Ciência

A estranha sobrevida da Teoria das Cordas

10:55



A Teoria das Cordas foi criada cerca de 30 anos atrás com a promessa de resolver problemas complicados da física fundamental, como a incompatibilidade notória entre o espaço-tempo perfeito de Einstein e os pedaços quantificados de material que compõe tudo nesse mesmo espaço-tempo.

A teoria era simples demais para não ser verdade: bastava substituir partículas infinitamente pequenas com pequenos (mas finitos) pedaços de corda vibrantes. As vibrações produziriam harmonia ente todos os ingredientes necessários para preparar o mundo cognoscível.


  Evitar o infinitamente pequeno significava evitar uma variedade de catástrofes. Por um lado, a incerteza quântica não poderia rasgar o espaço-tempo em pedaços. Por outro, era uma teoria funcional da gravidade quântica.


Mas…

Nem tudo são rosas. A teoria veio com implicações perturbadoras. As cordas eram pequenas demais para serem detectadas por experiências, e existiam em até 11 dimensões do espaço.

Por um tempo, muitos físicos acreditavam que a Teoria das Cordas renderia uma maneira única de combinar a mecânica quântica e a gravidade. “Havia uma esperança”, disse David Gross, ganhador do Prêmio Nobel e membro permanente do Instituto Kavli de Física Teórica na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, nos EUA. “Nós até pensamos por um tempo em meados dos anos 80 que era uma teoria única”.

Em seguida, os físicos começaram a perceber que o sonho de uma teoria singular era uma ilusão. As complexidades da hipótese, todas as suas permutações possíveis, recusavam-se a se reduzir a um único momento que descrevesse o nosso mundo.
“Depois de um certo ponto no início dos anos 90, as pessoas desistiram de tentar conectá-la ao mundo real”, explicou Gross. “Os últimos 20 anos têm sido realmente uma grande extensão de ferramentas teóricas, mas muito pouco progresso na compreensão do que realmente está lá fora”.

Transformação

Conforme amadurecia, a Teoria das Cordas ficou difícil de manusear, mas muito influente. Seus tentáculos atingiram tão profundamente tantas áreas da física teórica que ela tornou-se quase irreconhecível.

A matemática que saiu da teoria foi colocada em uso em diversos campos, como a cosmologia e física da matéria condensada – o estudo de materiais e suas propriedades. Ficou tão onipresente que “é difícil dizer onde você deve desenhar o contorno e determinar: esta é a teoria das cordas; esta não é a teoria das cordas”, argumentou Douglas Stanford, um físico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, nos EUA.


“Ninguém sabe se dizer o que é um teórico das cordas mais”, complementou Chris Beem, um físico matemático da Universidade de Oxford, no Reino Unido. “Tornou-se muito confuso”.

A antes harmoniosa Teoria das Cordas hoje parece quase fractal. O resultado é que esses minúsculos laços de corda nem sequer aparecem mais nas conferências sobre o assunto – mas um pouco da hipótese pode ser visto em diversas outras teorias.

Física teórica

Conforme as ferramentas matemáticas da teoria são adotadas em todas as ciências, os estudiosos têm dificuldade em lidar com a tensão central da hipótese: ela pode atender sua promessa inicial? Pode conciliar gravidade e mecânica quântica?

“O problema é que a teoria existe no campo da física teórica”, disse Juan Maldacena, um físico matemático do Instituto de Estudos Avançados de Princeton e talvez a figura mais proeminente no campo hoje. “Mas nós ainda não sabemos como se conecta com a natureza como uma teoria da gravidade”.


Um ponto alto para a Teoria das Cordas como uma “teoria de tudo” veio no final de 1990, quando Maldacena revelou que a hipótese, incluindo a gravidade em cinco dimensões, era equivalente a uma teoria quântica de campos em quatro dimensões. Esta dualidade forneceu uma espécie de mapa para entender a gravidade, a parte mais intransigente do quebra-cabeça, relacionando-a com uma teoria quântica de campos já bem compreendida.

Esta correspondência não foi pensada como um modelo perfeito do mundo real. O espaço de cinco dimensões em que trabalha tem uma geometria estranha que não é remotamente parecida com o nosso universo.

