quem era a grande assassina de Marcelo. Mesmo assim ela continuou fingindo que passou 18 anos na cadeia injustamente. Enganou todo o elenco da novela e depois disso passou a fazer de tudo pra culpar Donatela pelos seus crimes. 

Fria e calculista, uma verdadeira psicopata que manipulou todo mundo ao seu redor. Após matar friamente todos que tentavam atrapalhar seu plano de se vingar e ficar rica de vez, ela acabou se esquecendo de alguns detalhes minímos e foi parar na cadeia de novo. 

Mesmo assim ela prometeu se vingar e que não ia sossegar enquanto não acabasse com a vida de Donatela, só porque ela atrapalhou duas vezes seu plano de ser dona das empresas dos Fontini. 

+ AS 7 MAIORES VILÃS DAS TELENOVELAS MEXICANAS

Animações

9 CURIOSIDADES SOBRE SHE-RA QUE VOCÊ PASSOU A VIDA SEM SABER

23:55



Graças à internet, mesmo quem é jovem demais para ter assistido aos desenhos antigos na TV sabe quem são He-Man e She-Ra. No auge da popularidade do defensor musculoso de Grayskull, na década de 1980, A empresa de brinquedos Mattel e o estúdio de animação Filmation perceberam que 30% da audiência do espadachim com a pior identidade secreta do mundo era surpreendentemente constituída por meninas.
Para ajudar a satisfazer o inesperado desejo por uma personagem feminina de fantasia, as companhias tiveram a ideia de criar She-Ra, a irmã gêmea do príncipe Adam e a mais nova princesa-guerreira de Ethéria. Seja você um fã de longa data das aventuras da heroína ou não, confira a seguir alguns fatos interessantes e pouco conhecidos a respeito da criação e aceitação desse ícone que marcou a infância de muitos de nós.

1 – Brinquedo ambíguo


Embora ela fosse um fruto da linha extremamente masculina de brinquedos do He-Man, a Mattel resolveu descrever She-Ra como uma “boneca fashion de ação”, levando a uma espécie estranha de mistura entre as brincadeiras de aventura e casinha. A classificação ambivalente levou às lojas à loucura, já que não sabiam se deviam posicionar a novidade junto às Barbies ou em meio aos bonequinhos de ação.

Ao que parece, não houve muito consenso para resolver a situação, com alguns estabelecimentos colocando She-Ra ao lado de He-Man e outros a posicionando junto às bonecas. Algumas lojas, no entanto, resolveram abraçar a ambiguidade e dividiram seus estoques, posicionando o brinquedo simultaneamente nos dois departamentos.

2 – Salvando a Barbie

Em uma entrevista ao site He-Man.org, uma representante da Mattel, Janice Varney-Hamlin, afirmou que as vendas da Barbie haviam estagnado na época. Segundo ela, a introdução de uma linha competitiva de bonecas fashion de propriedade da empresa ajudaria a expandir o tamanho da categoria como um todo e permitiria que as outras famílias de brinquedos para garotas também voltassem a crescer.
A prática é comum no mundo dos produtos infantis, com linhas auxiliares sendo criadas para dar apoio a um produto principal ao aumentar o interesse pela categoria. Depois de passar por um sufoco graças ao surgimento de bonecas rivais, She-Ra aumentou o interesse do mercado e, em 1986, a Barbie conseguiu atingir US$ 350 milhões em vendas.

3 – Princesas-guerreiras não choram

Uma pesquisa do Instituto de Estudo de Mulheres e Homens da University of Southern California realizada no final dos anos 1980 classificou diferentes linhas de bonecas com base em como um grupo de garotas achava que as personagens se comportariam. Enquanto a maioria das meninas achou que a Barbie provavelmente gostava mais de sair para encontros, a característica que marcou She-Ra foi a de que ela provavelmente costumava “segurar as lágrimas”.
Além disso, a defensora de Ethéria foi escolhida como uma maior mentora em potencial em vez da popular Barbie. Enquanto uma das garotas participantes disse gostar de She-Ra porque a personagem “sabe o que quer e como conseguir atingir seus objetivos”, um menino que teve sua opinião solicitada ressaltou o fato de a princesa-guerreira ser forte e inteligente. “A única coisa com que a Barbie se preocupa é vestir suas roupas e viver em sua casa dos sonhos”, disse o garoto.

