Religião

Quais eram os três segredos de Fátima?

18:28

Há 100 anos, três crianças de Portugal relataram ter ouvido profecias apocalípticas de uma aparição da Virgem Maria. Milagre, delírio ou golpe da Igreja?


1) LIÇÕES DO ALÉM

Em 1916, um ano antes das aparições da santa, as crianças Lúcia (10 anos), Francisco (9 anos) e Jacinta (7 anos) teriam vislumbrado um anjo enquanto pastoreavam ovelhas na zona rural da cidade de Fátima, em Portugal. 
Segundo o suposto mensageiro divino, suas visitas eram para ensinar a elas orações de perdão e de invocação da Virgem Maria.


2) ENCONTRO MARCADO

Em 13 de maio de 1917, por volta do meio-dia, as crianças rezavam no pasto quando foram surpreendidas por um forte clarão. Prestes a fugirem, viram flutuando sobre uma pequena árvore uma santa “mais brilhante que o Sol”. 

Ao se aproximarem, Virgem Maria teria lhes dito que deveriam orar pelo mundo e voltar àquele lugar todo dia 13 para receber três profecias sagradas.



3) HOMENS DE POUCA FÉ
Os encontros com data marcada em frente à árvore acabaram levantando suspeitas na vizinhança. 
O então administrador da região, Artur de Oliveira Santos, prendeu as crianças em uma dessas ocasiões. Interrogadas, elas revelaram as aparições da santa, mas nada sobre seus segredos.
 A notícia repercutiu pelo país e o caso passou a ser acompanhado a distância, mas sem interferências.
4) O SOL QUE BAILA
Para 13 de outubro, o trio previu um milagre no Sol. Segundo o jornal O Século, 40 mil romeiros foram a Fátima nessa data, e teriam avistado no céu um globo luminoso que girava sobre si mesmo e movia-se em ziguezague do nascente para o poente, por cerca de dez minutos. 
Luzes coloridas refletiram na paisagem e nas pessoas, que também relataram curas inexplicáveis.

5) DIÁRIOS DA NOVIÇA
Encerradas as aparições, em 1918 os irmãos Francisco e Jacinta contraíram gripe espanhola ao mesmo tempo e morreram logo depois. Eles se tornaram os mais jovens santos não mártires na história da Igreja Católica. Lúcia, que era prima deles, tornou-se freira. Na década de 1940, entregou ao arquivo secreto do Vaticano quatro livros de memórias em que relatou, além das aparições do anjo e da Virgem Maria, suas supostas profecias.

6) VINDE A MIM OS RUSSOS
A Igreja revelou as duas partes do segredo pouco após a sua entrega. Intituladas respectivamente de “A visão do inferno” e “O imaculado coração de Maria”, descreviam a destruição das almas pecadoras e uma súplica à Rússia para que se convertesse à Virgem Maria. Do contrário, os erros dessa nação trariam guerras para o mundo e perseguições aos cristãos.

7) PAPA EM PERIGO
O terceiro segredo, “O atentado ao papa”, foi revelado só em 2000, a pedido de João Paulo 2º. Embora abordasse o extermínio de todo o clero católico, a profecia foi tratada pelo Vaticano apenas como um livramento (salvação por interferência divina) ao atentado que o papa sofreu na Praça de São Pedro, em 13 de maio de 1981, mesmo dia e mês em que teria ocorrido a primeira aparição.

EXPLICANDO A VERDADE

O caso emergiu em um momento bastante delicado para a Igreja, para Portugal e para o mundo
– No ano das aparições, Portugal atravessava uma das maiores crises de sua história. Cerca de 55 mil homens haviam sido enviados para a 1ª Guerra Mundial e a população sobrevivente, em boa parte pobre e sem educação formal, encontrava conforto na fé católica.
– Segundo jornais da época, Santos prendeu as crianças por desconfiar que estivessem sendo orientadas pela Igreja a incitar uma manifestação contra o Estado. Isso porque, com o fim da monarquia em 1910 e as novas leis da República, a Igreja havia perdido vários benefícios.
– O segundo segredo pode ter sido uma reação da Igreja à Revolução Russa, em 1917. O comunismo fazia forte oposição à fé católica e ao Vaticano, que perderia poder caso essa ideologia avançasse.
– O papa Bento 16, que ficou encarregado de interpretar o terceiro segredo, nunca tratou o assunto como “aparições” de Maria, mas como “visões” de “linguagem simbólica de difícil decifração”.
– O investigador paranormal Joe Nickell sugere que o milagre no Sol foi um parélio. Esse fenômeno atmosférico raro acontece quando a luz solar penetra nuvens de cristais de gelo capazes de repartir os raios, fazendo aparecer “mais sóis” no céu.
– Em The Vatican Billions, o pesquisador britânico Avro Manhattan afirma que a Igreja inventou aparições de diversas “Nossas Senhoras” para enriquecer. Só o Santuário de Fátima arrecadaria, em média, 8 milhões de euros por ano.
– As visões revigoraram a imagem da Igreja Católica vitimada, dando-lhe “uma forte erupção do sobrenatural em um momento difícil”, segundo o monsenhor Carlos Azevedo, que chefiou a compilação dos volumes sobre Fátima.
– De acordo com o escritor e especialista em fenômenos da fé Manuel Arouca, que teve acesso aos escritos apocalípticos redigidos pela irmã Lúcia, o fatal atentado contra o papa ainda vai ocorrer. E no próprio Santuário de Fátima, em Portugal.