Mas os pesquisadores ficaram surpresos quando cavaram profundamente no outro lado da dualidade: ficou claro que compreendíamos a teoria quântica de campos de uma forma muito limitada, quando pensávamos que já sabíamos tudo sobre ela.

Teoria quântica de campos

A teoria quântica de campos foi desenvolvida na década de 1950 para unificar a relatividade especial e a mecânica quântica.

Hoje, quando os físicos revisitam partes que pensam que compreenderam 60 anos atrás, encontram “estruturas impressionantes” que aparecem como uma surpresa completa.

Pesquisadores desenvolveram um grande número de teorias quânticas de campo na última década, cada uma usada para estudar diferentes sistemas físicos.

Você começa com um tipo simplificado da teoria quântica de campos que se comporta da mesma maneira em pequenas e grandes distâncias. Se estes tipos específicos de teorias podem ser perfeitamente compreendidos, respostas a perguntas profundas podem se tornar claras.

O mesmo pode ser feito com a Teoria das Cordas. Essas simplificações deliberadas são chamadas de “modelos de brinquedo”. São características irrealistas utilizadas para tornar as teorias mais fáceis de lidar, ou seja, para tornar um monte de coisas calculáveis.


Modelo de brinquedo

Modelos de brinquedos são ferramentas padrão na maioria dos tipos de pesquisa. Mas há sempre o medo de que o que se aprende a partir de um cenário simplificado não se aplique ao mundo real.

“É como um pacto com o diabo”, disse Beem. “A Teoria das Cordas é um conjunto muito menos rigorosamente construído de ideias do que a teoria quântica de campos, então você tem que estar disposto a relaxar seus padrões um pouco. Mas você é recompensado por isso. Dá-lhe um bom contexto, maior, no qual trabalhar”.

Matemática

Talvez o campo que ganhou mais a partir da Teoria das Cordas seja a própria matemática. O que pareciam ser antes problemas intratáveis foram resolvidos ao imaginar como a questão pode parecer uma corda.

Por exemplo, quantas esferas cabem dentro de um coletor de Calabi-Yau – a forma dobrada complexa esperada para descrever como o espaço-tempo é compactado? Os matemáticos não sabiam.

Usando a intuição física oferecida pela Teoria das Cordas, porém, os físicos produziram uma poderosa fórmula para obter a resposta a essa questão, e muito mais.
Após os teóricos encontrarem uma resposta, os matemáticos a provaram em seus próprios termos. A solução era correta e até gerou prêmios.

Cosmologia,multiverso, descrições de fenômenos

A teoria das cordas também fez contribuições essenciais para a cosmologia. O papel que a Teoria das Cordas tem desempenhado na reflexão sobre mecanismos por trás da expansão inflacionária do universo é surpreendentemente forte.

Modelos inflacionários se emaranharam na Teoria das Cordas de várias maneiras, não menos do que o multiverso – a ideia de que o nosso universo é um de uma série talvez infinita de universos, criado pelo mesmo mecanismo que gerou o nosso próprio. O efeito de seleção seria uma explicação muito natural de por que o nosso mundo é do jeito que é: em um universo muito diferente, não estaríamos aqui para contar a história.

No mínimo, a versão madura da Teoria das Cordas – com suas ferramentas matemáticas que permitem que os pesquisadores olhem para os problemas de novas maneiras – tem proporcionado poderosos métodos para ver como descrições aparentemente incompatíveis da natureza podem ser ambas verdadeiras.

A descoberta de descrições duplas do mesmo fenômeno resume isso. Um século e meio atrás, James Clerk Maxwell viu que a eletricidade e o magnetismo eram dois lados da mesma moeda. A teoria quântica revelou a conexão entre partículas e ondas.

Agora, os físicos têm cordas. Se é muito difícil ir de A para B utilizando a teoria quântica de campos, é só reimaginar o problema com a Teoria das Cordas, e temos um caminho.