4 – Lutadora mascarada

A boneca de ação She-Ra originalmente lançada em 1985 vinha com uma mantilha alada que podia ser virada ao contrário e usada como uma máscara, mas as meninas nos grupos de teste não gostaram do apetrecho. A Mattel então resolveu deixar a ideia de lado, de forma que os compradores dificilmente notavam a possibilidade, e a Filmation decidiu fazer a heroína usar uma tiara convencional no desenho animado.

5 – Ataque preventivo

Pouco antes de lançar a nova linha de bonecas da irmã do He-Man, a Mattel ficou sabendo da existência do livro de fantasia que possuía uma personagem chamada Sheera – a obra em questão era “Ladies of Mandrigyn”, de autoria de Barbara Hambly. Ainda que ela não tivesse muito em comum com She-Ra além do nome, a empresa decidiu comprar os direitos aos livros por US$ 25 mil para que companhias rivais não pudessem competir com seu novo produto.

6 – Especialista de luxúria

Em alguns momentos do desenho em que She-Ra precisaria ser mais expressiva, os produtores contavam com uma especialista de animação em particular. Segundo o roteirista Bob Forward, a profissional em questão era responsável por “encher tudo de luxúria” e o diretor “sempre a usava para todos os momentos em que ele queria transmitir paixão”.
Responsável pelo marketing dos produtos para garotas na Mattel, Hamlin também costumava contratar atrizes para aparecer em lojas de brinquedo fazendo o papel de She-Ra. Segundo ela, os corredores da empresa subitamente se enchiam de funcionários do sexo masculino sempre que havia audições com mulheres para interpretar a princesa-guerreira.

7 – Clube do Bolinha

Nem mesmo a forte campanha de marketing permitiu que She-Ra duplicasse o sucesso comercial do seu irmão e, de acordo com um ex-funcionário da Mattel, somente cerca de US$ 60 milhões foram obtidos com produtos da personagem em 1985 – um número risível perto dos US$ 400 milhões que He-Man atingiu no ano seguinte.
As vendas do herói musculoso, no entanto, afundaram algum tempo depois. Hamlin afirma que funcionários no departamento de brinquedos para meninos da Mattel insistiam que She-Ra era culpada por isso. Picuinhas à parte, o mais provável é que a saturação do mercado de bonequinhos de ação tenha levado o personagem ao fracasso.

8 – Descartada no cinema e no rock

Se você é fã dos filmes de baixo orçamento dos anos 1980 ou se costumava assistir à televisão aberta quando jovem, deve se lembrar do longa “He-Man e os Mestres do Universo”. O que pouca gente sabe é que a ideia original era incluir She-Ra na trama e que a personagem chegou a aparecer em artes conceituais. No entanto, o diretor Gary Goddard sentiu que seria melhor se concentrar no herói no primeiro filme – que acabou sendo o único.
Já em 2006, um dos chefes da Entertainment Rights despertou o desagrado dos fãs ao afirmar que a princesa-guerreira deveria receber uma reinvenção radical. “Nós provavelmente vamos relançar She-Ra como parte de uma banda de rock e sendo uma garota com longos cabelos loiros e uma guitarra no lugar de uma espada”, afirmou o CEO Michael Heap. A ideia acabou sendo esquecida e, diferentemente de seu He-Man, a princesa ainda não ganhou um remake.

9 – Ícone gay

De acordo com Erika Scheimer, filha do falecido presidente da Filmation, Lou Scheimer, She-Ra acabou se tornando um ícone gay devido a algumas referências subversivas feitas pelos roteiristas do desenho – como um episódio em que o ajudante masculino da heroína, Arqueiro, aparece usando um vestido. Segundo a produtora, a música-tema da animação nos EUA, “I Have the Power”, também já foi tocada em vários casamentos homossexuais.