FONTES Livros The Vatican Billions, de Avro Manhattan, e As Memórias de Irmã Lúcia, de Lúcia de Jesus Santos; sites Santuário de Nossa Senhora de Fátima Vatican.va

Historia

O que foi a Reforma Protestante?

16:56

Ruptura da Igreja aconteceu 500 anos atrás


Foi um movimento religioso que se voltou contra ações e regras da Igreja Católica. O principal agente da Reforma foi o monge alemão Martinho Lutero (1483-1546), que, em 1517, publicou 95 teses que fundamentalmente criticavam a venda de indulgências (quando a Igreja “concedia” o perdão divino a qualquer pessoa que pagasse). O ato deu origem a um processo de ruptura que abalou seriamente o domínio católico na Europa Ocidental e permitiu o surgimento de ramificações do cristianismo, como o luteranismo, a primeira religião protestante.
VISIONÁRIOS E REVOLUCIONÁRIOSA Reforma ocorreu no século 16, mas, antes disso, pensadores já condenavam as práticas da Igreja, como o teólogo inglês John Wycliffe (1320-1384) e o filósofo tcheco Jan Huss (1369-1415). Wycliffe quis que a Igreja se limitasse às questões espirituais, deixando a política ao Estado. Já Huss iniciou um movimento baseado nas ideias de Wycliffe e se opôs à venda de indulgências e à riqueza do clero
O PODER DA GRANAA Reforma ganhou força nos âmbitos econômico e político porque a Igreja incomodou a nobreza: os senhores feudais tinham que pagar tributos que eram controlados pelo papa. A classe burguesa, por sua vez, também apoiava o movimento, pois ele defendia as ideias de prosperidade e acúmulo de capital, fatores importantes naquele período, marcado pela transição do feudalismo para o sistema mercantil
QUEM ESTUDA SABEO movimento foi apoiado por estudiosos da época. No Renascimento, antes mesmo da insurgência de Lutero, pesquisadores europeus estudaram os primórdios do cristianismo e tiveram acesso a textos bíblicos originais (escritos em grego e hebraico). Tendo em mãos os dogmas antigos, eles começaram a questionar as mudanças e as ações da Igreja
SANTA BRIGAA Reforma Protestante também foi apoiada por pensadores e religiosos – incluindo os próprios católicos. Eles identificaram abusos de poder da Igreja Católica, que era fortalecida pelo seu poderio econômico e pela sua influência política e social. Começaram, assim, a questionar a moralidade da Igreja e a pedir mudanças em sua estrutura
APOIO VIZINHOApesar de o alemão Lutero ser a principal figura da Reforma, o movimento também ganhou força em outros países europeus. O padre suíço Ulrico Zwinglio, por exemplo, foi um dos membros mais importantes. Além de criticar a venda de indulgências, ele ainda defendia que os cristãos deveriam seguir os ensinamentos da Bíblia sem a interpretação de padres
MEU DIVÓRCIO, MINHAS REGRASA Igreja Católica perdeu território quando o protestantismo se espalhou pela Europa e incentivou o surgimento de novas crenças cristãs. A religião anglicana foi criada em 1533, pois o rei inglês Henrique 8º desejava se divorciar da mulher – mas o papa não autorizou a separação. Além de fundar outra religião, o monarca confiscou parte das terras e dos bens católicos
MINHA CIDADE, MINHAS REGRASO calvinismo foi outra doutrina popular. Concebida a partir das ideias radicais do advogado francês João Calvino, ela não só rejeitou a autoridade do papa como também defendeu que Deus já predestinava certas pessoas para a salvação. Em 1536, Calvino criou, em Genebra, um sistema de governo baseado nessa crença
FILHOS POPULARESAs dissidências da Reforma propiciaram o surgimento de outras religiões cristãs, como a presbiteriana e a metodista, além das pentecostais e neopentecostais. Hoje, as fés protestantes agregam 784 milhões de fiéis no mundo, enquanto os católicos são 1,4 bilhão. No Brasil, 29% da população é protestante, enquanto 64,6% é adepta do catolicismo.
Fontes Livros Da Reforma à Contrarreforma – O Cristianismo em Crise, de Fernando Seffner, e História do Protestantismo, de Jean Boisset; CNBB e Pew Research Cente