Não é tudo, mas é algo

Em cosmologia, a Teoria das Cordas “empacota” modelos físicos de uma forma que é mais fácil pensar sobre eles. Pode demorar séculos para unir todos esses fios soltos e tecer um quadro coerente, mas jovens pesquisadores não estão incomodados.

Isso porque sua geração nunca pensou que a Teoria das Cordas iria resolver tudo. É como um grande jogo de palavras cruzadas ainda não terminado, mas que faz cada vez mais sentido conforme você o resolve.

Talvez simplesmente ainda não seja possível captar o universo de uma forma facilmente definida, autossuficiente. Einstein também tentou e não conseguiu encontrar uma teoria de tudo, e isso não diminui em nada a sua genialidade.

Talvez a imagem real seja mais parecida com os mapas em um atlas, cada um oferecendo diferentes tipos de informação. Usá-lo vai exigir fluência em muitas línguas e muitas abordagens, tudo ao mesmo tempo. Mas isso não significa que não seja uma unidade.


Mistério

Teoria da Conspiração: 6 objetos submarinos não identificados

13:30

Quando se trata de luzes móveis, veículos estranhos e fenômenos misteriosos, o céu não é o limite...



HISTÓRIA DE PESCADOR?Há exatos 50 anos, em 4 de outubro de 1967, ocorreu o mais documentado caso de ósni da história: o incidente em Shag Harbour. Um objeto com cerca de 18 m de comprimento, que emitia quatro ou cinco luzes laranja, foi visto por pelo menos 11 pessoas voando baixo e mergulhando com grande ruído na baía desse pequeno vilarejo de pescadores, no Canadá. Testemunhas dizem que militares retiraram um estranho objeto metálico da água e outras afirmam que, na noite do dia 11, esse objeto emergiu e se lançou rumo ao céu. O governo do Canadá trata o caso oficialmente como aparição de óvni.

VELOZES E FURIOSOSNo período da Guerra Fria, um submarino soviético no Pacífico Sul detectou seis objetos desconhecidos a 420 km/h – velocidade cinco vezes maior que a do submarino mais rápido da época, o K-222. Os Ã³snis investiram contra a embarcação e o comandante ordenou a emersão. Depois, teriam perseguido o submarino até a superfície, onde alçaram voo rumo ao espaço.


1.001 UTILIDADESDescoberto em 1985 na costa japonesa, o Monumento de Yonaguni aguçou imaginações. Para alguns, essa plataforma com cerca de 40 km2 e terraços e degraus geométricos é indício de uma antiga civilização, quando aquela área era seca. Outros alegam ser o continente Mu, uma versão oriental de Atlântida. E ufólogos afirmam que era uma área de pouso de óvnis, num passado remoto.



PARECE A MILLENIUM FALCONEm 2011, a equipe de mergulho sueca Ocean X Team anunciou ter encontrado um estranho disco de 60 m entre a Finlândia e a Suécia. O achado rendeu dois documentários de TV e muita fama ao grupo, mas nenhum consenso. Especula-se que a “Anomalia do Mar Báltico” seja uma formação rochosa peculiar, uma escultura ou até um boato de internet muito bem planejado.



UM CASO NACIONALEm 15 de outubro de 1979, a pianista Luli Oswald e um amigo voltavam de Saquarema em direção ao Rio de Janeiro quando de sete a dez objetos luminosos ergueram-se da água e investiram contra o carro. Dois deles perseguiram o veículo, que começou a bater as portas violentamente. Então, tudo cessou e as naves sumiram. Pouco depois, a dupla se deu conta de que horas haviam se passado misteriosamente. Sob hipnose, Luli relembrou o que houve no período: ela e o amigo haviam sido levados para um dos Ã³snise examinados por estranhos seres que disseram ter vindo da Antártida.