LGBT

CURTA SOBRE O AMOR ENTRE 2 MENINOS ESTÁ DERRETENDO CORAÇÕES DE TODO MUNDO

23:06

Quando o assunto é o amor entre pessoas do mesmo gênero, sempre tem alguém para atirar pedras, e é por isso que é tão importante divulgar trabalhos de quem faz o contrário.
O curta Heartbeat, divulgado no dia 31 de julho, trata da descoberta do amor entre dois meninos que ainda estão na vida escolar. Com alguns minutos de imagens extremamente encantadoras, o filme nos mostra o nascimento, a beleza e a inocência do amor entre eles.
A narrativa foi construída pelos alunos de animação computadorizada Beth David e Esteban Bravo, da Ringling College of Art, e o filme é o trabalho de conclusão de curso dos dois – considerando os mais de 5,6 milhões de visualizações que o filme teve em menos de 48 horas, podemos dizer que se trata de um sucesso. Mais do que merecido, por sinal.
A animação conseguiu mostrar, como nunca havia sido feito anteriormente, os desafios da vida de adolescentes LGBT, com seus medos, suas descobertas e suas expectativas. O projeto saiu do papel graças a uma campanha de financiamento online, e desde que o vídeo foi publicado, temos um grande número de pessoas pedindo por uma sequência.

Ciência

Homem transgênero mostra fotos do antes e depois, e perde seus amigos e família

23:19


Se você passar por Jaimie Wilson na rua, provavelmente pensaria que ele é um galã do cinema; Toda sua construção muscular, olhos azuis e corte de cabelo. Você provavelmente nunca adivinharia que ele é um dos aproximadamente 1,4 milhões de adultos transgêneros que vivem nos EUA hoje.
Em 2015, Jaimie tomou a corajosa decisão de começar a transição de mulher para homem, chocando e alienando a maioria de seus amigos e familiares. “No começo, tive medo de me revelar como transgênero, porque não dei nenhuma pinta, como dizem por aí”, ele escreveu em seu Instagram, onde agora ele tem mis de 300 mil seguidores. Após 2 anos de tratamento com testosterona, cirurgia e trabalho árduo na academia, Jaimie, de 21 anos, se esculpiu no homem em que sempre esteve em seu coração.
Embora o seu progresso seja surpreendente, as pessoas que cansaram de dizer que ele era “muito feminino” para se tornar um homem, foram agora substituídas por seus colegas da comunidade transgênero, muitos dos quais, ironicamente, o criticam por ser também muito masculino. “As pessoas dizem que estou tentando ser muito arduamente como um homem masculino”, disse ele a Cosmopolitan em uma entrevista de março de 2017.
Qual é a moral da história de tudo isso? “Você NÃO É o que as pessoas pensam que são, você é quem você acha que você é”, nas próprias palavras de Jaimie. O aspirante a músico do país está fazendo muito barulho nas mídias sociais e está programado para se apresentar no Festival Sziget em Budapeste em agosto, ao lado de The Chainsmokers, Pkkk e Wiz Khalifa. Veja a sua transformação inacreditável abaixo!









Mais em: Instagram

Animações

Conheça 8 Personagens Infantis Que Se Tornaram Ícones LGBT

19:07

Por suas atitudes, aparências ou pela mente suja dos adultos muitos personagens dos anos 80 e 90 ganharam um significado especial para o universo LGBT, venha conferir os mais famosos neste meio.

A preocupação em retratar positivamente personagens LGBT para o público infantil é muito, muito recente. Hoje em dia, seriados animados incríveis como Steven Universo e A Lenda de Korra mostram às crianças que viver fora da heteronormatividade é uma possibilidade, e que não há nada de errado com isso – algo inimaginável nas décadas de 1980 e 1990. Na falta de indicações intencionais e explícitas, restou aos telespectadores queer do século passado se apropriarem dos personagens que tinham à mão. Agora que as crianças que cresceram com o nariz no televisor chegaram à vida adulta, vários de seus heróis da infância tornaram-se símbolos LGBT, mesmo contra a vontade de seus criadores. Confira a seguir alguns deles.