Religião

TORÁ: DESCUBRA 19 FATOS SOBRE O LIVRO SAGRADO DO JUDAÍSMO

16:56

1 – A palavra “Torá” — ou Torah — vem do hebraico e tem como significado “instrução”, “ensinamento” ou “apontamento”;
2 – A Torá constitui a base e o fundamento do judaísmo e corresponde aos cinco primeiros livros do Tanakh — conjunto de textos sagrados dividido em 24 livros que, juntos, seriam equivalentes à Bíblia Hebraica;
3 – Os cinco livros são conhecidos como “Cinco Livros de Moisés” — ou, em hebraico, como Chameesha Choomshey Torah — e são eles: o Bresheit (Gênesis), Shemot (Êxodo), Vayicra (Levítico), Bamidbar(Números) e Devarim (Deuteronômio);


4 – Os seguidores do judaísmo acreditam que Deus ditou a Torá a Moisés no Monte Sinai, 50 dias após o êxodo dos hebreus de sua vida de escravidão no Egito;
5 – Os seguidores dessa religião também acreditam que a Torá mostra como Deus quer que os judeus vivam suas vidas — e ela traz 613 mandamentos em seus textos sagrados;
6 – Os textos presentes nas Torás que são usadas nas sinagogas hoje em dia são exatamente iguais aos que se encontravam no livro sagrado original — contendo as instruções recebidas por Moises há cerca de 3,3 mil anos;


7 – Existem exatamente 304.805 letras — do hebraico — em uma Torá, e cada página que existe nela conta com 42 linhas;
8 – Não é qualquer pessoa que pode transcrever os textos da Torá! Apenas os sofer, isto é, escribas comprovadamente devotos e especialmente treinados para a tarefa, estão autorizados a redigir o livro sagrado;
9 – Aliás, para poder transcrever a Torá, os sofer precisam conhecer mais de 4 mil leis judaicas — e a transcrição demora, em média, entre um ano e um ano e meio para ser finalizada;


10 – O longo período se deve ao fato de o texto ser completamente redigido à mão — com o emprego de plumas (geralmente de ganso) e com o uso de uma tinta preparada especialmente para a tarefa;
11 – Durante o árduo trabalho, se o sofer cometer qualquer errinho ou mesmo grafar um caractere com formato que não corresponda ao ideal, a transcrição inteira é invalidada e o escriba precisa recomeçar a cópia;
12 – E tem mais: o nome de Deus — também composto por quatro letras em hebraico — é considerado tão sagrado no judaísmo que, cada vez que o sofer precisa escrevê-lo, antes ele deve tomar um banho em um ritual chamado mikvah;


13 – A Torá, como você já deve ter visto, não costuma ter o formato de um livro comum. Ela é feita em pergaminho e consiste em várias páginas (geralmente entre 62 e 84 no total) que são costuradas para formar um longo rolo cujas extremidades ficam presas a duas hastes de madeira chamadas atzei chaim — ou “árvores da vida” em hebraico;
14 – Os pergaminhos são feitos a partir da pele de animais e, no caso da Torá, eles são tipicamente produzidos a partir da pele de vacas kosher — ou seja, abatidas de acordo com as leis judaicas. Após serem preparados por meio de um complexo processo, os pergaminhos são costurados com os tendões dos bichinhos;
15 – Depois de finalizada, uma Torá costuma pesar por volta dos 10 kg — embora existam exemplares com mais de 20 kg;


16 – Por conta do peso, da fragilidade e da importância da Torá para os judeus, é recomendado que, quando um visitante vai a uma sinagoga e, por alguma razão, recebe a honra de segurar o livro sagrado, que ele pergunte como deve manipular o objeto. Derrubar a Torá é considerado uma falta grave e todos os membros da congregação devem jejuar por 40 dias;
17 – Ao longo do ano, os seguidores do judaísmo leem a Torá do começo até o final — reiniciando a leitura após o Ano-Novo Judaico;
18 – Nas sinagogas, a leitura da Torá consiste em um ato público que costuma acontecer três vezes por semana, e o texto pode ser entoado na forma de uma melodia conhecida como trop;
19 – Apesar de a Torá ser considerada incrivelmente sagrada e reverenciada, os seguidores do judaísmo não a veneram como objeto, mas sim os ensinamentos, as revelações e os milhares de anos de tradição que ela representa.