TINHA QUE SER NA RÚSSIA…Em 1982, sete mergulhadores alegaram ter encontrado criaturas a 50 m de profundidade no Lago Baikal, na Rússia. Chamadas de “nadadores”, elas eram humanoides, com 3 m de altura e, apesar do frio intenso, usavam apenas uma fina roupa de tecido prateado e um capacete. Os mergulhadores tentaram capturar uma delas, mas subitamente uma misteriosa força os repeliu para fora da água.
 AS EXPLICAÇÕES DA CIÊNCIA
Assim como os óvnis, a “ufologia submersa” carece de evidências
– A Organização Nacional Francesa de Hidrografia afirma que menos de 10% de todo o relevo marinho abaixo dos 200 m de profundidade foi mapeado pelo homem. Algumas confusões podem, portanto, ser creditadas a esse desconhecimento.
– A fauna a grandes profundidades também não foi completamente catalogada pela ciência. Muitas espécies são bioluminescentes (capazes de emitir luz) e é possível que outras sejam capazes de atingir altas velocidades, fazendo-as parecer Ã³snis.
– A localização e a profundidade dos mares realmente mudaram ao longo da história do planeta. Muitas áreas submersas podem ter sido, sim, antigas civilizações ainda não estudadas – como no caso do Monumento de Yonaguni.
– A maioria dos casos de Ã³snis carece de fontes confiáveis e documentos que comprovem sua veracidade. Muitas fotos são montagens criadas para viralizar online.
– Aparições de Ã³snis ou óvnis, ou ainda encontros ou abduções por seres alienígenas, podem ser fruto de alucinação (coletiva, inclusive).

FONTES Sites G1Siberian TimesHuffington PostMetroRussia TodayUFO.com.br e Lost Origins; livro Dark Object: The World’s Only Government-Documented UFO Crash, de Don Ledger e Chris Styles

Mistério

É verdade que existem campos de concentração nos EUA?

16:36

Muitas pessoas no país temem que o real propósito da agência federal Fema seja aprisionar, escravizar e até matar cidadãos de bem


ALERTA GERALEm 1979, o presidente dos EUA, Jimmy Carter, criou a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês). O objetivo dela é coordenar respostas e esforços do país em situações de grandes tragédias no território, como desastres naturais ou atentados terroristas. Mas essa seria uma função de fachada



PRIMEIROS RUMORESEm 1982, o movimento de extrema direita Posse Comitatus, caracterizado pela postura antigoverno e antissemita, divulgou uma tese que dizia que o propósito da Fema era aprisionar patriotas exaltados e pessoas conservadoras e antigovernistas. A agência só estaria aguardando o momento certo para instaurar a lei marcial no país (quando autoridades militares assumem o controle do Estado em momentos cruciais)


TERRORISMO DOMÉSTICOEm 1995, a teoria ganhou força após o atentado de Oklahoma, em que o americano Timothy McVeigh matou 168 pessoas. A Fema foi acionada para lidar com a tragédia, e a comissão do Senado que discutia terrorismo doméstico abordou a possibilidade de a agência administrar campos de concentração. Na mesma época, o documentário America Under Siege(“EUA sitiados”) mostrava um suposto campo da Fema.


GRUPOS PERSEGUIDOSA Fema também estaria grudando misteriosos adesivos nas caixas de correio, cada um indicando o destino das pessoas. Ponto azul: campo de concentração. Rosa: trabalho forçado. Vermelho: tiro na cabeça. Além disso, cerca de 500 mil caixões de plástico vazios teriam sido vistos em Atlanta, prontos para serem usados


AUSCHWITZ AMERICANOAté 800 campos estariam prontos para receber as pessoas. Vazios (por enquanto) e fortemente protegidos, eles se espalhariam por todo o território. Alguns teriam até câmaras de gás, como os campos nazistas. Vagões de trem já estariam sendo usados para sumir com cidadãos indesejados


NÃO SERIA A PRIMEIRA VEZApós o ataque do Japão a Pearl Harbor, em 1941, o presidente americano Franklin D. Roosevelt realocou mais de 100 mil americanos de ascendência japonesa que viviam, em sua maioria, na costa oeste do país. Isso sem contar a expulsão dos indígenas de suas terras ancestrais, no século 19. Então, os campos da Fema teriam um precedente histórico no país