 Kimberly, a Power Ranger Rosa




De todos os Power Rangers, aquela que mais cativava o imaginário dos proto-LGBTs era, sem dúvida, Kimberly Hart, a Ranger Rosa. Ela era a personagem na série que todos os garotos héteros e meninas lésbicas queriam namorar, e que várias Manas  gostariam de ser. Interpretada por Amy Jo Johnson (que depois participaria da série Felicity), ela era a mais linda, a mais graciosa, e a mais fashion – de todas as Power Rangers, ela era a única que usava minissaia. Além disso, seu interesse romântico era o galã Tommy Oliver, inicialmente o malvado Ranger Verde, que depois se tornava o líder do grupo como o Power Ranger Branco. Nenhuma das encarnações subsequentes dos Power Rangers conseguiu superar o fascínio de Kimberly nas mentes infantis queer.



Fred, Scooby-Do




O Nosso coração sempre dava um pulão quando víamos o Fred entrar em cena, não importava qual fosse a versão do desenho. Loirão, saradão, sempre bem vestido, esportista e com um sorriso de matar – a gente não sabia, mas, quando crescesse, acabaria correndo atrás desse tipo de boy com mais afinco que Salsicha e Scooby corriam dos vilões. E talvez nosso sonho infantil não era totalmente em vão: por mais que Daphne se jogasse em cima de Fred, o bonitão da Máquina Mistério nunca reparava na ruiva (ou a ignorava…), apesar de sempre ficar a sós com ela toda vez que a turma se separava para desvendar o mistério do dia. A sexualidade de Fred para sempre vai permanecer uma incógnita, mas seu valor como ícone LGBT está longe de ser um enigma.



Jam e as Hologramas




Muito antes de Miley Cyrus ganhar fama interpretando a vida dupla de Hannah Montana, as animações já traziam uma popstar com identidade secreta: Jem, do grupo Jem e as Hologramas, versão glamurosa da jovem Jerrica Benton. Criada pelo mesmo time responsável por G.I. JoeTransformers, essa série acompanhava as manobras que Jem e sua banda faziam para manterem secreta sua tecnologia holográfica e sustentar 12 (isso mesmo, DOZE) filhas adotivas. Como se a banda rival As Desajustadas e seu empresário, o vilão Eric Raymond, já não dessem dores de cabeça o bastante para Jerrica, a heroína ainda tinha que lidar com um triângulo amoroso inusitado: seu namorado Rio Pacheco vivia dividido entre Jerrica e Jem, ou seja, entre ela e ela mesma. Numa época em que viver no armário era o que se esperava de gays e lésbicas, os esforços de Jerrica para conseguir lidar com sua vida dupla acabaram reverberando no imaginário de vários pequenos telespectadores. Sem falar que a montação de Jem é tudo #diva.



A Pequena Sereia





Não é apenas pelas músicas incríveis que o longa animado A Pequena Sereia foi um enorme sucesso, a ponto de mais tarde render uma série animada. Os paralelos entre Ariel e seus fãs LGBT (crianças ou adultos) são vários: a vontade de fazer parte de um mundo diferente daquele em que cresceu, mais livre; a paixão por um cara lindo e aparentemente impossível; a decisão de contrariar a família para fazer o que manda o coração; o longo processo de sedução em que só se pode soltar as insinuações para o amado, sem dizer nada…
Hans Christian Andersen, autor da fábula original, era gay. Em 1836 seu amigo e grande amor, Edvard Collin, se casou, apesar de cartas em que Andersen confessava seu amor. Em crise, o autor escreveu A Pequena Sereia logo depois: a sereia muda seria um alter-ego para o próprio fabulista, incapaz de declarar seu amor ao mundo; o príncipe representaria Edvard. Na história original, o príncipe casa-se com uma mulher que acredita tê-lo salvado de um afogamento, quando quem o salvou na verdade foi a sereia. Ao fim da história, ela deve matá-lo para retornar ao mar, mas, quando vê que o príncipe vive feliz, desiste. Ela então morre e torna-se espuma.

He-Man

É praticamente impossível não considerar He-Man um ícone gay. Ele tem o corpo que todas as barbies gostariam de ter, exibe um bronzeado de dar inveja, e corre de um lado para o outro só de sunga e harness. Sua identidade secreta, o príncipe Adam, languidamente banca o boboca com seu coletinho rosa e cuequinha roxa – só falta falar pro Pacato: “gata, nem adianta se esconder, você sabe que não vai fugir da minha espada”.