Religião

Qual a origem dos sete pecados capitais?

12:05

Gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça, inveja...



Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça inveja. Porém, não há uma real menção deles no livro sagrado, ou seja, sem sete pecados na bíblia. 

A lista só se tornou “oficial” na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm.
O termo “capital” deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as “líderes” de todas as outras.
E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus.


A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais – humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos.
Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.

Mistério

Os Anjos Possuem Sexo?

12:19


A Sexualidade dos Anjos

Sobre a sexualidade dos anjos, a Bíblia nos dá a entender que muitas vezes estes apareceram em forma humana. Partindo desse ponto, muitas pessoas vincularam definitivamente os seres celestiais à forma humana e passaram a associá-los a diversas características e limitações do ser humano. Entre esses aspectos está a questão da sexualidade. Os anjos têm sexo?
Procurando respostas a essa pergunta nos dedicamos ao exame das escrituras e de alguns comentários, conforme apresentamos na seqüência.

DEFESA DA SEXUALIDADE DOS ANJOS

Russel Norman Champlin, no Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, ao comentar a epístola de Judas, afirma que os anjos cometeram o pecado da concupiscência e se prostituíram com mulheres. Tal argumento está baseado na interpretação de que os “filhos de Deus” mencionados em Gênesis 6 são anjos. Entretanto, em sua Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, o mesmo autor vacila em suas colocações e chega a dizer que os anjos não têm sexo, citando Mateus 22:30.
Quanto ao texto de Gênesis 6, são muitos os teólogos que afirmam que aqueles “filhos de Deus” são anjos. Este é o principal ponto de apoio para os que defendem que os anjos são seres sexuados.
Bancroft afirma que, segundo Mateus 22:30, os anjos no céu não se casam, mas isto não significa que eles não tenham sexo. Diz ainda, que as escrituras ensinam a sexualidade dos anjos ao referir-se a eles através de termos masculinos. O mesmo teólogo conclui que todos os anjos são do sexo masculino e que o casamento não está no plano de Deus para eles. O assunto é encerrado nesse ponto, sem apresentar nenhuma finalidade para a aludida “mono-sexualidade” angelical.

OBJEÇÕES À SEXUALIDADE DOS ANJOS

Myer Pearlman afirma que “os anjos são sempre descritos como varões, porém não têm sexo; não propagam a sua espécie”.
Severino P. Silva entende, pelos textos de Col.1:16-17 e Gn.2:1 , que os anjos foram criados simultaneamente. Assim, depois disso nenhum anjo foi acrescentado ao número inicial. Desse modo, estaria descartada a possibilidade de reprodução angelical e, conseqüentemente, eliminada a necessidade de sexo. Afirma ainda que, os anjos não constituem uma raça. Cada anjo é uma criação original. Os anjos compõem uma companhia ou diversas companhias.
Por esta causa não propagam a sua espécie; eles não têm sexo, ainda que citados no sentido masculino, porém neste campo são neutros. As escrituras jamais inferem aos anjos pronomes femininos. Seus nomes são poucos e limitados nas escrituras, mas os que são dados são nomes masculinos. Miguel, Gabriel, Maravilhoso, entre os bons; e Satanás, Abadon e Apolion, entre os maus.
Na Bíblia sempre lemos frases assim : “filhos de Deus”, “filhos dos homens”, “filha das mulheres”, mas nunca lemos “filhos dos anjos”. Severino P. Silva opõe-se veementemente à tese de que os “filhos de Deus” citados em Gênesis 6 possam ser anjos, pelo fato de tal argumento não comungar com o ensino bíblico geral.
Louis Berkhof diz apenas que os anjos não têm corpos e não se casam.
O Manual de Doutrinas da Igreja Metodista Wesleyana afirma que os anjos não têm sexo.