CULPA DO OBAMA!Durante o governo Barack Obama (2009-2016), a teoria ganhou mais força. Discursos de senadores e deputados, programas na Fox News e filmes postados na internet espalharam seus rumores. Foi o caso de Amerigeddom, de Mike Norris (filho de Chuck Norris). Blogs revelaram que Obama estaria construindo shoppings de fachada para aprisionar americanos e que todos os portadores de armas seriam presos
Por outro lado
Teoria é mais popular na direita dos EUA
  • O Posse Comitatus espalha teorias conspiratórias há décadas e usa esse clima de paranoia em prol de sua agenda preconceituosa
  • Nos anos 2000, as lendas dos campos se esvaíram porque os EUA estavam preocupados com o terrorismo internacional – o inimigo agora estava fora do país
  • Os campos de America Under Siege são instalações da Amtrak, empresa ferroviária estatal dos EUA
  • Outros campos divulgados na internet são, na verdade, bases de treinamento das Forças Armadas
  • Os “caixões” existem. Mas eles são forros para sepulturas, usados para proteger caixões e evitar a degradação do solo de cemitérios
  • A Fema já se pronunciou publicamente sobre o assunto, e o tratou como uma teoria da conspiração sem base alguma
  • O próprio apresentador da Fox News que falou dos campos em seu programa disse que não acredita na teoria
  • Os blogs que espalharam as informações dos shoppings e dos adesivos coloridos são comprovadamente divulgadores de notícias falsas
  • A fase atual da teoria é fruto dos tempos de pós-verdade em que a internet vive. Quem quer acreditar em algo é servido por uma vasta gama de conteúdos, sem se preocupar com a veracidade
  • Trata-se mais de uma inversão de papéis em um país onde a maior parte das pessoas encarceradas foram (e são) índios e negros, não a classe média conservadora (branca na maioria)

Ficção Cientifica

O que é a teoria dos seis graus de separação?

23:43

Teoria nasceu em um livro de ficção




É uma teoria que diz que todas as pessoas estão interligadas por um número pequeno de conexões. A origem não é científica, mas literária: foi criada em 1929 pelo escritor húngaro Frigyes Karinthy no livro Tudo É Diferente. Para Karinthy, os avanços na comunicação e nos transportes fariam com que, apesar das distâncias entre as pessoas, os círculos sociais ficassem cada vez maiores.
A partir dessa hipótese, um personagem especulou a ligação entre um operário da Ford, nos EUA, e ele, em Budapeste. A ficção inspirou a realidade, e a ideia serviu de base para estudos de matemática, computação e ciências sociais que abordam o conceito de redes de influência e difusão de informação.
O primeiro testeEm 1960, o psicólogo americano Stanley Milgram enviou 300 pacotes a moradores de alguns lugares dos EUA. Junto com a encomenda, um bilhete pedia que as pessoas fizessem o pacote chegar a um homem específico de Boston. Para isso, elas deveriam enviar a caixa a um conhecido, até que ela chegasse à pessoa. Cem pacotes atingiram o destino final, e eles passaram por seis etapas
Na época digitalPesquisadores da Universidade Columbia, nos EUA, em 2002, escolheram 61.168 participantes para enviar mensagens a 18 alvos específicos, que iam de veterinários noruegueses a estudantes na Sibéria. Apesar de somente 324 mensagens terem chegado aos 18 escolhidos, os e-mails passaram por, em média, cinco a sete pessoas
No livro de rostosOs dois testes foram replicados, em 2016, pelo Facebook e sua base de 1,59 bilhão de usuários cadastrados. O resultado, obtido por meio de algoritmos estatísticos e cruzamento de dados, indicou que havia uma média de 3,57 a 4,57 graus de separação entre você, Beyoncé, o papa Francisco e o Zé da Esquina. As redes sociais aproximaram ainda mais os seres humanos. Pelo menos nos números

Famosos

Michael Jackson está vivo?

23:26

Anos após a tragédia, cresce o número de fãs que acreditam que ele "deu uma de Elvis" e está vivinho por aí...



