17 espécies que deixaram de existir nos últimos dois anos

22:58

Golfinhos, sapos e plantas magníficas, tudo isso sumiu (pra sempre) nos últimos 700 dias.



Que o aquecimento global, desmatamento e pescas ilegais estão dizimando as espécies de animais e plantas ao redor do mundo, você já sabe – mas, afinal, quem são esses seres que estão desaparecendo? Abaixo você conhece 18 deles:



CYANEA KUHIHEWA


A plantinha foi descoberta no Havaí em 1991 com só 12 espécimes. Em 2003, a última muda morreu, mas pesquisadores haviam recolhido sementes para tentar novas plantações. Em janeiro deste ano, a equipe está desistindo: depois de diversas tentativas, nenhuma planta nasceu.





MELOMYS RUBICOLA


O fofo roedor de grandes olhos é considerado o primeiro mamífero a desaparecer por causa do aquecimento global. As mudanças climáticas hoje provocam tempestades sobre seu único habitat, a ilha australiana de Bramble Cay, e a chuva acabou destruindo a vegetação que lhe servia de alimento.





PHOCOENA SINUS


Esses primos dos golfinhos estão desaparecendo. Bem rápido. Em 1997 havia 600 deles nadando pelo Golfo da Califórnia. Hoje, restam apenas 30 - dando à espécie o status de mamífero aquático com mais chances de desaparecer. O inimigo, claro, é a pesca ilegal. Os pesquisadores acreditam que as vaquitas deixarão de existir em meses.




ECNOMIOHYLA RABBORUM


Desde 2012 acreditava-se que só havia mais um sapinho dessa espécie de olhos esbugalhados, depois que uma bactéria os exterminou no Panamá, seu hábitat natural. Chamado Toughie, o último dos sobreviventes vivia no Jardim Botânico de Atlanta, e morreu (no fim de 2016).




STENODUS LEUCICHTHYS


O peixe vivia no Mar Cáspio, mas não era visto nadando por lá desde 2008, oito anos depois decretaram sua extinção. O grande vilão da história foi a construção de barragens em regiões onde o animal costumava se reproduzir. Para completar, a pesca ilegal ajudou a exterminar o bichinho da natureza.




TODIRAMPHUS CINNAMOMINUS


Conhecido como Alcião Micronésio tendo 20 centímetros de puro charme, esses passarinhos viviam em Guão, ilha na Micronésia, mas não são vistos na natureza desde 1986. Sua extinção, que foi confirmada no final de 2016,  se deu por causa das cobras-arbóreas-marrons, vertebrados que não existiam ali, mas foram trazidos por humanos após a 2ª Guerra.





ADDAX NASOMACULATUS


Em 2010, 200 desses antílopes viviam no deserto do Saara. Mas conflitos na Líbia atingiram essa espécie: agora só restam três deles. Uma empresa de petróleo no Níger também é acusada de atirar nos antílopes. Cientistas pensam em reambientá-los em cativeiro para ressuscitar a espécie.





LIPOTES VEXILLIFER


O rio Yangtzé, o maior da Ásia, era lar deste golfinho até 2002, quando o último deles foi avistado. Com a industrialização, as águas ficaram tão poluídas que o bicho simplesmente parou de se reproduzir. Em 2016 a comunidade científica se conformou com sua extinção. Acredita-se que esta seja a primeira espécie de golfinho a ser extinta por seres humanos.







RINOCERONTE BRANCO


Nola era um dos últimos quatro rinocerontes brancos que ainda existiam na Terra. A espécie, que vivia aos milhares na África no século 20, foi caçada até a extinção por causa do valor comercial de seus chifres. Os últimos três sobreviventes estão velhos demais para se reproduzir e são guardados à mão armada no Quênia.






ZYZOMYS PEDUNCULATUS



Este roedor australiano media 12 cm. Já na década de 1990, acreditava-se que havia sido extinto, mas em 2001 alguns exemplares foram avistados. Em 2002, um imenso incêndio pode ter eliminado os últimos sobreviventes. Diversas excursões à procura do ratinho foram organizadas - todas sem êxito. Em 2015 bateram o martelo sobre sua extinção.






MAMMILLARIA HERRERAE


Natural do deserto do México, esse cacto quase não é mais encontrado na natureza. Ele faz parte dos 31% das espécies de cactos que correm risco iminente de extinção. No final de 2015 uma nova pesquisa mostrou que, graças à destruição de habitats, estamos acabando com um terço dos cactos do mundo.





MYADESTES LANAIENSIS


Este solitário passarinho vivia nas montanhas do Havaí, e foi extinto depois da introdução de porcos nas ilhas. Quando alguns porcos escaparam e foram viver na natureza, levaram consigo mosquitos transmissores de doenças que não existiam por lá. E esses mosquitos acabaram contaminando - e matando - todos os Olomao.






CORAL SOLITÁRIO DE WELLINGTON | RHIZOPSAMMIA WELLINGTONI


Corais são os seres vivos mais afetados pelo aquecimento dos mares - e com este não foi diferente. Originário das Ilhas Galápagos, este coral roxo escuro, quase preto, vivia entre 2 e 45 m de profundidade. Ele desapareceu quando as águas do Pacífico esquentaram nos últimos anos.






SUÇUARANA AMERICANA DO LESTE | PUMA CONCOLOR COUGUAR


O grande felino, um dos mais comuns no Ocidente, habitava originalmente os EUA e o Canadá e estava há 43 anos na lista de espécies ameaçadas. O último exemplar na natureza - um macho morto - foi encontrado em 1938 e em agosto de 2015 os EUA desistiram de procurar por mais e declararam oficialmente a extinção.







PIPISTRELLUS MURRAYI


Este morcego de 4g era incrivelmente abundante na ilha Christmas, na Austrália, até o começo dos anos 2000, mas o último foi visto em 2009. A inserção de novas espécies, como uma cobra-lobo, e o uso de inseticidas para matar a formiga-amarela-louca acabaram levando o Pipistrellus à extinção.





BREMA-DE-ESPINHA-LONGA | ACANTHOBRAMA CENTISQUAMA


Esse peixe de água doce habitava o lago Amik na Turquia. No século 20, o lago foi drenado para o plantio de algodão, e hoje a área é seca e virou um aeroporto. Biólogos tinham esperança de que o peixe ainda vivesse no lago vizinho, mas ele não foi encontrado até junho de 2015, quando decretaram sua extinção.






PERIQUITO ANDINO | PYRRHUA SUBANDINA


Este colorido periquito colombiano, de cara marrom, testa azul, peito cinza, barriga azul e rabo vermelho entrou em extinção. Visto pela última vez na natureza em 1949, ele não foi mais encontrado apesar de constantes missões biológicas nos últimos anos para achá-lo e foi considerado oficialmente extinto em 2015.


Que bom, ainda termos fotografias destas espécies para podermos recordar...

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