CONCLUSÃO
Os anjos não têm sexo. O texto usado para defender a sexualidade dos anjos, Gênesis 6, é um texto obscuro, e, por isso, é interpretado erroneamente. Entretanto, o texto que nega tal sexualidade é cristalino em sua clareza. Jesus disse em Mateus 22:30 : “Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” Dizer que os anjos têm sexo apesar de não poderem se casar é, no mínimo, absurdo.
Como já dissemos, a questão da sexualidade dos anjos é fruto de uma imaginada equivalência entre seres humanos e celestiais. Este tipo de associação mitológica é uma fraqueza do ser humano, que o leva a fazer imagens de escultura e distorcer até mesmo conceitos a respeito da pessoa de Deus. É a tentativa de encaixar as realidades espirituais nas pequenas fôrmas da realidade natural.
O antropomorfismo utilizado pelos anjos em suas aparições não nos autoriza a concluir que eles possuam sexo. Da mesma forma como a aparição de serafins com asas não constituem informação suficiente para concluirmos que eles possam botar ovos.
Quem pensa que anjo tem sexo, segue o tipo de “lógica” que pode levá-lo a crer que o próprio Deus possa ser sexuado pelo fato de ter um Filho. Sabemos, porém, que nada disso faz sentido. Os seres humanos podem ser filhos de Deus ou filhos do Diabo sem que isso signifique a existência de alguma sexualidade espiritual.

Perguntas & Respostas

O que acontece em uma cerimônica wicca?

14:10

Religião quase desapareceu durante a Idade Média.



Cerimônia WiccaDe todas as linhas do neopaganismo que entraram em voga a partir do século 20, a wicca é a que tem mais adeptos. Ela se baseia em tradições do norte da Europa e da Grã-Bretanha que datam de mais de 2 mil anos atrás e que haviam sido praticamente exterminadas durante a Idade Média. Os seguidores da wicca acreditam na existência de dois deuses, um masculino e um feminino, e dizem que é possível mobilizar as forças da natureza e as energias que nos cercam para curar doenças e tratar problemas psicológicos
Religião – Neopaganismo Wicca
Surgimento – Século 20, Reino Unido
Onde é mais praticada – Europa, América do Sul, Austrália e Estados Unidos
Praticantes – 2 milhões

1. VARRIÇÃO COMPLETASete em cada dez praticantes são mulheres. Em geral, os rituais acontecem em clareiras de bosques, à noite, e começam da mesma forma: a sacerdotisa empunha uma típica vassoura de bruxa, com cerdas de palha e cabo decorado com pinturas e ervas purificadoras, como alecrim e arruda. Nessa varrição espiritual, as cerdas jamais encostam no chão. O objetivo é limpar o local de toda carga negativa
2. DECORAÇÃO MINUCIOSADepois da limpeza, o altar é posicionado pela sacerdotisa, que coloca, sobre ele, uma toalha, velas de cores variadas, um punhal chamado athame, copos, água, incensos, sal marinho e uma joia em forma de pentagrama. Como decoração extra, flores e frutas. A cor das velas, assim como a escolha das flores e das frutas, depende de cada ritual
3. CÍRCULO LACRADOAntes do ritual, todos os participantes devem tomar um banho especial, à base de ervas diluídas em água. Eles vestem roupas confortáveis e de cor clara. Quando todas as pessoas estão posicionadas, a sacerdotisa marca um círculo de proteção no chão, decorado com rosas e cordões. Depois de traçado, ninguém pode entrar ou sair da roda
4. REZA NA BÚSSOLAA cerimônia começa com um chamado para os quatro elementos, representados pelos pontos cardeais. Norte, sul, leste e oeste significam, respectivamente, ar, fogo, água e terra. Para cada um deles existe uma oração específica. Na sequência, todos invocam o deus e a deusa (eles não têm nomes específicos). Para cada oração, há, de novo, velas de cores diferentes.
5. CURA PARA TODOSAs participantes entoam cânticos que ajudam a sacerdotisa a entrar em conexão com o mundo espiritual. Ela usa as ferramentas posicionadas no altar para cuidar da saúde das pessoas. Bafora fumaça e asperge água (mais ou menos como o padre faz com água benta) nas pacientes, a fim de tratar doenças, como depressão e manchas inexplicáveis
6. TAÇA E CALDEIRÃONão existe ritual sem caldeirão. Dentro dele fica um acendedor de lareira ou álcool, com galhos e ervas perfumadas. O fogo fica aceso durante toda a cerimônia e os fiéis se aproximam da fumaça que sai dele em busca de limpeza espiritual. As taças colocadas no altar podem ter água ou vinho previamente consagrado e são compartilhadas em celebração
7. VELAS APAGADASO ritual dura várias horas. No encerramento, o grupo se ajoelha diante do altar e reza para a deusa e para o deus, agradecendo pela vida e pelos trabalhos realizados. Depois, repete a saudação aos elementos. As velas são apagadas com os dedos molhados ou um abafador – nunca se deve assoprar a chama, porque ela espalharia energia negativa
8. TUDO ANOTADINHOA sacerdotisa mantém um diário em que registra o ritual, seus participantes, as magias usadas e os resultados. Os cadernos formam o chamado Livro das Sombras, que deve ser escrito a mão. Cada bruxa tem seu próprio diário, mas existe um livro geral, que serve de base a todas elas.
UMA ÚLTIMA CURIOSIDADE – Não existem regras fixas para o jeito de se vestir durante o ritual. Em alguns lugares, como na Inglaterra, é comum que todos participem nus...