1) Ele voltará!
Oficialmente,Michael faleceu em 25 de junho de 2009, vítima de uma parada cardiorrespiratória após intoxicação aguda com várias substâncias. Mas fãs que se intitulam “MJ Truthers” (algo como “Defensores da Verdade do MJ”) mantêm comunidades online dedicadas a angariar evidências de que a morte foi forjada. Eles acreditam que o Rei do Pop ainda fará um retorno triunfal
2) A prova sumiu
As primeiras teorias surgiram com o desaparecimento de gravações das câmeras da casa do cantor. O sistema regravava as fitas a cada 24 horas. O Departamento da Polícia de Los Angeles copiou só quatro minutos do material, que mostravam a chegada de Michael, por volta da 0h30. O vídeo dos instantes cruciais da sua morte nunca apareceu
3) Óbito postergado
A equipe de resgate já queria declará-lo como morto em sua própria casa, mas seu médico, Conrad Murray, insistiu para que o levassem para o hospital, onde o óbito só foi oficializado às 14h26. Fãs alegam que, lá, o cadáver de Soule Dmitri, um homem de 47 anos com doença terminal, teria sido trocado com o do artista, ainda vivo, para fraudar a morte.

4) Um mês sumido
Ninguém sabia o paradeiro do corpo entre o óbito e o enterro, em 3 de setembro. Acredita-se que tenha ficado na cripta de Berry Gordy, fundador da gravadora que levou o Jackson 5 ao sucesso. Como o funeral no Forest Lawn Memorial Park foi realizado com caixão fechado, alguns acham que estava vazio
5) Férias permanentes
As plásticas malfeitas, a família maluca, as acusações de pedofilia e uma dívida estimada em US$ 500 milhões teriam motivado Michael a elaborar esse “plano de fuga”. Nesse sentido, os boatos sobre o abuso de drogas e a contratação de Murray (que tinha um histórico profissional questionável) foram uma “fachada” para dar credibilidade à mentira
6) Curtindo a vida adoidado
A morte não traria problemas financeiros. Pelo contrário:Michael se tornou um dos ícones que mais faturaram após a “morte”. E, aparentemente, está gastando a grana numa volta ao mundo: desde 2009, fãs têm postado no site Michael Jackson Sightings fotos de suas “aparições” na Austrália, em Israel, na Suíça, na Croácia, no Canadá, nos EUA… O jornalista brasileiro Dirceu “Jackson” diz ter recebido e-mails do astro e divulgou vídeos que supostamente o mostram em Paris.

7) Forever young
Há várias evidências de que o cantor de “Thriller” sonhava em “viver para sempre”. Um de seus grandes ídolos era Peter Pan, o menino que nunca crescia (por isso, seu rancho se chamava Neverland – Terra do Nunca em inglês). O próprio Michael admitiu, nos anos 80, que dormia em uma câmara de oxigênio, supostamente capaz de prolongar o tempo de vida
POR OUTRO LADO…
Evidências médicas comprovam a saúde delicada do Rei do Pop
– As autópsias oficiais e a investigação do Departamento de Polícia da Califórnia não deixam margem para dúvidas:Michael, de fato, está morto
– Atenção constante da mídia, dívidas, ansiedade e trabalho estressante são motivos plausíveis para o tratamento de insônia requisitado ao médico
– Da mesma maneira, esforço físico regular, saúde debilitada e remédios pesados também são fatores plausíveis para a parada cardiorrespiratória que o matou
– A autópsia detectou 3,2 microgramas do poderoso anestésico propofol por mililitro de sangue de Michael. Segundo especialistas, a quantidade seria suficiente para realizar uma grande cirurgia. Além disso, também foram detectadas substâncias como efedrina, lidocaína e os sedativos lorazepam, idazolam e diazepam
– Murray foi considerado culpado em 2011 e passou dois anos na prisão. Se Michael tivesse forjado a própria morte, Murray certamente saberia.Nãofaria sentido que ele permitisse que sua carreira fosse arruinada por um crime que não cometeu
– As “aparições” podem ser exemplos de pareidolia, um fenômeno psicológico que faz as pessoas enxergarem aquilo que querem ver

Famosos

Michael Jackson foi assassinado?

20:38

Além da tese de que o cantor está vivo, há outro rumor igualmente popular e assustador: o de que sua morte não foi como foi...



