Buraco na camada de ozônio chega ao sul de Argentina e Chile

20:34

           



O buraco da camada de ozônio na Antártida chegou este ano, pela terceira vez, a cidades do sul da Argentina e do Chile, informou nesta segunda-feira o Centro de Pesquisa Atmosférica de Izaña, em Tenerife (Ilhas Canárias).

Alberto Redondas, pesquisador deste centro, disse hoje que a camada de ozônio diminuiu mais de 50% em relação a seus valores normais e que o índice de intensidade da radiação ultravioleta passou de quatro para dez, segundo o registro do dia 16 de outubro, data em que o buraco alcançou os 51 graus ao sul da cidade argentina de Rio Gallegos.

O aumento do buraco na camada de ozônio é especialmente prejudicial em outubro e novembro, quando a intensidade da radiação ultravioleta aumenta no hemisfério sul, afirmou Redondas.


O pesquisador explicou que a área afetada pelo buraco da camada de ozônio, incluindo zonas povoadas da Patagônia, alcançou este ano seu pico máximo no dia 16 de setembro, segundo a Organização Meteorológica Mundial.

O maior tamanho do buraco sobre Ushuaia (sul da Argentina) foi registrado em 2006, quando chegou a 26 milhões de quilômetros quadrados.

Em 2013, a extensão do buraco alcançou os 24 milhões de quilômetros, depois que sua tendência a diminuir foi interrompida em 2011.

O programa de ozonosonde, desenvolvido na estação de Vigilância Atmosférica Global de Ushuaia, faz pesquisas semanais sobre o buraco da camada de ozônio.

Este programa é um projeto conjunto do Serviço Meteorológico Nacional (SMN; Argentina), do governo da Terra do Fogo (Argentina), do Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA, da Espanha) e da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet, da Espanha).

You Might Also Like

0 comentários

Mais Lidas

Postagem em destaque

E Se Prety Little Liars Fosse Brasileira? (Versão Globo)

Já fizemos esse post aqui, porém no modo SBT (isso é, usando atores jovens do SBT) agora vamos fazer usando os da Globo.inc. Você já pensou...

Posts mais vistos