Perguntas & Respostas

O que é o golem judaico?

14:02

Tradição diz que boneco surgiu na República Tcheca, no século 16.



Religião – Judaísmo
Surgimento – Século 10 a.C., Israel
Onde é mais praticada – Israel, Europa, Américas do Norte e do Sul
Praticantes – 14 milhões



1. FORÇA E OBEDIÊNCIAPara os fiéis, o golem é um ser feito de barro, que ganha vida por magia e faz tudo o que seu criador manda. Como tem uma força descomunal, ele é muito útil para defender pessoas. Mas também pode ser feito em tamanho menor para enviar mensagens. O ritual de criação vem sendo executado desde o século 16, seguindo as regras descritas no livro Sefer Yetzirah(“Livro da Criação”)
2. SANGUE DE CORDEIROAntes de começar a desenvolver a criatura, o rabino seleciona as características que ela vai ter. Com base nessa decisão, ele escolhe o sigil, o símbolo que vai representá-lo. Depois, vai até um cemitério, onde recolhe terra logo abaixo da superfície do solo. Ele mistura o material com água e o sangue de um cordeiro sacrificado. O barro resultante ganha forma sozinho
3. PERSONALIDADE DESENHADANo peito do ser de barro, o rabino desenha o sigil. A ilustração é importante porque tem relação direta com algum anjo ou demônio que vai influenciar a personalidade do monstro. O criador desenha também um círculo de giz em torno do golem e então o convoca a ganhar vida. Os dois negociam por quanto tempo o monstro vai ser obediente
4. BARRO NA ÁGUAPorém, o golem pode atuar por no máximo um mês. Depois, ele sairia de controle. Quando o período combinado acaba, o criador recita uma oração de expulsão. Usando os dedos molhados com água, o rabino apaga o sigil do golem, que perde os movimentos. Na sequência, leva o monstro, agora inanimado, para um local com água corrente e retira pedaços do barro lentamente

MONSTRO DE PRAGA
De acordo com a tradição, o primeiro rabino a tentar criar um golem foi o polonês Judah Loew ben Bezalel. No século 16, ele teria feito um ser de barro para defender o gueto de Praga, na República Tcheca. Seria uma criatura poderosa, muito forte, capaz até mesmo de ficar invisível. Mas tinha a desvantagem de não poder agir aos sábados, em obediência à lei judaica. Até hoje, os moradores de Praga exibem com orgulho camisetas, pôsteres e bonecos dele, que virou uma espécie de símbolo turístico da cidade, ao lado do escritor Franz Kafka

Mistério

10 MISTÉRIOS NUNCA DESVENDADOS SOBRE O DIABO

12:06


Satã, diabo, tinhoso, Lúcifer, satanás… são tantos apelidos para ele, que fica difícil saber qual realmente é seu nome, se é que ele tem um. Satã é uma das figuras mais populares na religião moderna e na cultura pop, mas suas aparições em textos religiosos tendem a ser confusas. Consequentemente, há uma série de mistérios sobre ele, que são praticamente impossíveis de desvendar até hoje. Vamos mostrar alguns a seguir.

Seria ele a serpente no Éden?



A serpente que induz Eva a comer o fruto proibido tem sido interpretada como sendo o diabo, mas a Bíblia nunca especificou isso; as pessoas só assumem assim porque a serpente aparentemente utiliza artimanhas parecidas com as de Satã. Na verdade, a histórias original de Gênesis até descarta essa ideia e refere-se à serpente como “a mais inteligente entre as bestas dos campos”. Nunca foi nos dito em momento algum no velho testamento de que Satanás seria realmente a serpente que induziu Eva a pecar, pela desobediência. 

Estudiosos da Bíblia argumentam que a ideia de Satanás não foi desenvolvida quando o livro de Gênesis foi escrito. Mas se a serpente não é o diabo, o que ela realmente é? Apenas uma cobra falante? Se for isso mesmo, é apenas animal inteligente que aparece na Bíblia. De qualquer forma, Gênesis afirma que, por ter tentado Eva, a serpente recebeu a punição de rastejar sobre o chão pisado pelos humanos. Então, se Lúcifer fosse mesmo a serpente do Éden, ele não deveria rastejar também? Afinal a cobra não poderia pagar por ter sido personificada ou até mesmo, possuída. 