1. Na mira dos poderosos
Para parte dos “MJ Truthers” (“Defensores da Verdade MJ”), a morte foi encomendada por figuras poderosas da mídia mundial. Vários desses fãs compilaram entrevistas de Michael e seus familiares defendendo a teoria. Confira um deles clicando aqui e outro clicando aqui. Os culpados variam: a gravadora Sony, a empresa de turnês AEG ou até os Illuminati
2. Um alvo nas costas
Michael teria deixado evidências em suas músicas de que era perseguido pelos Illuminati – suposta sociedade secreta com pessoas influentes na economia, no governo e na mídia. “They Don’t Care about Us”, que aparentemente fala sobre racismo, seria, na verdade, uma referência a eles. As capas de Dangerous e Blood on the Dance Floor incluiriam denúncias subliminares
3. Primeira tentativa
LaToya Jackson já afirmou publicamente que acredita que os Illuminati tenham assassinado seu irmão. A primeira tentativa teria sido em 2005. A pedido da família, o amigo Dick Gregory visitou o astro alguns dias após seu segundo julgamento por pedofilia. Gregory encontrou Michael fraco, desidratado e há dias sem comer, alegando que estavam tentando envenená-lo
4. Esquisitice forjada
Como Michael ameaçava revelar a conspiração, o jeito seria sabotá-lo. Pedofilia, obsessão por plásticas, vício em remédios: todos esses escândalos teriam sido forjados para minar sua credibilidade. Endividado, ele poderia ser mais valioso morto – o que de fato se confirmou. De 2009 até hoje, a empresa que administra seus bens faturou US$ 520 milhões
5. Troca de farpas
A Sony também teria motivos para vê-lo a sete palmos. Eles tiveram uma negociação de contrato turbulenta (e pública) em 2000.Michael queria sair da gravadora após o disco Invincible. A empresa teria vazado “You Rock My World” para contrariá-lo e, em resposta, ele se recusou a participar do clipe de “Cry”. A Sony retaliou: parou de divulgar o álbum três meses após lançá-lo.Em uma entrevista de 2002,Michael chamou Tommy Mottola, então chefe da Sony, de “maligno” e “racista”

6. Até a última gota
Em 2007, o conflito foi com a AEG Live, uma das maiores produtoras de show do mundo, que o contratou para a turnê This Is It. Havia dúvidas se a empresa estava exigindo demais do astro. O filho mais velho do cantor, Prince Jackson, revelou posteriormente que o pai sempre chorava após falar com executivos da AEG no telefone. “Eles vão me matar”, repetia
7. Coquetel explosivo
O desentendimento com a AEG foi parar nos tribunais. A família Jackson a acusou de pressionar Conrad Murray, médico do cantor e condenado pela sua morte, a insistir em tratamentos perigosos que davam a Michael disposição para os ensaios. O presidente da empresa, Randy Phillip, teria, inclusive, visitado o cantor na noite anterior à sua morte e discutido com Murray...


POR OUTRO LADO
Não faria sentido à sSony e à AEG matar um astro tão rentável
– De acordo com a autópsia, o consumo de drogas não era fachada: foram encontradas altas quantidades de substâncias como propofol, lorazepam, idazolam, diazepam, efedrina e lidocaína em seu corpo
– O médico Wallace Goodstein, que dividia clínica com o cirurgião plástico deMichael, contou que o astro visitava o local a cada dois meses e que, em dois anos,Michael teria feito entre dez e 12 operações
– A paranoia de Michael era notória e pode ter sido reforçada pelo consumo de certos remédios. Isso explicaria suas suspeitas de envenenamento ou perseguição.


– Em 2013, a produtora AEG foi absolvida das acusações de participação na morte do cantor;
– Considerando a pré-venda de ingressos e dos direitos de exibição ou adaptação, os dez primeiros dos 50 shows já renderiam cerca de quatro vezes o valor do investimento da AEG. Por que, então, a empresa o mataria antes da estreia?
– Em seus 30 anos na Sony,Michael bateu recordes de Elvis Presley e dos Beatles, vendendo mais de 300 milhões de álbuns. Não faria sentido a gravadora matar sua “galinha dos ovos de ouro”

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