As Meninas Super Poderosas

Esse que foi um dos maiores sucessos dos cartoons dos anos 1990 é um verdadeiro banquete queer. Pra começar, Florzinha, Lindinha e Docinho foram criadas no laboratório pelo professor Utônio, que assim conseguiu ter filhas sem ajuda de mulheres #significa. Enquanto Florzinha e Lindinha representam as garotas que curtem serem “menininhas”, a enfezada Docinho representa as molecas – mas nenhuma das três baixa a cabeça para os meninos. Um de seus vilões mais icônicos é Ele, um diabo crossdresser – não que ele fosse o único: em vários momentos, as meninas se disfarçam de homens, e os homens usam roupas “de mulher”. Os Meninos Desordeiros (Durão, Fortão e Explosão), versão má das heroínas, tinham dois pais, o Macaco Louco e Ele, e os personagens da série não viam o menor problema nisso.
Mas é principalmente em sua desobediência aos padrões de gênero que as Meninas Superpoderosas deixam sua marca. Em um episódio, Docinho argumenta que “só porque uma certa pessoa possui potes plásticos em casa não significa que ela é uma mulher”. “Isso”, concorda a Florzinha, “meninos também precisam guardar seus restos de comida!”. Em outro, Lindinha comenta: “Aposto que o nosso vizinho é muito forte e másculo”. Ela é logo repreendida por Florzinha: “Lindinha! Mulheres podem levantar peso também!”. Mas o melhor acontece quando um super-herói tenta lhes ensinar os papéis de cada gênero: “Existem algumas funções desempenhadas só por homens ou por mulheres, certo? Vejam sua família, por exemplo. Quem trabalha fora e sustenta a casa?”, pergunta. “Nosso pai”, respondem as meninas. “Exato! E quem cozinha?”. “Papai”. “Quem lava as roupas? Quem lava a louça? Quem faz bolo?”. “Papai”, responderam todas as vezes. “Então quem corta a grama do quintal e lava o carro?”, ele insiste. “A Lindinha!”, respondem as três.

Tinky Winky, Telettubies 

De todos os personagens dessa lista, provavelmente nenhum causou tanta polêmica quanto Tinky Winky, o Teletubby roxo. Enquanto as crianças assistiam, encantadas, esses bichinhos fofos e esquisitos repetirem a mesma palavra sem parar, os adultos surtavam. Em 1999 o televangelista norte-americano Jerry Falwell condenou a série por estar usando Tinky Winky para ensinar a homossexualidade para os pequenos: o personagem era roxo (uma das cores da bandeira do arco-íris), tinha um triângulo invertido na cabeça (um dos símbolos dos gays) e carregava uma bolsinha (coisa “de menina”).
Os criadores da série responderam que os Teletubbies não são nem héteros nem gays, são apenas personagens inventados num programa infantil. Mas o estrago já estava feito: antes do bafafá, nenhum adulto sem filhos em casa se sujeitaria a prestar atenção às psicodélicas historinhas educativas dessas quatro criaturas; depois que Falwell apontou para a série, a comunidade LGBT adotou Tinky Winky como um de seus símbolos.

Bert e Ernie da Sesame Street

Aqui no Brasil a Vila Sésamo foi sucesso nos anos 1970, mas não muito além dessa década: nós brasileirinhos da década de 1980 preferimos aprender as letras do alfabeto com uma loira seminua que chutava um anão vestido de tartaruga. Nos EUA, no entanto, há mais de 40 anos os fantoches da Sesame Street educam os americaninhos. Entre os personagens principais da série estão Bert e Ernie, dois amigos que moram juntos no mesmo apartamento. Tanto tempo morando juntos, sem mais ninguém que lhes alegrasse o coração… Não teve jeito: as guei norte-americana declararam que os dois são um casal. Não adiantou os criadores da série declararem que a dupla não é gay nem hétero porque “eles não existem da cintura pra baixo”. O musical Avenue Q, uma paródia de Sesame Street, satirizou a relação de Bert e Ernie nos personagens Nicky e Rod, esse último um gay enrustido apaixonado pelo colega de apartamento. Na semana em que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o Defense of Marriage Act (DOMA), decisão que levaria à legalização do casamento homoafetivo em todo o país dois anos depois, a revista New Yorker colocou os dois personagens em sua capa, uma das imagens mais comoventes da história do movimento LGBT.

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