Quem disse a Davi para fazer um censo?



Em Samuel 2, Deus, não contente com as atitudes do povo de Israel, incita o rei Davi a realizar um censo do seu povo, mas ele logo percebe que o censo não era algo puro e Deus, irado, castiga sua terra com uma praga. Em Crônicas 1v21, todavia, quando essa história é novamente abordada, quem aparece como responsável por incitar Davi, é o diabo. Estas duas passagens da Bíblia aparentemente se contradizem. Quem induziu Davi ao censo pecaminoso?
Esses comentários refletem dois aspectos do mesmo incidente. Satanás instigou o espírito independente que conduziu Davi a numerar o povo, mas somente Deus permitiu que ele fizesse isso, para que o poderoso plano divino pudesse se realizar.

Ele tem um nome?



Todo ser tem um nome para distingui-lo. Atualmente há milhões de pessoas que ousam negar a existência do diabo, porém a Bíblia ensina que ele é real e maligno. Aparece na Bíblia sob vários nomes além Satanás.
“Satanás” é uma palavra hebraica que significa “adversário” ou “acusador”. A palavra “diabo” (diabolôs) também significa “acusador” e é apenas uma tradução grega de Satã. Normalmente chamamos de “o diabo”, mas quando utilizamos “Satanás”, tratamos como se fosse um nome, sem utilizar a preposição “o”. Porém, como vimos, se tratarmos assim estaremos cometendo um erro, já que “Satanás” e “diabo” designam a mesma coisa. Também não é Lúcifer, pois a Bíblia utiliza esse nome para falar sobre o rei da Babilônia. Tampouco é Belial ou Belzebu. Então, ele tem um nome ou não? Aparentemente, se há um nome, não temos ideia o qual é.

Por que acreditamos que ele é o rei do inferno?


Todo mundo acredita que quem governa o inferno é Satã, e que ele passa seu tempo torturando algumas almas. Só que essa não é a crença das religiões monoteístas. E, obviamente, não há afirmações sobre isso na bíblia, onde ele é apenas associado ao inferno no sentido de que ele permanecerá lá no juízo final. Então de onde veio essa ideia de que Satanás é o rei do inferno? Bem, é um mistério.

A teoria mais popular é que ele foi confundido com deuses greco-romanos do submundo, como Hades. Outra teoria aponta para o Zoroastrismo, fazendo ligação com Angra Mainyu, que atormenta os ímpios depois da morte. Enquanto não há outra resposta para isso, a crença do rei do inferno continua popular. Lembrando que na bíblia e nem no torá temos menção de um inferno. Muitos cristãos afirmam inclusive que ele vive aqui na terra, entre nós.

O mesmo satanás aparece no novo e no velho testamento?

Um anjo conhecido como “o Satanás” faz duas grandes aparições no antigo testamento. Em sua primeira aparição, ele e Deus estavam dialogando, quando Deus menciona que o Jó é seu mais fiel seguidor. Ele então descorda de Deus e afirma que Jó têm uma vida ótima, mas que se as coisas não continuassem assim, ele deixaria de seguir Deus. Deus não concorda e permite que ele comece a observar Jó de perto, para ter a prova de que estava errado. Sua segunda aparição é em Zacarias, onde o sacerdote Joshua está à frente do tribunal celestial. Satanás acusa Joshua, mas um anjo o defende.
Em ambas as ocasiões ele parece estar servindo a Deus, como uma espécie de promotor celestial. No entanto, pelo novo testamento, Satanás é explicitamente o “Rei dos demônios” e aparece como maligno. Então seu papel mudou de um testamento para o outro? Ou não seriam menções da mesma entidade, já que “satanás” é apenas um título? 
Outro contraponto é que muitos cristãos consideram que os deuses de outras comunidades mesopotâmicas seriam demônios servos de Satã.

Ele tem poder na terra?



A maioria das versões populares sobre Satã lhe atribui grandes poderes, mas o ser bíblico é realmente assim tão poderoso aqui na terra? Isso é um pouco incerto. No antigo testamento, ele é capaz de, instantaneamente, arruinar a vida de Jó, mas só depois que Deus lhe dá permissão. No novo testamento, ele apenas instiga Jesus a usar seus poderes. Por exemplo, quando Jesus está com fome, Satã lhe diz para transformar pedras em pão, mas não se oferece para fazê-lo.
Por outro lado, Marcos 5 e Lucas 8 afirmam que Jesus expulsou demônios que possuíam dois homens, o que dá a entender que os demônios, ou Satã, podem possuir as pessoas de alguma forma. Satã também oferece a Jesus “todos os reinos do mundo” apesar de não ficar claro se ele realmente pode fazer isso. No entanto, a posição oficial dos maiores grupos cristãos é que Satã não tem o poder para mais do que tentar as pessoas ao pecado.

Como foi criado sua imagem?



Atualmente conhecemos uma imagem do diabo “clássico”, que inclui chifres de cabra, pernas e uma forquilha. Em desenhos ele ainda pode aparecer com a pele de cor vermelha. Porém, nenhum desses detalhes aparecem na Bíblia. Então de onde vieram?
O chifre de cabra pode ter vindo do Deus grego Pã, que era muito temido por todos que precisavam atravessar florestas e bosques, especialmente quando estas travessias eram durante a noite. As trevas e a solidão acabavam fazendo com que as pessoas ficassem aterrorizadas, com muito medo súbito e sem explicação aparente, e acabavam associando esse medo ao deus Pã (“pânico”). A forquilha pode ser o tridente de Poseidon. A cor pode vir do grande dragão vermelho, descrito no livro do Apocalipse. Mas estas teorias são nada mais que palpites. Da mesma forma como falamos nos itens anteriores, ninguém realmente sabe. 
A ideia central seria de um ser andrógeno, ou pelo menos de aparência masculina, com traços normais, já que assim são apresentados os anjos na cultura hebraica. Outro detalhe seria de que ele poderia se personificar em quaisquer coisas, assim como fez no caso da serpente, para aqueles que acreditam nesta teoria.

O que é Satã para o islamismo?



No Islã, al-Shaytan (“o Satanás”) é um ser conhecido como Iblis. No Alcorão, Allah faz Adão de barro e ordena que os anjos se curvem à sua criação. Iblis, porém, se recusa a curvar-se, dizendo: “Eu sou melhor que ele; você me criou de fogo e ele de lama.” Allah se enraivece, mas concorda em adiar a punição enquanto Iblis tenta provar ele mesmo instigando os seres humanos a pecar. Os estudiosos ficam divididos sobre o que é realmente Iblis.
No Islamismo existem três categorias de seres: os anjos, os seres humanos e espíritos conhecidos como gênios, que eram feitos de fogo e que ganhavam o livre arbítrio. Por um lado, o Alcorão afirma que Allah comandou os anjos, incluindo Iblis, a curvar-se, o que sugere que ele é um anjo. Por outro lado, Iblis mostra o livre-arbítrio e diz que Deus fez ele do fogo, o que sugere que ele é um gênio. O assunto permanece em discussão.

O satanás islâmico estava certo?



Existe uma tradição interessante dentro do islamismo Sufi que sustenta que Iblis estava certo em desobedecer a Deus e não aceitar se curvar para Adão. Nessa visão, era errado que os anjos se prostrassem diante de alguém, exceto Allah. Apesar de Iblis ter desobedecido, ele teria feito por sua genuína submissão a Deus.
O Sufi Ahmad Ghazali, do século XI, declarou: “O céu proíbe que alguém cultue qualquer coisa, que não seja Allah… Este comando era um teste.” Ayn al-Qozat Hamadani escreveu que quando Deus ameaçou castiga-lo por sua desobediência, Iblis gritou: “Senhor, eu não te culto por tua misericórdia; não mantenho nenhuma condição para minha devoção”. Embora interessante, a ideia de al-Shaytan, de que Iblis foi o servo mais fiel de Deus, não se popularizou. Nem mesmo entre Sufis.

Qual sua conexão com o anticristo?



O novo testamento faz várias referências a um falso Messias próximo, chamado anticristo, entre outros nomes. Ambos os livros, tessalonicenses e apocalipse, associam o anticristo com Satanás, mas deixam claro que eles não são a mesma entidade. Então, qual é a conexão entre Satanás e o Anticristo? No período medieval, o modo de exibição sugeriu que o Anticristo era o oposto de Cristo, em todos os sentidos. Assim, como Cristo era o filho de Deus, gerado por uma virgem, o Anticristo seria o filho de Satanás gerado por uma prostituta.
Isso parece ter sido baseado em uma interpretação literal da palavra “Anticristo”, mas a ideia ficou popular graças a filmes como A Profecia. No entanto, a ideia do Anticristo como filho de Satanás é rejeitada pelo cristianismo. Na verdade, não fica claro que as duas figuras têm alguma conexão, apesar de 2 Tessalonicenses dizer que a vinda do Anticristo é “provavelmente, um trabalho de Satanás.”

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